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PSD Paredes questiona executivo municipal sobre casos de Legionella no concelho

O presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Paredes, Ricardo Sousa, criticou, esta quarta-feira, na sequência dos dois casos de legionella que foram detetados no Centro Escolar de Mouriz e Recarei, numa nota enviada  ao Novum Canal, com a designação “Legionella volta a atacar em Paredes”, a forma como o executivo municipal tem gerido esta situação.

“As condutas de água nos centros escolares de Recarei e de Mouriz, inseridos nos agrupamentos escolares das Sobreira e de Paredes, respetivamente, estão inoperativas após ter sido detetada a presença de legionella. Esta situação está a preocupar os pais das 600 crianças que frequentam o pré-escolar e o primeiro ciclo nestes estabelecimentos de ensino que estão sob a responsabilidade da Câmara Municipal de Paredes”, referiu.

“A bomba de água no centro escolar de Mouriz, por exemplo, esteve avariada mais de três meses. Qual a razão que levou Alexandre Almeida, autarca paredense, não ter efetuado análises à água, antes da escola funcionar?”

O responsável  pela estrutura concelhia do PSD Paredes, aludindo aos dois estabelecimentos escolares onde foi detetada a legionella, recordou que “a bomba de água no centro escolar de Mouriz, por exemplo, esteve avariada mais de três meses. Qual a razão que levou Alexandre Almeida, autarca paredense, não ter efetuado análises à água, antes da escola funcionar? Quantos dias as crianças estiveram em contacto com a água contaminada?, salientando ter sido a estrutura social-democrata a denunciar publicamente, “quando no início de este verão foi também detetada a Legionella nas Piscinas e Pavilhão Rota dos Móveis”.

Neste processo, o líder do PSD Paredes recordou que “as crianças ficam mais expostas ao estarem impedidas de realizar a higienização das mãos da forma exigida pela DGS”.

“Acreditamos que agora venha água de fora para as refeições das crianças. Mas como fazem para lavarem as mãos ou a cara? Devido ao Covid-19, os pais e os professores mentalizaram de forma persistente os alunos para, agora mais do que nunca, lavar muito bem e muitas vezes as mãos, para evitar o contágio do Covid-19. Como funcionam agora as instalações sanitárias? Com que água?”, questionou, acusando o chefe do executivo de “inoperância” e de ter “entregue ao vereador Paulo Silva os pelouros da Educação e Desporto, transformando-o, assim, no responsável pelo cumprimento da lei n.º 52/2018 que estabelece o regime de prevenção e controlo da Doença dos Legionários, definindo procedimentos relativos à utilização e à manutenção de redes, sistemas e equipamentos propícios à proliferação e disseminação da Legionella”.

Ricardo Sousa realçou, também, que este ano, num curto espaço temporal, “esta bactéria foi detetada na Rota dos Móveis (pelouro de Desporto) e agora nas escolas que pertencem obviamente à Educação, tudo isto depois de já em 2019 ter sido detetada Legionella na Escola Secundária de Paredes. O PSD de Paredes questionou na altura Alexandre Almeida se a população de Paredes, após a Legionella em Recarei, podia usufruir dos equipamentos desportivos, bem como das instalações escolares sem correrem os riscos inerentes à exposição desta bactéria, e consequentes infeções a ela associadas”, avançou, manifestando nunca ter obtido resposta.

 “Nunca obtivemos uma resposta. Agora percebemos porquê. Alexandre Almeida tenta sempre ‘esconder o sol com uma peneira’, mas os resultados, infelizmente estão à vista de todos”, afirmou, acrescentando “Que garantias têm os pais do concelho de Paredes sobre a inexistência de Legionella nas outras escolas? Porque não é cumprida Lei nº 52/2018, de 20 de agosto, que estabelece o regime de prevenção e controlo da Doença dos Legionários?”

“O PSD de Paredes exige que em tempos de pandemia que assola o Mundo inteiro, os paredenses não estejam também expostos ao risco de infeção por Legionella, por desleixo e mesmo negligência do atual executivo camarário, liderado por Alexandre Almeida. A finalizar Ricardo Sousa salienta que Paredes deve ser capital de muitas coisas boas, e não capital da legionella a nível nacional. “Num curto espaço de tempo Paredes já teve quatro “ataques de legionella” oficiais…”, lê-se no comunicado que nos foi enviado pelo PSD Paredes.

“As medidas adotadas foram as determinadas pela Delegada de Saúde, encerramento dos refeitórios e cantina, desligado o circuito de água quente e os balneários estavam já encerrados”

Refira-se que esta quarta-feira, contactada pelo Novum Canal, a Câmara de Paredes revelou que: “a Câmara Municipal possui um procedimento para fazer análises à legionella com a regularidade prevista na legislação, no âmbito da realização dessas mesmas análises foi detetada a presença em 2 dos centros escolares analisados. Recarei e Mouriz”.

A autarquia explicou que: “as medidas adotadas foram as determinadas pela Delegada de Saúde, encerramento dos refeitórios e cantina, desligado o circuito de água quente e os balneários estavam já encerrados, uma vez que as norma da DGS sobre a pandemia da COVI-19 a tal obriga, foram criados espaços alternativos para os alunos efetuarem as refeições , cumprindo com as normas atuais da DGS”.

O executivo manifestou, ainda, que “os estabelecimentos de ensino estavam parados desde março, apesar das medidas preventivas tomadas antes do arranque do inicio do ano letivo, presume-se que tal se deva a este facto. Por orientação da Delegada de Saúde as escolas continuam a funcionar, com as adaptações anteriormente referidas”.