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Vereador da saúde afirmou que problema da legionella irá ficar resolvido a partir desta sexta-feira com recurso a empresa especializada

Paulo Silva, vereador responsável pelo pelouro da saúde da Câmara de Paredes, destacou, esta quinta-feira, no programa Jornal Diário, do Novum Canal, conduzido por Paulo Lopes, que o problema da legionella que foi identificado em dois estabelecimentos de ensino do concelho de Paredes vai ficar resolvido, a partir desta sexta-feira, com recurso a uma empresa especializada.

Sobre esta questão, Paulo Silva recordou que nos estabelecimentos de ensino, ate à entrada em funções do atual executivo, não era costume fazerem-se testes nem existia nenhum sistema de prevenção à legionellla.

“Já tivemos um problema na piscina.  Isto é um pouco como quando  fazemos as análises, descobrirmos os problemas. Nas piscinas sim, mas nas escolas até chegarmos ao executivo nunca se fizeram testes nem existia nenhum sistema de prevenção à legionellla. No início do mandato, há três anos atrás decidimos cumprir com o que estava na lei e passamos a fazer a prevenção e o controle da leogionella. A prevenção é feita antes e depois é feito o controle. Quando se faz o controle  esperamos que a prevenção tenha funcionado, mas nem sempre resulta. Cumprimos com o que está previsto na lei, elevar a temperatura a mais de 70 graus, esvaziar todos os circuitos de água, portanto, todos os procedimentos obrigatórios por lei são feitos e temos de fazer prova disso junto da Delegação de Saúde. Depois há um controle feito por entidades externas, com um laboratório especializado e autorizado para tal que faz as colheitas e que nos dá os resultados. Este é um processo que é obrigatório por lei e o legislador quando previu isto previu que fazer só a prevenção poderia não resultar e daí ser necessário fazer os testes”, disse.

Falando da situação detetada nos dois estabelecimentos de ensino, o autarca esclareceu  que assim que o município teve conhecimento do problema entrou em contado com os responsáveis pelos respetivos estabelecimentos de ensino e com as associações de pais.

“Entramos de imediato em contacto com a direção  das escolas, quer com as associações de pais, disponibilizando toda a informação que tínhamos, quer das análises, quer de outros procedimentos que fomos obrigados a fazer por indicação da Delegação de Saúde, o fecho da cantina, do refeitório e estamos a informar as associações de pais sobre todos os passos seguintes que vamos dar. Amanhã mesmo a empresa especializada irá fazer a desinfeção, depois fará os testes outra empresa que certificará se está ou não está” expressou, sustentando que mesmo este tratamento pode não eliminar as bactérias, pelo que terá de ser repetido.

“O laboratório  comunica-nos e ainda antes de recebermos a comunicação oficial da delegada de saúde, a câmara tomou as medidas, reuniu com as associações de pais, com as direções de pais, implementaram-se as medidas que, neste caso, era apenas o fecho dos refeitórios e das cantinas, uma vez que os balneários estavam fechados por causa das normas da DGS”

“O importante é que as pessoas  percebam que, neste momento, de há três  anos a este parte, todas as escolas têm uma prevenção e um controle da legionella, coisa que não existia no passado. Fazemo-lo conforme a lei prevê  e o controle e a prevenção são feitos mediante o que está estipulado por lei. Por que é que se faz nesta data e não noutra? Existe um calendário para fazer estas prevenções. De “x” em “x” tempos temos de repetir as análises, os mecanismos de prevenção e foram estes mecanismos que realizamos. A prevenção tem de ser feita antes do início do ano letivo  e passado uns dias fazemos as análises. Infelizmente foram detetados dois casos. O laboratório  comunica-nos e ainda antes de recebermos a comunicação oficial da delegada de saúde, a câmara tomou as medidas, reuniu com as associações de pais, com as direções de pais, implementaram-se as medidas que, neste caso, era apenas o fecho dos refeitórios e das cantinas, uma vez que os balneários estavam fechados por causa das normas da DGS. Agora é esperar que o tratamento seja feito e esperar novamente pelas análises”, frisou.

Paulo Silva  realçou que a autarquia tinha a perfeita noção que tinha de ter um trabalho diferente porque a legionella é muito propícia a aparecer quando as águas estão muito tempo paradas e foi o que aconteceu. O vereador recordou que as escolas estiveram enerradas desde março até setembro.

“Sabemos que há sempre quem se interrogue: Mas se fazem a prevenção porque é que isto aparece? Isto é quase como quando vamos ao médico, fazemos umas análises, cumprimos com todos os cuidados, mas, às vezes, aparecem valores elevados. Aqui foi exatamente a mesma situação. Fazemos a prevenção obrigatória por lei e quando fazemos o controle tememos. Este ano tínhamos a perfeita noção que tínhamos de ter um trabalho diferente porque a legionella é muito propícia a aparecer quando as águas estão muito tempo paradas e foi o que aconteceu. As escolas estiveram desde março até setembro paradas. Iniciaram a sua atividade em setembro procedemos à prevenção e infelizmente surgiram dois casos que estão devidamente tratados. Não ocorreu nenhum tipo de problema. Muitas vezes as pessoas perguntam se vamos testar. A legionella não se testa. A legionella é uma bactéria que se manifesta com febres, dores de barriga, vómitos, um conjunto de situações. Falamos também com as escolas perguntado se alguém tinha manifestado algum tipo de sintoma deste género, não nos foi comunicado nada nem a nós, nem à delegação de saúde e, portanto, presume-se que não tenha causado problemas a ninguém. Estaremos atentos a esta situação e vamos continuar a fazer aquilo que a lei obriga em termos de prevenção e controle, dentro daquilo que está previsto na legislação”, afiançou.

Interpelado sobre o arranque do ano escolar, as medidas que foram adotados, associada à preocupação dos pais e ao aumento do número de infeções, conforme os indicadores da DGR indicam, Paulo Silva  confirmou que o aumento do número de contágios que se tem verificado na últimas semanas  é uma tendência que se vinha registado, admitindo que estamos longe dos número que se registaram em Março/Abril e que levaram  o Governo a optar por fechar o país, com medidas mais severas.

“Esta é uma tendência pós-férias, há mais gente a circular com a abertura das escolas, o mundo laboral regressou em força. Todos temos que ser responsáveis e cumprir com as regras e diretrizes que foram definidas”, disse, salientando que a publicação que fez na sua página pessoal com vários pais amontoados à entrada de um estabelecimento de ensino teve apenas como objetivo alertar os pais e encarregados de educação para o trabalho que estava a ser realizado nas escolas, ainda, que posteriormente viessem a ser feitas algumas afinações.

“Verificamos que nos primeiros tempos os pais acompanharam os filhos às escolas, hoje, os discentes já utilizam os transportes públicos. Era expectável  que os pais, na fase inicial, estivessem mais ansiosos. Hoje já não se veem os aglomerados iniciais. As coisas estão a decorrer dentro da normalidade possível”, disse, manifestando ainda que o Serviço Nacional de Saúde está a dar a resposta adequada à situação.

“Beneficiamos do facto da delegação de saúde pública estar instala em Paredes, acompanhámos muito de perto o trabalho da delegada de saúde neste processo pandémico  e o aconselhamento tem sido feito. Sugerimos sempre que as pessoas usem os contactos disponíveis. A delegação de saúde tem sido incansável e cabe-nos respeitar as regras da DGS e da delegação de saúde local e esta é a melhor forma de contermos a pandemia”, avançou, defendendo que em situação de infeção as pessoas devem ficar confinadas e seguir as recomendações da rede de apoio para estes casos.