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CDS-PP Paredes critica PSD e PS pela forma como geriram dossier da água e do saneamento e acusa partidos pelos “insuportáveis” custos para o município

Fotografia: CDS-PP Paredes

O CDS-PP Paredes criticou, em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, a forma como PSD e  PS geriram o dossier da água e saneamento.

Falando  do resgate da Concessão das Águas de Paredes, o CDS-PP Paredes apontou várias criticas a ambos os partidos acusando-os, nomeadamente, de “serem responsáveis pelos insuportáveis custos do saneamento básico em Paredes”.

“A propósito da Assembleia Municipal Extraordinária convocada, a pedido do PSD, para discutir uma eventual rescisão do contrato de concessão de água e saneamento do concelho de Paredes que vai ocorrer na próxima terça feira (13 de outubro de 2020), o presidente da Comissão Política do CDS Paredes, José Miguel Garcez, responsabiliza o PSD Paredes e o PS Paredes pelos preços insustentáveis que os munícipes pagam pelo consumo de água e serviços de saneamento”, referiu o líder centrista que recordou que foi o PSD quem concessionou a água em vez de a manter na esfera do município e atacou o PS, acusando os socialistas de por razões “eleitoralistas” só agora “quererem resolver o problema”.

“Ambos, PSD e PS, são responsáveis. O PSD porque concessionou a água em vez de a manter os serviços sob a tutela do município e o PS porque está há 3 anos no poder e só agora, por motivos eleitoralistas, quer tapar o sol com a peneira. Se os socialistas estivessem interessados em resolver o problema, coisa que prometeram como prioridade na campanha eleitoral, não esperavam pelas vésperas das eleições”, destacou.

José Miguel Garcez, que é também vogal da Comissão Executiva Nacional do CDS apontou, também, criticas ao PSD responsabilizando os sociais-democratas de terem concessionado a água “sem precaver os encargos” para o município e o PS de ter “enganado  os paredenses dando a entender durante este tempo todo que as conversações e um acordo com a Be Water estavam praticamente concluídos”

 “O PSD concessionou a água sem precaver os encargos futuros e a incapacidade de cumprir os compromissos que então assumiu. A concessão da água pode ter servido interesses particulares, mas prejudicou todos os consumidores do concelho de Paredes. O PS com responsabilidades políticas pessoais de Alexandre Almeida, presidente da câmara, que avocou a si este processo, revelou durante estes três anos de mandato incapacidade para renegociar a concessão, falta de vontade  política e, sobretudo, enganou os paredenses dando a entender durante este tempo todo que as conversações e um acordo com a Be Water estavam praticamente concluídos e agora apresenta o resgate como forma de resolução”.

“O PSD vendeu mal, o PS vai comprar sem olhar a custos. Há uma terceira via. A da negociação que, verdadeiramente, o PS nunca quis fazer. Vai atirar a solução para depois das eleições e depois fica tudo como dantes”

Referindo-se à proposta de rescisão com justa causa proposta pelo PSD, o líder dos centristas de Paredes declarou: “é pior a emenda do que o soneto. Se a Be Water incumpriu em parte, a autarquia nunca cumpriu em nada. O presidente da câmara do PSD na altura o que quis foi fazer o negócio. O resto não era com ele”.

Já sobre a decisão do PS de fazer o resgate, Garcez afirmou: “Alexandre Almeida fez as contas de lápis na orelha. Disse que por 25 milhões resgatava. Quando chegarmos ao fim do processo veremos se não custará o dobro aos paredenses. É fácil fazer negócios quando o dinheiro é dos contribuintes. Almeida não teve ou vontade ou capacidade política para negociar o resgate e, pela sua incompetência, vamos pagar todos. A forma irresponsável como Alexandre Almeida geriu este processo e a tomada de decisão unilateral terá consequências nefastas para o município, designadamente para o bolso dos munícipes. Os paredenses mereciam mais e melhor”.

Sobre a posição que o CDS irá adotar na próxima reunião da Assembleia Municipal que discutirá o assunto, o presidente da Comissão Política do CDS Paredes insistiu na ideia de que “O PSD vendeu mal, o PS vai comprar sem olhar a custos. Há uma terceira via. A da negociação que, verdadeiramente, o PS nunca quis fazer. Vai atirar a solução para depois das eleições e depois fica tudo como dantes”.

Fotografia: CDS-PP Paredes

Refira-se que o PSD na última Assembleia Municipal solicitou ao presidente da  mesa a realização de uma assembleia extraordinária tendo como ponto único a discussão e votação da recomendação ao executivo municipal, “para nos termos da lei, resolver unilateralmente e com justa causa, o contrato de concessão da exploração e gestão dos sistemas de abastecimento de água e recolhe, tratamento e rejeição de efluentes do concelho de Paredes elaborado com a Be Water (AP – Águas de Paredes, S.A.) e consequente pedido de indemnização a formular àquela concessionária por todos os prejuízos causados ao município por força do incumprimento continuado e repetido do contrato de concessão”. Reunião essa que está agendada para dia 13, na próxima terça-feira, às 21h15.   

