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Nova direção da Associação Empresarial de Paços de Ferreira assume ter plano de atuação bastante audacioso, com objetivos claros de intervenção em diferentes eixos

Fotografia: Associação Empresarial de Paços de Ferreira

O presidente da direção da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), Samuel Santiago, recentemente eleito, assumiu, em declarações ao Novum Canal, que sua direção tem um plano de atuação bastante audacioso, com objetivos claros de intervenção em diferentes eixos para o próximo biénio.

“A nossa direção, propõe-se a um plano de atuação bastante audacioso, com objetivos claros de intervenção em diferentes eixos. Sendo um dos eixos a formação de quadros técnicos, capacitando os recursos humanos e consequentemente as empresas de uma maior competitividade nos mercados globais, o apoio à digitalização das empresas e dos seus processos, é outro eixo de atuação, de forma a capacitar as organizações para potenciar a sua capacidade produtiva, não descurando o ambiente e a sustentabilidade, aportando valor acrescentado aos produtos, demonstrando assim a nossa preocupação com o mundo que nos rodeia e, por fim, o reforço da marca Capital do Móvel no panorama nacional e internacional, marca esta que atingiu já o seu pico há vários anos, precisando de ser alimentada para manter o seu bom nome e a importância que tem para a nossa região. Somos e seremos a Capital do Móvel”, disse, salientando que a direção interpretou os resultados da eleição para os órgãos sociais da Associação Empresarial de Paços de Ferreira que conferiram a vitória à lista A, com grande sentido de responsabilidade.

“Esta foi a primeira vez, desde a sua existência, que a AEPF teve eleições com duas listas, o que demonstra o interesse da comunidade empresarial em dar o seu contributo. Tendo existido duas listas, foi com enorme satisfação que percebemos a posição dos associados quanto ao trabalho que temos vindo a executar ao longo dos últimos anos. Não podemos esquecer o facto de ter estado como Vice-Presidente durante seis anos nos mandatos anteriores ao lado do Rui Carneiro, a quem deixo uma palavra de gratidão pelo trabalho desenvolvido, pelo que se trata, em certa parte, de uma lista de continuidade. A afluência às urnas superou as nossas expectativas, tendo conseguido uma maioria absoluta que nos deixa bastante orgulhosos e obviamente conscientes do trabalho que temos pela frente”, afirmou.

“Formar e qualificar pessoas que possam ingressar no mercado de trabalho, com valor acrescentado para as empresas que as contratam, continuará a ser uma das prioridades da AEPF”

Fotografia: Associação Empresarial de Paços de Ferreira

Falando dos objetivos da nova estrutura diretiva para a área da formação, Samuel Santiago assumiu que a associação tem, ao longo dos anos, tido um papel determinante neste domínio, assumindo-se como veículo e motor para reforçar a capacidade competitiva das empresas.

“A AEPF ao longo dos anos, tem tido um papel preponderante na formação e qualificação das pessoas da região. A aposta na qualidade da oferta formativa, é o selo da AEPF, refletido na certificação que detém pela DGERT e na acreditação pelo IEFP. Este é o caminho que pretendemos continuar a traçar, com qualidade, inovação e ajustado às reais necessidades da população e das empresas da região. Formar e qualificar pessoas que possam ingressar no mercado de trabalho, com valor acrescentado para as empresas que as contratam, continuará a ser uma das prioridades da AEPF. Temos tido uma taxa de empregabilidade bastante alta, o que queremos manter, mas temos também a ambição de formar mais pessoas nas áreas mais técnicas, das quais as nossas indústrias carecem. Temos neste momento um grande défice de pessoal qualificado em determinadas áreas, como sendo, técnicos CNC, desenhadores CAD, desenhadores 3D, marceneiros, artesãos, comerciais capazes de falar fluentemente mais que uma língua estrangeira, isto apenas no mobiliário, porque se passarmos para o têxtil as dificuldades também se verificam, falta de modelistas, falta de costureiras, e na metalomecânica as necessidades são similares. Queremos ministrar o máximo de formação nestas áreas, pois sabemos que o concelho necessita”, expressou.

“Iremos continuar a fazer feiras em território nacional e outras em território internacional (mais no mercado da diáspora), pois este será sempre o meio mais rápido e eficaz de estarmos em contacto com o nosso público de forma, a podermos apresentar o que tão bem fazemos”

O recém-eleito presidente da AEPF confirmou que é seu desiderato e da estrutura diretiva que o acompanha continuar a promover a Capital do Móvel, assumindo que esta é imagem de marca do concelho.  

