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Recém-criada coligação Alternativa Democrática quer promover maior participação dos cidadãos na vida política

Fotografia: Coligação Alternativa Democrática

Alternativa Democrática, assim se designa a nova coligação política que foi criada no dia 5 de outubro, data em que se celebra a Implantação da República, estrutura política que pretende apresentar-se às próximas eleições autárquicas em 2021 e quer promover uma maior participação dos cidadãos na vida política e a consequente mudança política em Portugal.

Além do Nós, a coligação é constituída pelo Cidadãos, PDR, o RIR, partido de Tino de Rans, integrando os movimentos Democracia 21, o Movimento Mais e os cidadãos independentes Carlos Medeiros e António Ribeiro.

Em comunicado enviado aos órgão de comunicação social, a Alternativa Democrática destacou que além da crise sanitária, o país defronta uma crise económica e social, associada a uma crise de representação política.

“Portugal atravessa um tempo e dificuldades extraordinárias. A uma epidemia global e a uma grave crise económica, junta-se uma crise de confiança política e institucional sem precedentes. Os obstáculos com que os partidos sem representação parlamentar e movimentos políticos se debatem – do tempo de antena reduzido ou nulo até à fraca capacidade económica na realização das campanhas eleitorais face aos grandes partidos –, agudizaram-se neste cenário. Já os chamados “partidos do poder”, que têm assento na Assembleia da República e têm governado Portugal nos últimos 46 anos, tentam reduzir cada vez mais a possibilidade dos restantes partidos e até dos cidadãos de se fazerem ouvir, pelo que é necessário denunciar a falta de cidadania que existe em Portugal. Nesse sentido, relembramos que o PS e PSD aprovaram um Decreto-Lei na Assembleia da República, publicado em Agosto, que tenta aniquilar o direito aos GCE (Grupos de Cidadãos Eleitores) de apresentarem uma candidatura às eleições autárquicas. Inclusive, mesmo na Assembleia da República, estes partidos tentam “calar” aqueles que não são um grupo parlamentar, tal é a necessidade de manterem o poder e o status quo que existe há mais de 4 décadas”, referiu a coligação Alternativa Democrática em nota de imprensa que confirmou que perante  esta realidade “o poder de decisão e de verdadeiro escrutínio tem de voltar para “as mãos” dos cidadãos”.

“Perante esta realidade, urge neste momento, proteger a possibilidade de uma maior participação cívica e criar uma forma de política arrojada para que nenhum português se sinta discriminado”

Fotografia: Coligação Alternativa Democrática

“Perante esta realidade, urge neste momento, proteger a possibilidade de uma maior participação cívica e criar uma forma de política arrojada para que nenhum português se sinta discriminado. No seguimento desta premissa, os partidos e movimentos que acreditam que o poder de decisão e de verdadeiro escrutínio tem de voltar para “as mãos” dos cidadãos, reuniram-se ao longo dos últimos meses para discutir qual a forma de tornar isso possível. Destes encontros resultou um profundo debate sobre o estado do país, o consenso na decisão de uma união entre todos as forças presentes com vista a uma coligação e que a mesma fosse alargada a mais intervenientes políticos, movimentos, partidos e independentes. Na reunião realizada no dia 5 de Outubro, ficou selado o projeto de coligação “AD – Alternativa Democrática” entre os partidos e movimentos políticos abaixo mencionados, sendo que, outros estão ainda a discutir internamente a adesão a esta coligação. A AD – Alternativa Democrática irá apresentar-se às próximas eleições autárquicas em 2021, para que, entre outros princípios, assegure uma maior participação dos cidadãos na vida política e a consequente mudança política em Portugal”, esclareceu a coligação que avançou que em breve será anunciada a data e local da apresentação oficial e divulgado o manifesto, o programa político e os corpos dirigentes.