Fotografia: PS Paredes

Contactado pelo Novum Canal, o presidente da Comissão Política Concelhia do PS Paredes, José Carlos Barbosa, realçou que o PS Paredes foi eleito com um resultado  eleitoral esclarecedor, está mandatado pelos eleitores para zelar e cumprir  com os interesses dos munícipes, sendo a questão do resgate um tema fundamental para os paredenses.

O líder  da Comissão Concelhia do PS Paredes manifestou, ainda, que com este comunicado o CDS-PP pretende apenas criar ruído para defender os interesses da concessionária que só “pensa nos lucros privados”.

Nesta questão,  José Carlos Barbosa confirmou que é urgente “dar a água aos paredenses”.

Fotografia: PSD Paredes

Já o PSD Paredes, por intermédio do presidente da Comissão Política Concelhia, Ricardo Sousa, visado no comunicado do CDS-PP, lembrou o “estado em que o CDS deixou o concelho em termos de água e saneamento, do estado das finanças do município e o atraso em diversas áreas em que o concelho estava naquela época”.

“Se fossemos recuar no tempo, poderíamos sempre falar do estado em que o CDS deixou o concelho em termos de água e saneamento, do estado das finanças do município, e o atraso em diversas áreas em que o concelho estava naquela época. Iria então perceber-se que não existindo rede de abastecimento de água e saneamento municipal nem capacidade financeira para o fazer, a concessão foi a forma encontrada para que se pudesse avançar e na altura até foi bastante consensual, mas reconhecemos que nem tudo correu conforme esperado. Quanto aos interesses particulares a que se refere, seria bom que concretizassem pois deixam no ar uma nuvem que a meu ver não faz sentido. Porém, mais do que o passado, creio que o que realmente importa a Paredes e aos paredenses é que tudo seja feito para defender os seus interesses no presente e no futuro e não é isso que Alexandre Almeida e o seu executivo têm feito. Bem pelo contrário! É importante evitar que este resgate ruinoso que Alexandre Almeida pretende fazer, por mero interesse eleitoralista, premiando com pelo menos 22,5 milhões de euros (pois pode ser mais), uma entidade que ele próprio diz que incumpriu o contrato vigente e que este incumprimento já ultrapassam os 30 milhões de euros”, expressou.

Creio que o que realmente importa a Paredes e aos paredenses é que tudo seja feito para defender os seus interesses no presente e no futuro e não é isso que Alexandre Almeida e o seu executivo têm feito. Bem pelo contrário!”

Nesta questão, Ricardo Sousa apontou, também, críticas à forma como  o atual executivo socialista, liderado por Alexandre Almeida, geriu esta questão.

“Nós estamos à frente do PSD Paredes há pouco mais de 2 anos e durante todo este tempo, ou até antes disso, Alexandre Almeida não quis, não soube ou não conseguiu resolver esta situação. Fragilizou-se muito neste processo, desde o início, e agora até desconfiamos se houve efetivamente algum processo negocial. O que Alexandre Almeida foi fazendo ao longo destes anos levou-o a este beco e agora não encontra uma saída. Vejamos, Alexandre Almeida foi dizendo por sua iniciativa ou quando questionado, de que estavam a decorrer negociações que estavam a correr bem (mais tarde diria que muito bem), depois que tinha o acordo praticamente fechado e, por fim que o acordo estava fechado e só faltava o parecer da ERSAR. Passado tudo isto, apresenta uma proposta de resgate pagando pelo menos 22,5 milhões de euros à Be Water, sendo que esta está em falta com o concelho em mais de 30 milhões de euros referentes a investimentos que não efetuou, conforme consta dos relatórios. Estamos assim a falar de mais de 50 milhões de euros  e assim do hipotecar o futuro do nosso concelho. Mais grave é que no programa eleitoral de Alexandre Almeida nada constava acerca deste resgate e agora a menos de um ano das eleições, entendemos que não está legitimado para tomar tal decisão”, acrescentou.

 O líder do PSD Paredes concordou que “este tema seja debatido até ao limite para que seja encontrada a melhor solução para os paredenses, que não premeie quem incumpriu e que se resolva a situação de uma vez por todas”.

“Enquanto partido responsável que é o PSD, sentimo-nos no dever de tudo fazer para proteger Paredes e os paredenses. logo temos de fazer com que este tema seja debatido até ao limite para que seja encontrada a melhor solução para os paredenses, que não premeie quem incumpriu e que se resolva a situação de uma vez por todas. Este é um assunto muito grave e não poderíamos permitir que Alexandre Almeida com ele passasse por entre as pingas da chuva, por uma questão de estratégia eleitoral, sem verdadeiramente se preocupar com Paredes”, afiançou.