“A Capital do Móvel é e será sempre a imagem de marca do nosso concelho, não podemos nem iremos deixar cair a mesma. Há duas vertentes que temos que abordar quando falamos de promover a Capital do Móvel, a B2C e a B2B. Somos uma região que tem a nível nacional um reconhecimento muito grande, conseguimos de facto criar marca, no entanto a abordagem no mercado nacional é diferente do internacional. Para o B2C, iremos continuar a fazer feiras em território nacional e outras em território internacional (mais no mercado da diáspora), pois este será sempre o meio mais rápido e eficaz de estarmos em contacto com o nosso público de forma, a podermos apresentar o que tão bem fazemos e, principalmente, que o público possa tocar, sentir e constatar a qualidade dos nossos produtos. Não obstante, e estando nós na era da digitalização e dos mercados globais, é nossa pretensão criar outros eventos, desta vez mais virtuais que possibilitem o contacto de forma virtual com outros públicos, neste caso o B2C e B2B. Falando de B2B, sendo profissionais da área, para os quais a perceção de design, qualidade de fabrico e capacidade de processos, estes pontos assumem uma maior importância quando se pretende estabelecer uma relação comercial, pelo que esta abordagem, especialmente em tempos de condicionamento face à Pandemia será a mais adequada e na qual incidiremos mais. Trabalharemos ainda, numa série de missões empresariais inversas virtuais que permitirão às nossas empresas apresentarem as suas coleções ou serviços para alguns mercados de maior preponderância, para colmatar a falta de visita de clientes. Queremos, ainda, promover a Capital do Móvel em canais online e offline, por forma, a mantermos uma relação mais constante com o público em geral”, avançou.

“O cliente está cada vez mais “comodista”, uma vez que através dos seus smartphones acedem a uma infindável oferta de produtos à distância de um clique. Certos, de que, a experiência virtual não substitui a 100% a experiência presencial, continuaremos a levar para mais próximo do nosso público o maior certame a nível nacional de mobiliário e decoração”

Questionado se a nova direção concorda com a decisão de promover a Capital do Móvel no Porto, Samuel Santiago defendeu ser a favor do modelo que foi definido e da necessidade de ir ao encontro de clientes e trazê-los para Paços de Ferreira.

“Totalmente, o estudo que fizemos quanto ao número de visitantes nas últimas edições realizadas em Paços de Ferreira, demonstrou um ligeiro decréscimo o que nos fez perceber que teríamos que ser nós a ir de encontro aos clientes e nesse evento atrair o maior número possível de visitantes à nossa cidade. Sabemos que um evento em Paços de Ferreira é de extrema importância para os empresários e todos os negócios subadjacentes, mas acreditamos que, face à realidade do mercado atual devemos ser mais proativos e temos que ser nós a “ir buscar” os clientes e trazê-los de volta à nossa cidade. O cliente está cada vez mais “comodista”, uma vez que através dos seus smartphones acedem a uma infindável oferta de produtos à distância de um clique. Certos, de que, a experiência virtual não substitui a 100% a experiência presencial, continuaremos a levar para mais próximo do nosso público o maior certame a nível nacional de mobiliário e decoração, seja ele no Porto ou noutra cidade que vejamos viável. Estamos a pensar em manter a edição no Porto e possivelmente realizar uma outra em Lisboa”, afiançou, assumindo que mais do que promover o certame, é vital promover a marca.

“Mais que promover o certame, devemos falar em promover a marca. O certame, seja ele realizado no Porto, em Lisboa, em Faro ou até no estrangeiro, será sempre um canal de comunicação entre os expositores e o público. Queremos continuar a promover o nosso concelho e atrair o maior número de visitantes possível. Não podemos esquecer que uma feira é uma pequena amostra do que existe em Paços de Ferreira, temos cerca de 1 Milhão M2 de área de exposição, com todos os estilos de mobiliário à disposição de quem nos visita. Posto isto, iremos continuar a promover o nosso concelho através da feira Capital do Móvel, mas também através de comunicação nos media, Outdoors espalhados pelas principais cidades, criação de Pop-up stores, entre outras estratégias que comunicaremos a seu tempo”, confessou.

Interpelado se é desiderato da atual estrutura diretiva continuar a privilegiar a relação e os canais de comunicação com a Câmara de Paços de Ferreira, o responsável pela AEPF afirmou que a instituição está sempre disponível à colaboração com a autarquia, assim como com as demais associações e instituições do território.

“Todas as relações institucionais que a AEPF tem mantido ao longo dos anos são de preservar, sempre que haja um objetivo comum. Estamos sempre abertos à colaboração com a Câmara Municipal, bem como, com as Juntas de Freguesia, e também com as demais Associações da Fileira Casa ou das Madeiras. Acreditamos que, à semelhança do que se passa nas empresas, a cooperação é fundamental para atingir o sucesso, pois a partilha de experiências é um catalisador e potenciador de novas ideias e soluções para o bem da nossa economia”, precisou.