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Centenas de pessoas em vigília pelo encerramento do aterro de Sobrado

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Fotografia: Associação Jornada Principal

Centenas de pessoas participaram, esta sexta-feira, numa vigília, no Largo do Passal, em Sobrado, pelo encerramento do aterro, situado no concelho de Valongo, numa iniciativa que contou, também, com a presença do presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro.

Marisol Marques, porta-voz da Associação Jornada Principal, realçou que no local da vigília foi feito um esclarecimento e um pequeno historial dos passos que a associação ambientalista tem dado em prol do encerramento deste infraestrutura, com os vários intervenientes a apelaram uma vez mais ao fecho deste equipamento.

Marisol Marques reiterou que o tanto a associação como a Câmara de Valongo continuam irmanados no propósito de fechar o aterro, recordando que este equipamento está “em cima da população e próximo de uma escola profissional”.

Fotografia: Associação Jornada Principal

A porta-voz da Associação Jornada Principal relevou a importância da comunidade continuar unida no propósito de defender o meio ambiente, promover o bem-estar e qualidade de vida das pessoas e da comunidade, confirmando que o aterro está “mal licenciado”.

Ao Novum Canal, Marisol Marques declarou que a associação a curto prazo irá dar entrada com uma ação popular no Tribunal Administrativa e Fiscal de Penafiel, solicitar a nulidade da licença e entregar a petição designada “Pelo fim do aterro sanitário na vila de Sobrado, no concelho de Valongo”, ao Presidente da Assembleia da República, petição que tem já mais de três mil subscritores.

Refira-se que a petição pública tem como objetivo principal “o encerramento do aterro existente na Vila de Sobrado, algo que se considera essencial e imperativo, em prol da qualidade de vida de todos os cidadãos e em defesa do meio ambiente, não só desta união de Freguesias, como de todo o município”.

Fotografia: Associação Jornada Principal

O texto da petição refere que: “É eminente o risco para a população deste concelho, em especial para os Sobradenses, nomeadamente, no que toca a saúde pública, à sustentabilidade agrícola e consequentemente à sustentabilidade económica das nossas gentes. Presentemente as gentes do nosso concelho, em especial os Sobradenses, estão a sofrer um flagelo insuportável. O problema já se arrasta há anos, mas, têm-se intensificado de forma dramática nos últimos dois anos. O cheiro repulsivo que se faz sentir, diariamente, na Vila de Sobrado é insuportável e a causa deste flagelo é o aterro de resíduos industriais, localizado no Lugar do Vilar, em Vale da Cobra e que deposita sem tratamento 300 toneladas de resíduos por dia e ocupa uma área equivalente a mais de doze campos de futebol”.

A petição pública esclarece ainda que “para além da poluição atmosférica que se faz sentir, Sobrado tem sido vítima da contaminação das suas águas e dos solos, por consequência da infiltração de lixiviados nos lençóis freáticos e, para agravar ainda mais o cenário, padece de pragas de baratas, moscas, mosquitos e outra bicharada que se multiplica naquela putrefação de resíduos e depois entra pelas janelas e portas das casas, contaminando os nossos alimentos, as nossas roupas, os nossos corpos e das nossas crianças, sendo, frequentemente, obrigados a recorrer a medicamentos para tratar uma simples picada de inseto, Sobrado está perante um Grave Problema de Saúde Pública”.

Fotografia: Associação Jornada Principal

O texto da petição avança também que a “Associação Jornada Principal – Unidos pelo Fim do Aterro Sanitário, é uma associação cívica, independente, apartidária e sem fins lucrativos, constituída por um conjunto de pessoas, nascidas, criadas, residentes na Vila de Sobrado, na união de freguesias de Campo e Sobrado, no concelho de Valongo, com um interesse comum, proteger e defender os que aqui vivem e viverão, salvaguardando o futuro da Terra que consideram sua”.

Num vídeo que a Associação Jornada Principal publicou na sua página de facebook, José Manuel Ribeiro apelou à razão e à firmeza e recordou, uma vez mais, que a razão está do lado dos que defendem o encerramento do aterro.

Fotografia: Associação Jornada Principal

“Vamos acreditar que vamos ter razão e ter ajuda do tribunal. No dia em que o Tribunal Administrativo e Fiscal decidir anular a licença urbanística as outras duas licenças têm que cair. Este tipo de aterro existe porque existem três tipos de licenciamentos, autorização urbanística que foi a da câmara, mas esta só permite a operação se tiverem mais dois licenciamentos: uma autorização da Agência Portuguesa do Ambiente, uma licença do ambiente, e uma autorização da CCDR, que é uma licença de exploração. O conjunto das três licenças é que permite abrir portas. Ora, se o tribunal nos der razão e estamos convencidos que temos razão, a associação vai avançar com uma ação popular que é um mecanismo previsto na lei, o Ministério já transmitiu à associação que nesse dia retira à empresa as outras duas licenças. Sem essas três licenças não há hipóteses. Têm mesmo que fechar o aterro”, precisou.  


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