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Cemitérios em Paredes encerram dia 31 de outubro e dia 1 de novembro

Os cemitérios em Paredes vão encerrar no dia 31 de outubro e dia 1 de novembro.

O presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, confirmou a decisão, na quarta-feira, em entrevista ao Novum Canal, salientando que a mesma foi concertada com as juntas de freguesia e tem como propósito minimizar os riscos de um eventual contágio.

“Havia a questão da abertura dos cemitérios no dia 31 e no dia 1 de novembro e apesar disso ser uma competência das juntas de freguesia, entendemos que deveríamos articular esforços com as juntas no sentido de encontrar a melhor solução e assim o fizemos. E foi unanimemente acatado que para evitar as concentrações que iriam existir quer no sábado, quer no domingo, que nesses dois dias os cemitérios vão estar fechados”, expressou, salientando que o executivo municipal está a sensibilizar a comunidade para que asseiem as campas dos seus entes queridos nos dias anteriores, evitando aglomerados.

Alexandre Almeida reiterou a importância dos cidadãos cumprirem com as medidas que foram recentemente anunciadas pelo Governo, na sequência do Conselho de Ministros desta semana, bem como cumprirem  com as diretrizes das autoridades de saúde.

“Vamos todos ter de atuar a esse nível porque agora não há o confinamento que houve em abril, nem pode haver e é natural que o número de casos positivos aumente até porque o número de testes também têm aumentado”, expressou.

Questionado sobre a realização de comunhões no concelho e o hábito cultural, enraizado na região, das famílias se congregarem logo após a cerimónia religiosa, o chefe do executivo manifestou que, de uma forma geral, a Igreja tem cumprido com os procedimentos e regras  emanadas pelas autoridades de saúde.

“Tendo em conta as medidas de contingência que as paróquias tomaram, o distanciamento entre bancos e outras, a existência de circuitos para entrar e sair das igrejas, julgo que não será por aí que ocorrerão os contágios. Os contágios surgem há posteriori, nos convívio familiares. Esses convívios acabam por envolverem agregados familiares mais vastos e aí mais facilmente podem surgir contágios. Fazemos um apelo para que as pessoas minimizem estas situações e sigam as indicações e orientações  que são de todos conhecidos”, confirmou, admitindo que não é fácil conter esta vontade dos agregados familiares  estarem  juntos.

“As pessoas têm de ser agentes de saúde pública. As pessoas devem intervir e chamar a atenção sempre que alguém não cumpre com as regras. Dizer também que ninguém tem de ter vergonha se ficar infetado. Qualquer um de nós pode ficar infetado. Isto pode acontecer a qualquer um. Ainda bem que muitas das pessoas infetadas estão assintomáticas o que poderá significar que o vírus não está tão forte como esteve no início”, frisou.

Refira-se que a Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa emitiu recentemente um comunicado  “Avivar a chama da esperança”, em que apelava a que os cemitérios estivessem abertos no Dia de Todos os Santos e Fiéis Defuntos, desde que cumpridas  todas as regras de segurança.

“Aproxima-se a data da solenidade de Todos os Santos (1 de novembro) e da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (2 de novembro). São dias intensamente sentidos pela piedade dos fiéis católicos do nosso país, que neles fazem uma romagem de fé e esperança aos cemitérios onde repousam os restos mortais dos seus entes queridos, que consumaram o seu batismo participando até ao fim no mistério pascal, morrendo com Cristo para com Cristo ressuscitarem. Porque o dia de Fiéis Defuntos é laboral, o nosso povo costuma aproveitar os dias anteriores, nomeadamente a solenidade de Todos os Santos – feriado nacional – para fazer memória dos que nos precederam, marcados com o sinal da fé, ornando os cemitérios com flores e acendendo luzes expressivas dos seus sufrágios e preces”, referia a respetiva nota que acrescentava:

“É certo que não depende da Igreja a gestão da grande maioria dos cemitérios nacionais. Confiamos, porém, que as autarquias e entidades que os tutelam saberão interpretar as exigências do bem comum encontrando um justo, mas difícil equilíbrio entre os imperativos de proteger a saúde pública e o respeito pelos direitos dos cidadãos. Porque não se adoece apenas de COVID-19. A impossibilidade de exprimir de forma sensível e concreta saudades e afetos também é causa de sofrimento e de doença, por vezes grave e até mortal.  Dado o estado atual da pandemia, é sensato que se imponham medidas suplementares de proteção, como a obrigatoriedade do uso de máscaras e o controlo do número de visitantes, em simultâneo, estabelecendo um limite máximo, conforme a dimensão dos espaços. Mas não seria apropriado o encerramento completo dos cemitérios. Tenha-se em conta que a emergência sanitária já dura desde março e que muitas famílias enlutadas neste período nem sequer puderam acompanhar adequadamente os seus entes queridos em exéquias muitas vezes celebradas, como diz o Papa Francisco, de um modo que fere a alma”.

A nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa recordava ainda que: “As celebrações terão lugar nas igrejas e noutros espaços utilizados para o efeito nestes tempos de emergência, cumprindo as regras já estabelecidas. Porventura, poderá aumentar-se a sua oferta, sobretudo no dia 2 de novembro, em horários que sejam mais convenientes à comunidade. Para diminuir ocasiões de maior aglomeração de pessoas, recomendamos aos párocos que considerem nestes dias, em coordenação com as autoridades locais, a possibilidade de celebrar a Eucaristia nos cemitérios. Quanto às romagens que é costume realizar nos cemitérios em sufrágio dos Fiéis Defuntos, sugerimos que se façam com acompanhamento mínimo, respeitando sempre as normas de segurança e de saúde”.