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Juvenal Brandão vê estreia novamente adiada

Foto: O Paredense

Ainda não foi desta. Juvenal Brandão voltou a ver a estreia enquanto treinador principal adiada. O técnico de 36 anos estava sem treinar desde janeiro de 2019, aquando da saída do Aliados de Lordelo, e chegou a meio de outubro ao Aliança de Gandra.

A estreia devia ter acontecido a 25 de outubro frente ao Lousada, mas o jogo não se realizou devido ao adiamento dos jogos que envolviam equipas precisamente de Lousada, Paços de Ferreira e Felgueiras face ao crescimento exponencial de casos de Covid-19 nessas regiões.

No fim-de-semana anterior, foi o Governo a determinar o cancelamento de todos os jogos não profissionais e, por isso, o Aliança de Gandra, que iria defrontar a equipa B do Felgueiras, voltou a não competir.

Quase há um ano afastado “dos bancos”, Juvenal Brandão espera assim “autorização das entidades competentes” para poder estrear-se como técnico principal do Aliança de Gandra.

Antes da estreia, Juvenal Brandão esteve à conversa com o Novum Canal.

Entrevista exclusiva

Ainda não foi no passado fim-de-semana que se estreou na competição como técnico do Aliança de Gandra. Como vê a situação e que impacto tem a mesma na equipa?

“Já sabemos que estamos num período diferente e difícil da nossa vida, por isso, não interessa nem fazer planeamentos a médio prazo nem dramatizar. É preciso estar preparado para um dia de cada vez e termos capacidade de nos adaptar. O adiamento destes dois primeiros jogos, não escondo, dá-nos mais tempo para trabalharmos, mas, se o adiamento do primeiro daria para encaixar ao fim-de-semana, a partir do segundo serão jogos a meio da semana, pelo que já não é positivo. Cada jogo a meio da semana é sobrecarga extra à rotina normal dos atletas, que irão jogar depois de um dia de trabalho”. 

Esta paragem “forçada” dá-lhe tempo trabalhar a equipa. O que tem sido alterado desde que chegou ao clube e o que se pode esperar desta sua chegada?

“Tenho tentado conhecer o melhor e mais depressa possível a equipa, e que os atletas me conheçam a mim, na forma de abordar o jogo. Estamos à procura de uma ideia que permita aos jogadores estarem confortáveis em campo e que lhes dê confiança para ganhar e somar pontos”.

Numa divisão bastante competitiva e com um plantel que não foi escolhido pelo Juvenal, que impacto é que essas condicionantes terão no seu trabalho?

Não é a primeira vez que entro a meio da época numa equipa e no passado as coisas correram bem. Tentarei aproveitar o que de bom aqui foi feito pelos treinadores anteriores, aliar à qualidade dos jogadores e, progressivamente, incutir a minha ideia. A tudo isto juntando a estabilidade que o clube nos oferece, estou certo, vai funcionar”.

Depois deste início menos conseguido, o Aliança de Gandra “viu-se obrigado” a reestruturar os objetivos já estabelecidos, que davam conta de uma luta pela subida de divisão. Desde a sua chegada, que reestruturação foi feita ao nível dos objetivos?  

Acima de tudo temos de ser realistas, porque já partimos com grande desvantagem em relação a esses lugares. Por isso é utópico dizer que vamos subir ou que vamos ficar nos cinco primeiros. Objetivamente, isso não é uma obrigação. Queremos ganhar, queremos somar o maior número de pontos, queremos sair dos lugares de despromoção rapidamente e queremos ficar o mais acima possível na classificação. Aliás, desde que há Divisão de Elite, só 2 épocas, 2 equipas conseguiram terminar nos 5 primeiros quando na 5ª jornada estavam nos 4 últimos ou tinham menos de 5 pontos; e uma delas foi comigo”.

E do plantel?

“Para já nenhuma, mas está em aberto a possibilidade de recrutar um ou outro atleta para fortalecer a equipa”.