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FC da Lixa esclarece que equipa técnica e os guarda-redes se mantêm em isolamento, mas estão negativos

O presidente do FC da Lixa, Hugo Reis, declarou, este domingo, ao Novum Canal, que equipa técnica e o guarda-redes da formação azul e branca se mantêm em isolamento, mas estão negativos, na sequência de um dos seus elementos da equipa técnica da equipa sénior ter testado positivo para o Covid-19.

Hugo Reis confirmou e o próprio clube avançou em comunicado, este domingo, na sequência do jogo entre o FC da Lixa e o Vila Meã, que marcou o arranque da Divisão de Elite, da Associação de Futebol do Porto, que optou por utilizar, neste jogo, o guarda-redes, Brandão, uma vez que não tinha sido encaminhado para isolamento profilático pela Direção-Geral de Saúde, tento efetuado dois testes negativos, no espaço de 48 horas, ambos negativos.

“Informamos também que nosso guarda-redes Brandão, que jogou hoje (domingo), não foi encaminhando para isolamento profilático pela DGS, visto que não ter estado em contacto  direto com o caso infetado, sendo que o clube apenas foi informado desta situação no dia de ontem (sábado). Nesse sentido, o clube encaminhou o atleta para realizar um novo teste ao covid-19, ao qual este deu negativo.  Como num espaço de 48 horas, teve dois testes negativos, o clube decidido utilizar o jogador no jogo de hoje”, refere o comunicado.

O dirigente do  FC da Lixa confirmou, ainda, que a formação azul e branca solicitou à Associação de Futebol do Porto, antes da realização do encontro, este domingo, com o Vila Meã, o adiamento da partida, dado não estarem reunidas as condições para a realização do mesmo, o que não veio a acontecer.

Numa outra mensagem que se encontra publicada igualmente na página oficial do clube, o Lixa dá a conhecer todas as démarches que realizou no sentido de impedir que a partida fosse realizada, esclarecendo que no dia 18 esteve reunida com o presidente da Associação de Futebol do Porto, o presidente do AC Vila Meã com objetivo de tentar adiar a partida.

“A direção do FC Lixa no final do dia de ontem (dia 18), decorreu uma reunião nas instalações da associação do futebol do Porto onde esteve presente o presidente da associação do futebol do Porto, o Presidente do FC Lixa e o presidente AC Vila Meã com via ao adiamento do jogo do próximo domingo devido ao surto de covid-19 que ocorreu no FC Lixa.  O presidente da associação de futebol do Porto, comunicou aos clubes, que após pedir o parecer ao comissão jurídica da associação, que não tinha competência para adiar o jogo e no caso de o fazer, indo contra o regulamento, poderia estar a cometer um crime ou dolo da sua função.  Informou também que enviou a DGS um e-mail pedido um parecer sobre a realização ou não do jogo, visto sendo a única instância que poderá adiar o jogo, tendo até a hora de fim da reunião ( cerca das 20h30 ) não obtendo nenhuma resposta.  Dessa forma, era necessário um entendimento entre os dois clubes de forma a ser possível o adiamento do jogo deste fim de semana”, lê-se no comunicado que advertia para as consequências e o perigo da realização do jogo para a saúde pública.

“O FC Lixa argumentou não estar reunidas as condições necessárias para jogar visto que tem em isolamento profilático toda a sua equipa técnica, fisioterapeuta e técnico de equipamentos, argumentando também que não treinamos desde a passada terça-feira. O presidente do FC Lixa também alertou para o perigo da realização do jogo para a saúde pública, somente durante o dia de hoje é que vamos ficar a conhecer os resultados dos testes aos atletas, podendo alguns ser uns falsos negativos visto que ainda estão na fase de incubação do vírus podendo, no caso de se jogar, infetar os colegas e adversários”.

Por falta de consenso entre os dois presidentes e apesar do FC Lixa ter informado que não iria comparecer ao jogo, no que considerou ser “um atentado à saúde pública”, a partida acabou por se realizar com os dois emblemas em campo.

A direção do FC da Lixa apelou, ainda, à DGS e à delegada de saúde Tâmega e Sousa para adiar o jogo acrescentando: “apelamos que o façam, voltamos a repetir, este jogo é um atentado a saúde pública, vamos colocar em risco, não só a saúde dos nossos atletas e dirigentes mas também a saúde dos atletas do AC Vila Meã, dirigentes, dos nossos familiares e amigos.  Não faz sentido competir desta forma num desporto amador onde há risco real de contágio…..  Este jogo, ao realizar-se, ficará na página negra do futebol português por todas as razões já a cima evocadas.  O futebol amador é um passatempo, um divertimento, tem que ser olhado pela federação e pelas associações de uma forma diferente do profissional….Não faz sentido arriscar a saúde das pessoas que semana após semana trabalham quase de graça para dar vida ao futebol distrital.  Fazemos um apelo sincero a DGS que responda atempadamente ao parecer que a associação de futebol do Porto enviou e que adie a data do jogo.  Será uma vergonha para a Federação Portuguesa de futebol, para a associação de futebol do Porto, para Portugal que um jogo se realize nestas circunstâncias”, referia o clube lixense  no mesmo comunicado, numa última tentativa de impedir a realização do encontro.