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Regressar à escola 6 meses depois…

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Esta semana, que hoje se inicia abrirá o novo letivo. As aulas iniciar-se-ão entre os dias 14 e 17 de setembro. É grande a expectativa – de alunos, pais/encarregados de educação, professores e diretores escolares! Depois de meses de ausência da escola, a grande maioria dos alunos irá por estes dias regressar ao espaço que deixaram a 13 de março, sem despedidas, sem imaginar que só regressariam seis meses depois… (recorde-se que os alunos dos 11º e 12º anos  retomaram as atividades letivas a 18 de maio e o pré-escolar a 1 de junho, num cenário controlado e artifical). A escola que deixaram não será a escola que vão encontrar… e por este motivo aqueles que regressam ou ingressam pela primeira vez, na escola, devem ser ensinados a (re)conhecer a escola tal como esta se encontra atualmente organizada. Talvez a prioridade não seja a recuperação imediata das aprendizagens, mas o acolhimento aos alunos; há imensas coisas a contar, os miúdos cresceram e tem vivências e experiências para partilhar! É importante ouvi-los, deixá-los falar, ajudá-los a (re)adaptarem-se às salas, aos espaços de circulação (bolhas), à relação possível, à distância fisica entre eles e com os adultos, por detrás de uma máscara…

A comunicação social tem sido profícua a debater este tema, a expor preocupações dos vários intervenientes. Preocupações legítimas, face aos condicionalismos e restrições emergentes da pandemia (SARS-Cov2) que naturalmente intensificou os receios, medos, inseguranças e dúvidas relativas ao regresso à escola. Há um conjunto de documentos que podem ser facilmente consultados nas paginas da Direção Geral de Saúde (DGS) e Direção Geral Estabelecimentos Escolares (DGEsT) de apoio às escolas, e que têm vindo ser produzidos por estas entidades, nos quais são definidas orientações para a organização e funcionamento das escolas (Referencial Escolas: Controlo da transmissão do Covid-19 em contexto escolar; Orientações para o ano letivo 2020-21 DGEsT/DGS).

Hoje gostaria apenas de partilhar algumas estratégias e conselhos aos pais no sentido de apoiarem o regresso dos seus filhos de forma positiva e segura e àqueles que os vão receber nos espaços escolares (educadores, professores e assistentes operacionais).

A premissa mais importante é sermos responsáveis, conscientes e cumpridores do nosso dever cívico na comunidade, no combate a este vírus. Desta forma, devemos consciencializamo-nos de que a forma mais eficaz de combater o vírus e o medo de sermos infetados é acautelarmos o cumprimento das medidas sanitárias protocoladas (distanciamento físico, etiqueta respiratória, uso de máscara e higienização regular das mãos e superfícies, não tocar no rosto, olhos, nariz e boca). Não se esqueça que o exemplo é o melhor ensinamento e o melhor elemento promotor da aprendizagem. Pratique e ensine o seu filho/aluno a cumprir as regras e medidas de segurança. Explique, tendo em conta a idade e o desenvolvimento da criança e do jovem; encontre a melhor estratégia e ferramenta que se adapte à fase desenvolvimental do seu filho – por exemplo, há pequenos vídeos e histórias que pode encontrar disponíveis no Youtube e na internet para o ajudar a promover os comportamentos e medidas sanitárias.

Fale com o seu filho sobre a escola e motive-o! Envolva-o na preparação do novo ano, na aquisição do material escolar e dos livros escolares! Alerte para que estes não sejam partilhados com os colegas. É recomendado que os materiais, e as roupas sejam higienizados também com regularidade, sobretudo no regresso a casa. Ensine sem medo, promovendo atitudes positivas para lidar com o vírus. Não se esqueça – pratique, dê o exemplo! A repetição de um comportamento traduz-se em aprendizagem.

Procure conhecer as medidas que a escola adotou (as escolas disponibilizam os seus planos de contingência nas páginas na internet e redes sociais) bem como o plano de atuação mediante o surgimento de casos suspeitos. Informe-se: além dos documentos que referi atrás consulte as orientações da escola do seu filho para saber como atuar. Sentir-se-á mais seguro e transmitirá essa segurança ao seu filho. Ao cuidar de si e dos seus está a cuidar dos outros!

Acompanhe e monitorize a integração do seu filho na escola; esteja atento a eventuais sintomas de ansiedade e medo; além da saúde física, a saúde psicológica não pode ser descurada. Peça ajuda se necessário (as escolas dispõem de Serviços de Psicologia que saberão como ajudá-lo).

Por fim, pequenas dicas para incentivar o seu filho a sentir-se bem na escola: coloque um bilhete na lancheira, escreva uma frase inspiradora, uma fotografia da família que o faça sorrir e ative emoções positivas! As crianças vão adorar!! Falem sobre o Vosso dia, partilhem sentimentos e emoções, com espaço para partilhar medos e receios, mas com foco e atitude positivas.

Um Bom Ano a todos!


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