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Cinco novos casos positivos em lar ilegal de Gondomar levam autarquia a encerrar equipamento

A identificação de cinco novos casos positivos à Covid-19 no lar ilegal Paródias e Ternuras, em Valbom fez com a Comissão Municipal de Proteção Civil decidisse encerrar coercivamente, esta quarta-feira, o lar em causa.

“O lar ilegal Paródias e Ternuras, em Valbom, foi encerrado coercivamente após terem sido detetados mais cinco casos de covid-19 a juntar aos 29 iniciais (21 de utentes e 8 funcionárias), concluindo-se haver mais quatro utentes positivos – apenas cinco continuam a testar negativo – e também a proprietária infetada, que era quem estava a gerir o lar. Logo, o lar ficou sem gestão”, disse a autarquia.

Segundo o município, o facto de terem surgido mais cinco casos precipitou este desfecho.

“Sendo um deles o da própria proprietária, tornou a situação ainda mais preocupante e impossível de gerir. Por isso, a Comissão Municipal da Proteção Civil de Gondomar reuniu e foi decidido encerrar coercivamente o lar”, avançou fonte da autarquia que declarou que o lar albergava 30 utentes.

A mesma fonte esclareceu que ao todo, estão infetados oito funcionárias, a proprietária e 25 utentes, existindo três utentes hospitalizados no Hospital de Santo António, tendo cinco testado negativo.

Fonte do município revelou que os utentes que testaram negativo foram já transportados para um lar da Segurança Social em Vila Nova de Gaia, sendo que os restantes foram transportados para o Hospital-Escola Fernando Pessoa, em Gondomar, não tendo necessidade de grandes cuidados.

“A câmara assumirá numa primeira fase os custos dessa hospitalização. A Segurança Social já está a tratar também de uma alternativa para quando estes utentes deixarem de estar positivos. Numa segunda fase, a Câmara irá imputar à direção do lar as despesas de hospitalização dos utentes que serão assumidas pela autarquia”, garantiu, sustentando que o o espaço foi encerrado por “falta de condições sanitárias e por falta de licença de utilização e não será permitido que volte a ter este tipo de solução”, avançou a autarquia.

Ao Novum Canal, a Câmara de Gondomar manifestou, ainda, que vai apresentar uma queixa ao Ministério Público.

“Sim. Está a ser compilada informação para ser remetida ao Ministério Público, até porque esta mesma proprietária, soubemos entretanto, viu a Segurança Social encerrar-lhe um outro lar na Maia, em 2013”, esclareceu.

Na sua página do facebook,  o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, deixou a seguinte mensagem: “Há altura em que temos de tomar decisões! Hoje (quarta-feira), a Comissão Municipal de Proteção Civil decidiu encerrar coercivamente um lar onde o Covid bateu à porta e que não tinha condições para continuar a funcionar. Com o apoio incansável dos nossos Bombeiros, já se iniciou a operação de evacuação! Ficaremos todos – e de certo os familiares também – mais tranquilos. E os idosos sem dúvida melhores! Um agradecimento sincero aos profissionais das várias instituições que tem sido incansáveis: Câmara, ACES, Delegação de Saúde, Segurança Social, Proteção Civil, Polícia Municipal, PSP e ao Hospital Fernando Pessoa. Por favor Protejam-se”.