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Requalificação da Alameda da Saudade vai custar cerca de meio milhão de euros. Obras deverão estar concluídas dentro de 10 meses.

A presidente da Câmara do Marco de Canaveses, Cristina Vieira, procedeu esta sábado, à assinatura Pública do auto de consignação da empreitada de ‘Requalificação da Alameda da Saudade’, localizada na vila de Alpendurada, Torrão e Várzea, orçada em cerca de 500 mil euros, sendo exclusivamente custeada pelo orçamento  da autarquia.

“É uma obra orçada em 483 mil euros em que nos propomos fazer uma requalificação de toda a avenida e de todo o espaço público, nomeadamente junto da capela, melhorar o estacionamento e a circulação junto ao cemitério. Estamos a falar de um espaço público  importante, onde existe uma casa mortuária, a igreja e o cemitério, é uma avenida com algumas características  importantes para a comunidade, que tinha alguns problemas nos passeios e na configuração do pavimento que estava muito desconfigurado e muito degradado. Quando comparticipamos a obra da casa mortuária foi-nos solicitado pela população desta freguesia que gostariam que avançássemos para esta requalificação. Entretanto, fizemos algumas visitas técnicas para perceber o que é que poderíamos melhor em termos de organização do espaço, fazer mais jardim, tivemos o cuidado de saber como estavam as árvores. Paralelamente vamos tentar fazer um jogo de luzes para dar mais relevância à casa mortuária e existe um monumento que queremos preservar”, disse, salientando que a requalificação vai privilegiar o granito, sendo que o seu prazo de execução será de dez meses.

Aos jornalistas e depois de ter sido “desafiada” pelo presidente da Junta de Freguesia de Alpendrada, Várzea e Torrão, Domingos Neves, a avançar com outras obras, que considerou, na sua intervenção, igualmente, prioritárias para a vila, a autarca esclareceu nos próximos dias, que o seu executivo irá voltar à vila de Alpendorada, Várzea e Torrão para assinar outro auto de consignação, desta feia,  a requalificação da fachada do Estádio de Alpendurada, intervenção orçada em 600 mil euros.

“Estamos a fazer investimento em água e saneamento, vamos investir 2,5 milhões de euros na EB 2,3 desta freguesia, vamos retirar amianto de outras escolas e fizemos investimentos nas escolas básicas desta freguesia no período de interrupção letiva. Há um conjunto de investimentos muito avultado que a autarquia tem vindo a fazer. Logicamente que o presidente da junta quer sempre mais e faz esse papel como autarca de freguesia e faz bem, mas a câmara municipal só no projeto da praia de Bitetos e validamos a candidatura depois do parecer da Agência Portuguesa do Ambiente e da ARH da requalificação de Bitetos, que é uma requalificação que ultrapassa um milhão e meio de euros. Por isso mais investimento nesta freguesia não poderemos ter. Estamos a cumprir com o que nos comprometemos com a freguesia”, retorquiu, sustentando que a autarquia avançou, também, com o projeto de arquitetura para a intervenção na ecovia que vai iniciar no parque fluvial de Alpendorada, junto à barragem, num investimento que vai ultrapassar os dois milhões de euros.

“Estamos a fazer um grande investimento no próprio parque, na sua limpeza, vamos melhorar o parque com sombras, pérolas, com mais espécies arbóreas. A vila de Alpendorada, Várzea e Torrão, é das freguesias que têm sido mais privilegiadas, também pela sua dimensão”, expressou.

O presidente da Junta de Freguesia de Alpendorada , Várzea e Torrão admitiu que esta era uma obra há muito desejada pela comunidade.

“Desde quando executamos o cemitério, que custou meio milhão de euros, começamos a pensar que a alameda teria de ser requalificada. Surgiu a casa mortuária, a junta fez um esforço, a câmara municipal ajudou para que a obra fosse uma realidade e em 2018 a presidente da câmara municipal prometeu avançar com a obra de requalificação da alameda. Chegou-se a bom porto. A câmara investiu meio milhão e a junta de freguesia 70 mil euros, mas é assim que devem ser as parcerias. Queremos continuar a trabalhar em prol da comunidade”, disse, declarando que a comunidade quer ter uma alameda em granito, que dignifique a empresa que a vai construir, assim como as pessoas da Alpendorada, Várzea e Torrão.