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Assembleia Municipal de Penafiel aprovou moção a requerer equipamento de cardiologia e ressonância magnética no Hospital Padre Américo

A Assembleia Municipal de Penafiel aprovou, esta sexta-feira, por maioria, uma moção apresentada pela Coligação Penafiel Quer (PSD/CDS-PP) com o objetivo de alertar o Governo e a Administração Central para a falta de equipamento de cardiologia e a necessidade do Hospital Padre Américo, que integra o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, dispor de um aparelho de ressonância magnética.

A moção propõe, também, a contratação de mais profissionais e recursos humanos para as especialidades de cardiologia e urologia.

Ao Novum Canal, Joaquim Lindoro, eleito pela Coligação Penafiel Quer (PSD/CDS-PP), destacou que a moção teve como objetivos alertar  o Governo central para “a falta de coerência da abertura de vagas que aconteceu no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa do Tâmega e Sousa relativamente ao último concurso de vocação de médicos hospitalares”.

“Há uma incoerência manifesta entre as necessidades conhecidas de especialistas, sobretudo, em cardiologia, mas também em urologia e as vagas que foram disponibilizadas, isto é, de urologia e cardiologia foram zero. Na cardiologia há necessidades gritantes de médicos para assegurar as consultas, que estavam com mais de três anos de atraso, agora estão com menos, mas é evidente que são precisos mais especialistas e isto levantou outra questão que é a necessidade de mais equipamento para a cardiologia porque só assim se consegue também captar médicos que tenham melhores classificações. Interessa ao hospital ter especialistas, mas ter bons especialistas”, disse, salientando foi, também, levantada a “necessidade de ser equipada uma sala de hemodinâmica exclusiva para a cardiologia que permita primeiro uma disponibilidade de 24 horas, sete dias por semana, que não existe neste momento, e que permita captar jovens para que o hospital disponha de equipas próprias e não esteja dependente de prestadores externos como está agora”, afirmou.

O deputado do grupo municipal da Coligação Penafiel Quer manifestou, ainda, que “as equipas próprias têm muitas vantagens. Além de ser muito  mais barato para o hospital, os especialistas do quadro permanente do hospital vão ter outras funções assistenciais, fazem consultas, que os prestadores externos não fazem, realizam internamento que os prestadores externos não fazem e fazem formação que os prestadores externos não fazem porque vêm especificamente desempenhar uma tarefa. Foi neste sentido que a Coligação Penafiel Quer, de facto, resolveu apresentar  uma moção à Assembleia para levantar a questão, alertar o Governo Central que há uma falta de atenção relativamente às maiores carências solicitadas e que foram públicas do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa e a necessidade de existir um equipamento hospitalar, cada vez melhor, não só a nível da cardiologia, mas da radiologia, da ressonância magnética”, expressou.

“É do conhecimento público que o Hospital Padre Américo dispõe de uma sala há 20 anos para receber  um aparelho de ressonância magnética e até hoje nunca foi adquirido”

Falando da aquisição de um aparelho de ressonância  magnética, Joaquim Lindoro recordou que este equipamento é um meio diagnóstico cada vez mais usado na imagiologia e que está a ser desenvolvida em múltiplas áreas e a ser cada vez mais diferenciado.

“É do conhecimento público que o Hospital Padre Américo dispõe de uma sala há 20 anos para receber  um aparelho de ressonância magnética e até hoje nunca foi adquirido. O hospital e o Estado têm custos enormes ao enviarem os doentes a fazer esses exames a prestadores externos. Portanto, não faz sentido que tendo espaço, que tendo uma despesa grande com a prestação externa, não adquira o equipamento e com a mesma vantagem que terá o equipamento de cardiologia. Havendo uma ressonância magnética com hipóteses de desenvolvimento é possível captar jovens especialistas que queiram naturalmente diferenciar-se. Sem isso, os jovens  não vêm. Vão para outros lados porque de facto há carência até na clínica privada e, portanto, o hospital não é competitivo”, concretizou.

Refira-se que já em fevereiro  desde ano, também, no âmbito de uma assembleia municipal,  o deputado da Coligação Penafiel Quer tinha já apelado para a necessidade do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa dispor deste equipamento, lembrando que o Hospital Padre Américo tem a segunda maior urgência hospitalar do norte e a quarta maior do país.

Esta moção parece-me extremamente moderada, despida de conteúdo político partidário e vai exatamente ao encontro daquilo que o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa sugeriu”

O presidente da Câmara de Penafiel, Antonino de Sousa, reiterou a necessidade do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa dispor de meios, equipamentos e recursos humanos que possibilitem prestar um serviço de qualidade e fazer face às solicitações com que o centro hospitalar está confrontado, neste domínio.  

“Esta moção parece-me extremamente moderada, despida de conteúdo político partidário e vai exatamente ao encontro daquilo que o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa sugeriu que fosse feito aquando de uma reunião recentemente tida no Hospital Padre Américo e que foi promovida pelo Agrupamento de Centros de Saúde do Tâmega II – Vale do Sousa Sul, tendo como tema a pandemia. Nesse contexto, o presidente do Conselho de Administração numa intervenção  que aí proferiu deu nota que o hospital tem feito grandes melhorias, deu vários indicadores que o atestam e referiu a sua mágoa por não ter resolvidas estas questões que estão plasmadas na moção. Ele próprio sugeriu que os atores políticos e estavam presentes as três câmaras municipais que fazem parte do ACES que tivessem intervenção no sentido de sensibilizar a Administração Central para esta necessidade de corrigir estas falhas no nosso centro hospitalar. Este é um tema suprapartidário, é um tema que importa a todos. Quanto melhor estiver o centro hospitalar, quanto melhor forem as condições de funcionamento quer em termos de recursos humanos, quer em termos de equipamento, melhor serão atendidos todos os nossos concidadãos”, expressou.

Recorde-se  que, também, já em fevereiro, na mesma assembleia municipal, o autarca tinha advertido para a necessidade do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa dispor desta tecnologia.