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Legionella: Movimento Juntos Por Paredes D21 questiona executivo sobre reabertura das escolas “sem acautelar condições de segurança e sanitárias”

Fotografia: Juntos Por Paredes – Democracia21

O Movimento Juntos Por Paredes D21 (Democracia 21) questionou, numa carta aberta, dirigida ao executivo da Câmara de Paredes, presido por Alexandre Almeida, quais as razões que levaram a autarquia a reabrir as escolas “sem acautelar condições de segurança e sanitárias”.

A carta aberta ao chefe do executivo paredense surge na sequência de ter sido detetada a mesma bactéria nos centros escolares de Recarei e Mouriz, no concelho de Paredes.

Manuel Pinho, do Movimento Juntos Por Paredes D21 (Democracia 21), recordou que esta situação não é nova e que no passado já tinha alertado o município para a existência de uma outra situação, desta feita, Complexo Piscinas Rota dos Móveis em Recarei .

“A ocorrência de novas situações, agora em escolas, após um longo período em que estiveram fechadas ou com atividade reduzida, nomeadamente no que diz respeito ao serviço da cantina, mostra claramente que V. Exa não só não conhece os perigos da legionella para a saúde pública, como não aprendeu absolutamente nada com a anterior situação de Recarei”, disse, acrescentando:

Fotografia: Juntos Por Paredes – Democracia21

“Lembro que os equipamentos das referidas escolas são responsabilidade do município e que a legionella é uma bactéria com consequências graves para a saúde pública. Mas o senhor e o seu executivo socialista já mostraram ser negligentes para com a saúde pública no concelho de Paredes, estando preocupados apenas com a imagem nas redes sociais promovendo obras quando as que existem nem a manutenção consegue garantir.  Tem sido assim com a pandemia que vivemos e é-o agora com a legionella, pondo a descoberto a incapacidade de gerir um concelho como o de Paredes”. 

Sobre a deteção da legionella no Centro Escolar de Recarei e Mouriz, Manuel Pinho deixou a seguinte pergunta: “Volto às questões que fiz há dias, na esperança de obter resposta: Quais as razões que o levaram a reabrir as escolas sem acautelar devidamente as condições de segurança e sanitárias? Depois de um longo período de paragem, volta a colocar em risco os paredenses, desta vez toda a comunidade escolar, negligenciando a manutenção dos equipamentos.  O senhor vereador Paulo Silva, numa reunião de câmara, referiu que estas situações podem acontecer pelo facto de os equipamentos terem estado parados. Pelos vistos, ele também não aprendeu com o erro, pois os estabelecimentos de ensino deveriam abrir apenas após o conhecimento das análises e a certeza de tudo estava bem”, disse, manifestando:

“É inadmissível que estas situações tenham acontecido. Os paredenses ainda desculparam a primeira, mas não podem continuar a ser complacentes com esta incúria. V. Exa. tem de acatar as consequências políticas e perceber, finalmente, que o vereador Paulo Silva não tem condições para continuar. Os paredenses já não confiam nesta governação socialista”.

Esta quinta-feira, contactada pelo Novum Canal, a Câmara de Paredes esclareceu que foi na sequência análises feitas, um procedimento que a autarquia tem adotado, que foi detetada a presença desta bactéria em dois dos centros escolares analisados, nomeadamente em Recarei e Mouriz.

“A Câmara Municipal possui um procedimento para fazer análises à legionella com a regularidade prevista na legislação, no âmbito da realização dessas mesmas análises foi detetada a presença em dois dos centros escolares analisados. Recarei e Mouriz. As medidas adotadas foram as determinadas pela Delegada de Saúde, encerramento dos refeitórios e cantina, desligado o circuito de água quente e os balneários estavam já encerrados, uma vez que as norma da DGS sobre a pandemia da COVI-19 a tal obriga, foram criados espaços alternativos para os alunos efetuarem as refeições , cumprindo com as normas atuais da DGS”, lê-se no esclarecimento que nos foi enviado.

De acordo com o município, “os estabelecimentos de ensino estavam parados desde março, apesar das medidas preventivas tomadas antes do arranque do inicio do ano letivo, presume-se que tal se deva a este facto. Por orientação da Delegada de Saúde as escolas continuam a funcionar, com as adaptações anteriormente referidas”.