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Câmaras da região assinalam Dia Mundial do Animal

Celebra-se, este domingo, o Dia Mundial do Animal.

A seleção desta data está, também, relacionada com o facto do dia 4 de outubro, ser tradicionalmente dedicado a São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.

Além de sensibilizar a comunidade para a proteção dos animais e a preservação das espécies, esta data tem como finalidade chamar a atenção para a importância que os animais têm na vida de todos nós, assim como exaltar a vida animal, nas suas várias dimensões.

Na região, foram vários os municípios que optaram por assinalar a data. A Câmara de Penafiel,  através do seu Centro de Recolha Oficial de Animais de Penafiel (CROP), está a realizar uma exposição fotográfica alusiva aos animais do CROP.

Segundo a autarquia, a mostra integra fotografias da autoria de Suzana Vieira, colaboradora do CROP, que estão distribuídas pelas ruas da cidade, podendo ser visionada até ao dia 18 de Outubro. A exposição pretende,  segundo  o município, demonstrar o cuidado e o trabalho prestado em prol do bem-estar animal. 

Na sua página oficial do facebook, a autarquia penafidelense relembrou que continua disponível o programa de apoio à esterilização de animais, como é o caso da campanha de incentivo à adopção “Adote um Amigo. Não abandone!”, que oferece a esterilização, a identificação electrónica, a vacinação e a desparasitação a quem adoptar no canil municipal.

“A autarquia continua a incentivar e a apoiar famílias mais carenciadas para a esterilização do seu animal de companhia (cão ou gato), no sentido de evitar que sejam abandonadas ninhadas, o que infelizmente acontece muitas vezes, e continua a promover aulas de treino canino, no parque canino de Penafiel, situado no Parque da Cidade”, lê-se na mensagem que o município  postou, recordando que “A Câmara Municipal de Penafiel lembra que todos os animais acolhidos pelo centro de recolha oficial do canil municipal de penafiel, e animais que não sejam reclamados pelos seus detentores no prazo de 15 dias, a contar da data da sua recolha, presumem-se abandonados e são obrigatoriamente esterilizados e encaminhados para adoção. O serviço do Canil Municipal de Penafiel, através da página oficial Facebook – Canil Municipal de Penafiel, divulga ao público, regularmente e sempre que necessário, os animais disponíveis para adoção.”

A autarquia de Paredes, também, na sua página oficial, deixou uma curta mensagem sobre as origens e a criação da efeméride, sensibilizando a comunidade para a necessidade de proteger os animais e de preservar todas as espécies.

Em Valongo, a autarquia promoveu um passeio com os animais do centro veterinária municipal com o objetivo de incrementar a aproximação e adaptação dos animais às pessoas.

Este ano, além do passeio com os animais do Centro, há a possibilidade dos mesmos serem adotados no final do passeio.

Esta atividade respeita as regras da DGS nomeadamente no distanciamento social, uso de máscara, realização ao ar livre, estando limitado a dez pessoas.

Refira-se que há cerca de 20 anos consecutivos que a autarquia de Valongo celebra esta data.

Para assinalar a data, a SOS Animal Portugal, uma Organização Não-Governamental Nacional de Proteção Animal e Ambiental (ONGA), lançou a campanha SOS Animal – Ser Por Todos os Seres, com o “objetivo de alertar a sociedade para a grave crise ambiental que atravessamos”.

“Tendo em especialmente conta o período conturbado em que vivemos, não poderíamos deixar de assinalar a data, mas, mais importante que isso, inspirar os cidadãos para protegerem o que resta dos ecossistemas e da vida selvagem”, refere a mensagem que se encontra publicada na página oficial da instituição.

“A COVID-19 contaminou não só milhões de pessoas, como todo o espaço mediático, deixando assim para trás outros temas que não são de menor importância, nomeadamente a crueldade que continua a ser exercida sobre os animais e a destruição massiva do seu habitat”, acrescenta a mesma nota.

A presidente da SOS Animal, Sandra Duarte Cardoso, numa alusão a esta data, usou a página da instituição para deixar uma mensagem, recordando que o dia 4 de outubro é também o dia do médico veterinário.

“Vivemos tempos estranhos que nos confinaram em casa e não nos permitem abraçar o próximo, perdem-se aos poucos algumas faculdades sociais tão necessárias à promoção da compaixão e da humanidade.  A pandemia que nos assusta a todos, resultou do abuso continuado e cruel do mundo selvagem e da destruição dos ecossistemas, por lucro e ganância.  O medo da doença e da morte, fez travar a fundo o mundo inteiro, um abrandamento que sempre foi assumido por todos os governos como impossível. Há décadas que é solicitado junto dos líderes mundiais, formas de reduzir e reestruturar economias, de forma a resguardar o planeta e construir economias mais sustentáveis. No entanto, depois de dezenas de cimeiras mundiais e apelos de todo o tipo de organizações do mundo inteiro, os governos nunca ponderaram abrandar de forma a mitigar a destruição do nosso planeta”, disse, acrescentando:

“É consensual entre a comunidade científica que já entrámos na sexta extinção em massa e a um ritmo mais acelerado do que o que já era anormalmente previsível pelos factos, evidencias e a própria ciência. Os cientistas e quem trabalha no terreno há décadas, alertam incessantemente para os problemas ambientais e do mundo animal, e indicam ainda as origem destes, suplicando a união da humanidade para criar e implementar soluções.  A atividade humana, o exponencial aumento populacional, a invasão e a destruição de ecossistemas, o consumo desmedido, o negacionismo da ciência e a ignorância e inoperância dos Estados e dos seus líderes, estão a ameaçar a sobrevivências de mais de 500 espécies, e todos os dias extinguimos várias formas de vida terrestres e marinhas”.

“A pandemia ameaça efetivamente as economias, mas a catástrofe ecológica e a crise humanitária que advém da destruição dos recursos naturais, é tão grave que tudo o que fizermos ou não fizermos nos próximos 10 a 50 anos é o que definirá o futuro da humanidade ou a sua própria existência”

A responsável pela SOS Animal Portugal realçou, também, que  “a pandemia ameaça efetivamente as economias, mas a catástrofe ecológica e a crise humanitária que advém da destruição dos recursos naturais, é tão grave que tudo o que fizermos ou não fizermos nos próximos 10 a 50 anos é o que definirá o futuro da humanidade ou a sua própria existência.  Tudo isto não são conclusões minhas, são afirmações baseadas em centenas senão milhares de estudos científicos devidamente validados pelos seus pares.  Vivemos tempos estranhos, onde a verdade e a mentira concorrem diretamente, a desinformação ganha velocidade e a sua disseminação está descontrolada, é nossa obrigação informar e formar o mais possível para estes factos. Hoje, reservo-me o direito de pedir a cada um de vós que ler estas linhas, para refletir, com informações validadas e revalidadas. Enquanto ativista, cientista, médica veterinária e principalmente enquanto cidadã, mãe e humana… rogo-vos, repensem os vossos atos.  Adaptando palavras que não são minhas – antes de perguntares o que o planeta faz por ti, pergunta primeiro o que estás tu a fazer pelo planeta.  A terra será a única casa que cada um de nós terá”, sustentou.

Já a PSP assinala Dia Mundial do Animal assinalou a data sensibilizando para os direitos dos animais, com visitas a várias escolas.

Refira-se que desde 2015 que a brigada de proteção ambiental da PSP promove campanhas solidárias com ações de sensibilização.

Este ano, a PSP fez uma recolha de alimentos para animais, tendo entregue esse alimentos a uma associação.