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Câmara de Paços de Ferreira reconhece aumento de casos e adverte para necessidade de continuar a apostar na prevenção

Nas últimas semanas, a região viu aumentar novamente o número de infeções por Covid-19. Os concelhos mais atingidos  foram Lousada e Paços de Ferreira.

Ao Novum Canal, o vereador e vice-presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Paulo Ferreira, confirmou que houve efetivamente um aumento do número de casos no concelho um pouco à semelhança do que se tem verificado no resto do país.

“Ao longo das últimas três semanas, o concelho de Paços de Ferreira tem conhecido um significativo aumento de novos casos COVID-19. Tal como sucede no resto do país e um pouco por todo o mundo, esta pandemia parece estar a entrar numa nova fase, difícil e muito exigente”, disse, salientando que associada às características  do concelho de Paços de Ferreira, ao aumento do número de pessoas que regressaram ao trabalho e ao consequente aumento dos contactos sociais eram expectável  que estes números viessem a subir.

“O concelho de Paços de Ferreira, pelo facto de ter uma elevada densidade populacional e uma alta taxa de população em idade ativa, traz como consequência um também muito significativo número de contactos sociais diários, designadamente em contexto de trabalho”, expressou.

O autarca admitiu que o contágio por Covid-19 vai ser cada vez mais frequente, alertando para a necessidade de sermos agentes de proteção civil, respeitarmos as diretrizes das autoridades de saúde, nomeadamente, a higienização das mães, o distanciamento social, entre outros.

Paulo Ferreira defendeu mesmo que “a facilidade como esta doença se propaga é um desafio para todos os cidadão e que ninguém deseja a repetição de um novo confinamento”.

Na sua página pessoal do facebook, o vereador manifestou, ainda, que as escolas e as empresas  não poderão encerrar e que a aposta na prevenção é a melhor arma para combater este vírus.

“Por isso, no nosso concelho e nestes tempos mais próximos, devemos evitar correr riscos adicionais. No trabalho, na escola ou nos restantes contactos sociais, nunca descuremos o uso da máscara e a desinfeção frequente das mãos.  Novos casos continuarão a surgir, mas até à vacinação generalizada da população, o que não acontecerá antes do final do próximo inverno, temos todos de fazer o que nos compete. Prevenir, prevenir, prevenir! Os tempos que se avizinham não serão nada fáceis, mas se todos dermos o decisivo contributo que este momento estranho que vivemos nos exige, será possível ultrapassarmos este Outono/Inverno com sucesso. Só depende de nós. Sem medo, mas com imensa responsabilidade!”, acrescentou.

Questionado quanto ao caso identificado na Secundária de Paços de Ferreira, na semana passada, Paulo Ferreira  esclareceu que a instituição de ensino acionou de imediato todas as medidas e procedimentos definidos pelas autoridades de saúde, estando a situação resolvida.

Quanto à infeção de uma criança na creche da Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso, o vice-presidente da autarquia pacense manifestou que a instituição agiu de forma célere e acionou de imediato todas as medidas e cumpriu com todos os procedimentos que estão definidos para este tipo de situações.

O autarca avançou, ainda, que esta terça-feira, as crianças e os colaboradores da Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso estão a ser testados.

Sobre estas duas situações, o vice-presidente da autarquia pacense atestou que os planos de contingência funcionaram.

“Não há motivos para alarmes. É fundamental continuar a apostar na prevenção. Não podemos facilitar”, avançou.

Refira-se que quer a Escola Secundária de Paços de Ferreira quer a  Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso colocaram nas respetivas páginas oficiais um comunicado confirmando a situação e advertindo para a necessidade da comunidade educativa continuar vigilante e cumprir com os procedimentos que estão definidos.

No caso da Secundária de Paços de Ferreira, a escola declarou que após o diagnóstico ao aluno da instituição de ensino e efetuada a avaliação de risco dos contactos mais próximos que foram considerados de alto risco, alguns colegas de turma do caso confirmado, foram para isolamento profilático.

O comunicado indica ainda que a restante comunidade educativa deverá ficar em vigilância passiva, em automonitorização diária dos sintomas da Covid-19, devendo estar atentos à sintomatologia que possa estar associada à doença, nomeadamente, tosse persistente, dor de garganta, dor de cabeça, dor no corpo, entre outros sintomas.

Também a Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso, em comunicado, confirmou que a instituição está em articulação permanente com a autoridade de saúde local para cumprimento de todas as orientações emanadas por esta entidade e determinação de medidas a tomar.

No mesmo comunicado, a instituição recomendou que todos se mantenham atentos ao surgimento de sintomas compatíveis do a Covid-19, devendo contactar os serviços de saúdem, o SNS ou outras linhas específicas e contactar a Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso, na eventualidade de surgirem sintomas sugestivos da doença.