Novum Canal – Sempre novum, sempre seu.

Novum Informação – Noticias da região

Primeiro-ministro defende utilização da aplicação ‘StayAway Covid’ e apela à observância das regras definidas pela DGS

Numa altura em que o país, um pouco à semelhança do que está a acontecer na Europa, regista diariamente um aumento acentuado de novos casos de infeção de Covid-19, o primeiro-ministro, António Costa, alertou, esta sexta-feira, após reunião gabinete de crise, para o cumprimento de cinco regras: à utilização da aplicação ‘StayAway Covid’, o distanciamento social, a etiqueta respiratória, higienização das mãos e utilização da máscara de proteção.

“Apelo mais uma vez para que haja a utilização efetiva da aplicação da aplicação ‘StayAway Covid’, uma aplicação que respeita escrupulosamente a proteção de dados, assegura o anonimato de todos, mas garante que cada um de nós se vier a estar infetado possa avisar, sem se identificar, todos aqueles que inconscientemente, involuntariamente poderemos ter contagiado porque não tínhamos sintomas ou por outro lado beneficiar do alerta de alguém que tenha estado connosco mais de 15 minutos, a menos de dois metros e sem saber que estava contaminado”, disse, salientando que se todos cumprirmos estas regras conseguiremos controlar a pandemia, conseguiremos  garantir que o ano letivo decorra normalmente, que as empresas vão manter-se em atividade e garantir a proteção do emprego e do rendimento das famílias.

António Costa realçou que o custo social do confinamento foi brutal e o sofrimento pessoal de cada um foi significativo.

“A dor nas famílias foi enorme e temos de evitar passar  por isso tudo. Desta vez está nas mãos de cada um assegurar aquilo que é necessário”, acrescentou, sustentando que o crescimento em Portugal está em linha com o aumento significativo de casos e infeções registadas na Europa.

“Acompanhando a tendência geral da Europa, estamos a sofrer um forte crescimento de Nóvoa casos diariamente. A manter-se esta tendência seguramente na próxima semana chegaremos a mil novos casos por dia. Ora temos de conseguir travar o crescimento desta pandemia. Agora, não podemos volitar a parar  o país como paramos em março. Parar a pandemia depende da responsabilidade pessoal de cada um de nós, não podemos privar as crianças e os jovens do acesso à escola, de proibir as famílias de visitar os seus entre queridos nos lares, não podemos, quando chegarmos ao Natal, separar as famílias como fizemos na Páscoa e por isso temos de ser nós próprio a travar a pandemia através da nossa responsabilidade pessoal”, sustentou.

No seu discurso, o  governante referiu  que “não há razões para ter medo, mas há razões para ter cautela”.

“Podemos confiar na capacidade de testagem, na excelência do SNS e nos profissionalismo dos profissionais de saúde, mas para isso temos de previr o risco de sermos infetados e infetar os outros. Um dos elementos mais perigosos do Covid-19 é que a generalidade das pessoas têm estado contaminadas sem sentirem quaisquer sintomas e sem sequer terem a consciência que estão contaminadas, são agentes ativos da difusão do vírus e da transmissão aos outros do vírus. A nossa responsabilidade é permanente e não pode haver relaxamento. Isto vai ser uma longa maratona e só terminará quando existir uma vacina ou tratamento eficaz”, avançou.