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Sindicato Independente dos Médicos pede esclarecimentos à ministra da Saúde acerca da norma que dispensa teste de cura a infetados

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O Sindicato Independente dos Médicos publicou, esta segunda feira, no site da instituição, uma nota, em que exige  à Ministra da Saúde, Marta Temido, esclarecimentos sobre a atualização de uma norma que dispensa teste de cura a infetados, publicada no dia em que Portugal passou ao estado de calamidade.

“No dia em que Portugal passou ao estado de calamidade a Direção-Geral da Saúde emitiu uma atualização da Norma n.º 004/2020 que dispensa teste de cura a infetados”.  A partir desse dia, os médicos dão alta 10 dias depois sem necessidade de teste de cura e dessa maneira poderão voltar aos locais de trabalho, às escolas e a circular na comunidade sem restrições. Naturalmente com a máscara que sempre recomendámos. Para grávidas, profissionais de saúde e trabalhadores dos lares, mantém-se a exigência de teste de cura”, refere o Sindicato  Independente dos Médicos que apela a que o Ministério da Saúde dê conhecimento da “dispensa de teste de cura às direções das escolas, associações de pais, associações empresariais e sindicais, direções dos lares, segurança social, bem como a comunicação social”.

“Dado ser uma alteração estrutural (e não discutindo a qualidade e pertinência da norma) e o silêncio na divulgação da atualização desta Norma, o SIM apelou ao Ministério da Saúde e à Direção-Geral da Saúde pelos canais de formação e de propaganda que dispõe, para que possa esclarecer a população dessa alteração. Apelou ainda para que seja transmitida a dispensa de teste de cura às direções das escolas, associações de pais, associações empresariais e sindicais, direções dos lares, segurança social, bem como a comunicação social. Essa divulgação, esclarecimento, poderia mesmo ser objeto de resposta já hoje na conferência de imprensa já que os médicos têm despendido muito do seu precioso e escasso tempo para explicar isso aos seus doentes com COVID-19, aos seus familiares e empregadores”, refere a nota que acrescenta:

“O SIM espera que esta alteração não sirva para o Ministério da Saúde se congratular com o aumento exponencial dos curados, uma vez que o critério foi alterado. Tem é de se preocupar em tratar os doentes com COVID-19 e não-COVID-19 em vez de propaganda”.

Já esta segunda-feira, diretora-geral da Saúde, Graças de Freitas, na habitual  conferência de imprensa Covid-19, admitiu que alguém que esteja assintomático ou tenha sintomas ligeiros do novo coronavírus, com base na evidência e evolução científica, ao fim de oito a dez dias de isolamento, já não excreta vírus viáveis em quantidade suficiente para infetar outras pessoas e, portanto, precisará apenas de uma declaração do médico assistente para ter  alta clínica.

“Esta questão surge da evolução do conhecimento científico. Apesar de alguns graus de incerteza sobre a dinâmica do vírus, a replicação do vírus e como é  que o vírus sai de uma pessoa para a outra e em que quantidade. Também sabíamos já que pessoas que contraíam a doença mesmo depois de não terem sintomas, podiam ter ainda teste positivo e já se sabia há umas semanas, meses que isso provavelmente se devia a partículas  virais, mas que essas  partículas não tinham capacidade de infetar outras pessoas”, disse, salientando que como em muitas outras doenças, por vezes temos alta clínica sem fazer testes.

“De acordo com vários estudos, de acordo com a evidência, que à data, temos no que diz respeito à ciência a Organização Mundial de Saúde e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças fizeram os seus pareceres e nós seguimos depois de termos estudado muito o assunto, com especialistas, sobretudo da área clínica, e a conclusão a que chegamos não só em Portugal, mas noutros países, é que a evolução clínica, e estamos a falar de doentes, é mais relevante que a evolução laboratorial para determinar se um indivíduo se mantém ou não se mantém infeccioso. Estas pessoas se tiverem tido doença ligeira ou mesmo doença assintomática, mas com teste positivo e se ao décimo dia não tiverem febre e obviamente não tiverem agravamento de nenhum dos sintomas, considera-se que não estão a infetar outras. Portanto, têm duas coisas muito importantes: a primeira alta clínica.  É ao médico assistente que compete decidir que aquela pessoa tem alta. Como em muitas outras doenças, temos alta clínica sem fazer testes. O médico assistente passará a declaração necessária para aquela pessoa voltar à escola ou ao emprego. Obviamente que essa alta clínica corresponde ao fim do isolamento em que aquela pessoa se encontrava”, frisou.


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