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Associação Cultural e Musical de Baltar celebrou 160.º aniversário e recordou legado e história da instituição

Fotografia: Câmara de Paredes

A Associação Cultural  e Musical de Baltar, concelho de Paredes, comemorou, esta segunda-feira, data em que se assinalou a Implantação da República, os 169.º aniversário da instituição, numa cerimónia simbólica que  contou com o presidente da Junta de Freguesia de Baltar, Jorge Coelho, membros da direção e executantes.

Ao Novum Canal,  o presidente da Associação Cultural e Musical de Baltar, Arménio Sousa,  destacou que a cerimónia teve como objetivos assinalar a data e relembrar o legado e o contributo de todos quantos passaram pela instituição.

O responsável pela associação confirmou que este foi um momento revestido de sentido e oportunidade e apesar das restrições e das diretrizes definidas pela autoridade nacional de saúde, a instituição assinalou o momento, cumprindo com todas as normas definidas por lei.

Arménio Sousa relevou o contributo dos que passaram pela associação e com o seu esforço e determinação contribuíram para tornar a banda mais coesa e uma referência na vila e no concelho de Paredes e também a nível internacional.  

Sobre os tempos atuais e os impactos que a crise sanitária está a ter também nas bandas de música, Arménio Sousa reconheceu que a Associação Cultural e Musical de Baltar , tal como as demais, está a sofrer os impactos provenientes do coronavírus, sendo este um ano atípico com consequências ao nível cultural e na programação habitual.

Fotografia: Câmara de Paredes

“Costumamos fazer, em média, 20 festas por ano, mas antes de setembro do próximo ano não creio que possa ser possível  a banda, no seu todo, participar em qualquer festividade ou romaria. Estou otimista que a tal vacina possa surgir, mas depois há que contabilizar também o tempo para vacinar as pessoas, pelo que acho que dificilmente antes de setembro voltaremos a participar em qualquer festividade”, disse, sustentando que a associação tem já 15 festas confirmadas para 2021, mas tudo está dependente da situação epidemiológica e da evolução desta.

O dirigente relevou, também, o apoio financeiro dos patrocinadores em prol da Banda de Baltar e que tem permitido que a instituição tenha as contas em dia, consiga fazer face às despesas, nomeadamente ao vencimento do maestro.

“Apesar de todas as dificuldades, temos as contas em dia”, atalhou, sublinhando que além do apoio dos patrocinadores, a associação dispõe de um tasquinha da banda que tem permitido  arrecadar verbas.

Falando da história da Associação Cultural e Musical de Baltar, Arménio Santos recordou que esta foi fundada em 1860, integra, atualmente, cerca de 60 elementos, tendo na direção musical o maestro Benjamim Vieira.

O dirigente confessou, também, que o principal motor de desenvolvimento da Associação Cultural e Musical de Baltar continua a ser a formação, integrando, a instituição, executantes de vários pontos do concelho e de outras localidades.

Segundo a Câmara de Paredes, em meados dos anos 30, Alcino Coelho de Sousa, assumiu a direção da Banda, tornando-a numa das melhores e mais prestigiadas, tendo sido extinta vinte anos depois.

Em 1989, Fernando de Freitas Nogueira reergueu a Banda de Baltar que possui um vasto repertório musical.

Em 2017, nas comemorações dos 157 anos da Associação Cultural e Musical de Baltar, a banda passou para a nova sede localizada na antiga Escola Primária de Baltar.

Arménio de Sousa substituiu Delfim Amadeu Santos, ex-dirigente da Associação Cultural e Musical de Baltar, que esta segunda-feira foi, também, agraciado pela atual estrutura diretiva.