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Lousada: Estudo sobre impacto da Covid-19 no turismo revela que quase 90% das empresas conseguiram evitar despedimentos

Fotografia: Câmara de Lousada

O estudo “Impacto económico da Covid-19 no Turismo Local” que foi anunciado pela autarquia de Lousada no Dia Mundial do Turismo, e que  foi feito de forma voluntária e anónima a vários atores e agentes ligados ao setor, revela que quase 90% das empresas conseguiram evitar despedimentos  e 70%, apesar das incertezas quanto ao futuro do setor, afirmaram que vão manter o número de funcionários.

Segundo a Câmara de Lousada, “no total responderam 31 empresas, 12 alojamentos turísticos, oito restaurantes, seis agências de viagens, um museu e quatro empresas de outros setores de atividade, das quais 61,3% são empresas em nome individual”.

Do inquérito pode-se aferir que apenas “12,9% dos agentes não encerrou temporariamente a atividade, sendo que na sua grande maioria o tempo médio de encerramento foi de dois meses”.

As respostas indicam, de forma global, que “a maior fatia (29%) da percentagem de diminuição do volume de faturação centrou-se entre os meses de maio de julho, encontra-se entre os 0% e 25%, logo seguida da fatia entre os 25% a 50% de diminuição, com 18%. Apesar disso, houve casos em que se sentiu um aumento da faturação da empresa (5% das empresas)”.

De acordo com a autarquia, “a maioria dos inquiridos refere estar a registar uma subida na procura dos seus espaços (71%), sendo que, no caso do alojamento 90,05% esta procura refere-se ao turista nacional e, no caso da restauração, 68,8% da procura é essencialmente de clientes locais/habituais. A maioria dos agentes económicos refere estar a sentir um aumento gradual no volume de negócios”.

Quanto aos apoios, “apenas 38,7% das empresas refere que recorreu ao layoff e, em 46,7% dos casos, este mecanismo foi aplicado a todos os funcionários. Só uma pequena fatia das unidades (22,6%) recorreu a outras linhas de apoio, com uma taxa de 66,7% de aprovação. Perante este cenário e período excecional, 19,4% das empresas ponderou pedir insolvência”.

“No que concerne aos funcionários, 88,9% dos agentes económicos conseguiram evitar despedimentos e 70,8% destes estão ainda confiantes que vão conseguir manter o mesmo número de funcionários”, lê-se no documento  que se encontra disponível na página oficial da Câmara de Lousada.

Fotografia: Câmara de Lousada

Quando questionados sobre outras candidaturas de auxílio às empresas, “66,7% refere que os apoios foram aprovados e, por outro lado, 80,6% nunca ponderou pedir insolvência. Quanto às iniciativas governamentais de apoio, 66,7% consideraram-nas insuficientes e 26,7% satisfatórias”.

Numa análise aos números, o vereador do pelouro do turismo, Nélson Oliveira, destacou que apesar de voluntário, o número de respostas e participantes foi satisfatório, sendo esta uma amostra importante.

O autarca explicou que os dados disponíveis, não fazendo um análise exaustiva ao setor, permitem “ter uma perceção mais coerente das dificuldades sentidas por esta área económica”.

Nélson Oliveira manifestou, ainda, que depois fase de confinamento acentuada  que a região e o país viveram e que deixou marcas significativas em vários setores e empresas, o setor começou a dar sinais de recuperação, sendo que os negócios foram sustentados com base na procura interna, ao contrário do que sucede, por exemplo, em outras regiões em que os negócios estão mais dependentes da procura externa, como é o caso do Algarve.

“No Dia Mundial do Turismo verifiquei que apesar das restrições e de todos os cuidados que foram tidos em conta, foram muitos os grupos que aproveitaram este dia para visitar o Centro Interpretativo do Românico, num claro sinal de que existe efetivamente uma faixa da população, estamos a falar de pessoas acima dos 40 anos, de vários pontos da região Norte, que continua ávida deste tipo de oferta e produtos culturais e tudo isto acaba, também, por ter impactos na economia local”, expressou, sustentando que mesmo depois da pandemia houve empresas que aumentaram o seu volume de faturação.

O responsável pelo pelouro do turismo da Câmara de Lousada manifestou, ainda, que apesar destes dados e deste otimismo relativo que os números parecem indiciar, o turismo  continua a ser um dos setores mais afetados com a pandemia, tendo a autarquia desenvolvido, entretanto, esforços junto do Governo no sentido de alocar mais apoios para esta área fundamental, sendo que algumas dessas medidas estão a ser trabalhadas e serão plasmadas no âmbito do Orçamento de Estado.