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Coligação Alternativa Democrática defende que OE para 2021 não prevê baixa nos impostos

Fotografia: Alternativa Democrática

A Coligação Alternativa Democrática defendeu, em comunicado, enviado ao Novum Canal, não existir uma baixa de impostos no Orçamento de Estado para 2021.

“A coligação AD / Alternativa Democrática Partido considera que este Orçamento do Estado mente aos portugueses. Na verdade, para além de outras incongruências deste documento, não existe uma baixa da carga fiscal e o governo, com os meros dois euros que dá (mensalmente) e tira (anualmente) à classe média, quer criar a ilusão de que o OE de 2021 tenta melhorar a vida dos portugueses, o que é completamente falso”, refere o comunicado que integra entre outros partidos o Reagir Incluir Reciclar – RIR, de Tino de Rans.

Na nota que nos enviou, a coligação apelou  “aos partidos com assento parlamentar que não coloquem as ideologias partidárias à frente das necessidades dos portugueses e do país. É imperativo reprovar este Orçamento do Estado, proposto pelo Governo Socialista, e obrigar o executivo a introduzir soluções que efetivamente acabem com as desigualdades sociais e outras”.

A Alternativa Democrática manifestou que não é possível o país continuar a ter uma dicotomia litoral-centro.

Fotografia: Alternativa Democrática

“Não podemos continuar a ter uma dicotomia litoral-centro do país, deixando ao abandono o interior de Portugal, simplesmente porque a maioria dos eleitores residem nas “grandes cidades” do litoral. Tal como já existe nas Regiões Autónomas, o interior do país devia de ter uma discriminação positiva e um maior investimento. Um governo tem de tratar todos os cidadãos por igual e é inaceitável continuarmos a aceitar passivamente que existam portugueses de 1.ª e de 2.ª”, lê-se na nota de  imprensa que esclarece que “os 15,3 mil milhões que Portugal receberá da UE não podem servir apenas para que este Governo continue a ter o maior número de assessores nomeados, cerca de 1236, e ser o bombeiro dos Bancos falidos que, inclusive, enganaram milhares de portugueses”.

“A pandemia não pode ser desculpa para termos mais um Orçamento que não contempla as medidas necessárias para recuperar o SNS, nomeadamente a contratação de mais profissionais de saúde em número suficiente para acabar com as listas de espera ou a construção de mais hospitais em tempo útil, e salvar a Segurança Social da bancarrota. Para além deste Orçamento do Estado continuar a querer passar a mensagem de que as migalhas dadas aos funcionários públicos são motivo para que os restantes portugueses se devam indignar, também tenta desviar as atenções do real problema que é dar pouco a uns e nada a outros para que se digladiem entre eles e não combatam os erros de quem nos governa”, alude o comunicado.

Para a coligação Alternativa Democrática “o Orçamento do Estado para 2021 e seguintes têm de retirar Portugal do 21.º lugar que ocupa na União Europeia em rendimento por habitante, não podemos continuar a ter salários que não permitem a um trabalhador viver com dignidade”.