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Penafidelense conquista terceiro lugar em prova de trote atrelado em Espanha

Fotografia: Rui Rocha

O penafidelense Rui Rocha, um apaixonado e presença habitual em provas de trote atrelado, arrecadou recentemente o terceiro lugar numa corrida a contar para o campeonato espanhol.   

Ao Novum Canal, Rui Rocha realçou que a prova correu-lhe de feição e tinha a expetativa de conseguir subir ao pódio, numa competição que é sobejamente conhecida em Espanha e que contou com 13 concorrentes.

“Foi a primeira vez que  competi em Espanha, costumo participar nas provas do campeonato português de trote atrelado, mas ter conseguido um terceiro lugar numa competição fora de portas tem sempre uma importância acrescida”, expressou, salientando que na prova  em Espanha,  o cavalo acabou por corresponder às expectativas, o que lhe permitiu fazer uma corrida conseguida e granjear o terceiro lugar.

Fotografia: Rui Rocha

“Encostei-me a um cavalo que era favorito e a minha estratégia acabou por dar resultados, tendo conseguido um lugar no pódio”, expressou, sustentando que a sua presença nesta corrida ficou a dever-se a um diretor de um hipódromo que o desafiou a competir no campeonato em Espanha.

Referindo-se, ainda, a esta experiência, Rui Rocha explicou que teve que fazer uma formação em Espanha para obter a carta de “driver”, designação que significa atrelado puxado pelo cavalo, tendo em Portugal  já obtido vários primeiros, segundos e terceiros prémios.

Falando das provas que mais o marcaram, Rui Rocha realçou que entre as várias corridas que já realizou a que fez no Hipódromo de Ponte de Lima, em 2004, numa prova que contou com 15 concorrentes, ficou-lhe na memória.

“A 800 metros do final da corrida, vinha em último lugar, mas o cavalo correspondeu à minha investida e acabei em primeiro lugar”, manifestou, sustentando que a paixão pelos cavalos nasceu com ele.

Fotografia: Rui Rocha

“Comprei o meu primeiro cavalo com o dinheiro que consegui angariar numa fábrica de confeções. Tinha 14 anos”, referiu, sublinhando que chegou a montar cavalos de corrida, fez treinos na Inglaterra e na Irlanda, tendo-se desligado dos cavalos em 2008 e regressado há cerca de dois anos.

Ao Novum Canal, Rui Rocha confirmou que chegou a ter cerca de 30 cavalos, entre cavalos de corrida e de passeio.

Questionado sobre o impacto que as corridas de cavalos têm em Portugal, Rui Rocha reconheceu que são cada vez mais os adeptos, mas falta legalizar as apostas em Portugal, um pouco à semelhança, do que já acontece noutros países, num negócio, confidenciou que daria muito dinheiro à Santa Casa da Misericórdia.

“Para já, os prémios em Portugal não são grandes”, concretizou, declarando que já no dia 4 de outubro vai competir em Felgueiras e regressar a Espanha para participar no grande prémio.