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Atleta penafidelense vice-campeão em Anadia assume querer fazer o melhor possível nas provas de BTT

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Fotografia: Rogério Matos

O penafidelense Rogério Matos, da equipa Rompe Trilhos/Ajpcar, segundo no Cross Country Eliminator – Eliminação BTT (XCE), na classe master 40, que decorreu em Anadia,  realçou, em declarações,  ao Novum  Canal, estar satisfeito com o resultado obtido neste arranque da competição, depois de ter estado meses sem competir devido à Covid-19.

“O balanço é muito positivo, desde logo pelo simples facto de poder voltar a competir, que é o que maior prazer me dá. Foi bom poder sentir aquela adrenalina e no final conseguir um resultado no pódio numa vertente nova, foi muito bom mesmo”, disse, salientando que o segundo lugar dignifica o seu trabalho durante a prova.

“Sinceramente o grande objectivo era conseguir fazer um bom contrarrelógio e apurar-me para as semifinais. Depois o que viesse por acréscimo seria excelente” afirmou, parabenizando Miguel Ribeiro pela vitória neste arranque.

“Tenho de dar os parabéns ao Miguel Ribeiro, que ao longo do dia mostrou ser sempre o mais rápido em pista na nossa categoria e foi um justo vencedor”, sustentou, sublinhando que uma das suas maiores dificuldades foi gerir a prova nos seus vários momentos.

Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo

“Para mim as maiores dificuldades foram saber como ir gerindo a prova ao longo dos seus vários momentos. Este é um tipo de corrida em que vamos entrando várias vezes em pista, regressando depois ao paddock, para pouco tempo depois voltar a dar tudo em pista novamente caso tenhamos passado à fase seguinte. Essa gestão é algo que ainda tenho de aprender melhor a gerir”, acrescentou.

Falando dos objetivos para a presente temporada, Rogério Matos declarou querer continuar a dignificar o clube e a fazer os melhores resultados e obter as melhores performances nas provas de BTT.

“Com o retomar da atividade, os objetivos mais próximos passam por tentar fazer o melhor possível nas provas de BTT que ainda se vão realizar e que espero que não haja condicionalismos devido à pandemia de Covid19 que nos vem atormentando nos últimos meses. Se tudo correr bem, teremos duas provas da Taça de Portugal de XCO, uma no norte e outra no sul, bem como os Campeonatos Nacionais de XCO em Avis, no final de Setembro e de XCM, em Outubro. Depois seguir-se-á a preparação para o ciclocrosse, que tem arranque agendado para o início de Novembro, com a primeira Taça de Portugal em Melgaço e logo depois o Campeonato da Europa, na Holanda. Além das restantes provas em Portugal e do Campeonato Nacional, se conseguir reunir as condições, espero também poder ir ao Campeonato do Mundo, em meados de Janeiro, na Bélgica”, acrescentou.

“Tal como nas nossas vidas, esta situação veio abrir a nossa visão para alguns aspectos em relação aos quais andávamos por vezes desatentos”

Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo

Questionado sobre a longa paragem a que o Btt também foi obrigado a passar e  os efeitos que a mesma teve nos atletas e nas equipas, Rogério Matos admitiu que, nesta fase, é difícil avaliar a sua condição física uma vez que o Nacional de XCE é uma competição nova e curta.

“Essa é uma questão difícil de responder neste momento, uma vez que este Campeonato Nacional de XCE foi algo de novo para todos nós e julgo que é um tipo de prova que não dá para perceber realmente como está o nosso estado de forma, pelo facto de ser uma corrida extremamente curta. Durante os meses em que estivemos sem competir, em conjunto com o meu treinador mantivemos os meus treinos e procuramos fazer o que estava ao nosso alcance para me manter nas melhores condições. Inicialmente foi mais difícil porque estivemos vários meses sem sequer poder sair de casa para treinar na estrada ou no monte e tive de me cingir a treinos nos rolos indoor. Depois as coisas foram melhorando e finalmente foi muito bom poder voltar ás provas”, concretizou, admitindo que a crise sanitária que continua a atingir a região e o país suscitou novos desafios para todos os intervenientes do BTT.

Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo

“Creio que o real impacto ainda não sabemos bem qual é, mas tal como nas nossas vidas, esta situação veio abrir a nossa visão para alguns aspectos em relação aos quais andávamos por vezes desatentos. Todos tivemos novos desafios, desde Federação, equipas, atletas, organizadores e outros agentes da modalidade. Daqui por uns tempos, quando esta situação do Covid estiver mais ultrapassada é que acho que veremos o real impacto da mesma”, confessou.

“As provas são disputadas ao ar livre, em espaços amplos e havendo bom senso de todos, há espaço mais que suficiente para mantermos o tão importante distanciamento social”

Interpelado acerca do regresso do público às provas, o penafidelense admitiu estar confiante que isso possa acontecer  a curto trecho.

“Creio que sim. No caso do ciclismo julgo que será das modalidades desportivas em que mais facilmente se consegue assistir a uma prova sem grandes riscos de contágio. As provas são disputadas ao ar livre, em espaços amplos e havendo bom senso de todos, há espaço mais que suficiente para mantermos o tão importante distanciamento social”, manifestou.

Sobre a aceitação  e visibilidade que as provas de BTT têm hoje, Rogério Matos, reconheceu que a vertente competitiva do ciclismo ainda não se conseguiu impor e ganhar a atenção dos media.

“Apesar de ser dos desportos mais praticados e amados no nosso país, a vertente competitiva do Ciclismo ainda não conseguiu impor-se e ganhar espaço e atenção nos média face a outros desportos, mas o caminho vai-se fazendo. Felizmente há também muita gente que nos vai seguindo de outras formas e é muito bom sentir esse apoio e carinho de quem vibra com este nosso desporto que tanto prazer nos dá praticar”, expresso,  manifestando  que na sua carreira tem sentido e contado com o apoio da família, de uma equipa que também funciona como uma segunda família e de alguns amigos e parceiros.

“Não sendo profissional deste desporto, só quero é que pelo menos não nos “coloquem barreiras” que nos impeçam de fazer o que gostamos. Nesse aspeto tenho tido a sorte de contar com a grande ajuda da família, de uma equipa que também funciona como uma segunda família e de alguns amigos e parceiros como a Lousanutrição e Teknovelo, que trouxe a ligação ás marcas Trek e Bontrager. Só com a sua ajuda e de outros tem sido possível trilhar o caminho que temos feito nos últimos anos”, recordou, confirmando, apesar de todos os contratempos, que a modalidade continua a ter implantação e muitos apoiantes na região.

“Apesar de competir pelas cores da equipa Rompe Trilhos / Ajpcar, que é sediada em Vila do Conde, julgo que a modalidade tem uma boa implantação na nossa zona, com várias equipas e eventos que apresentam nível do melhor que temos no país”, reiterando que a crise sanitária veio contribuir para que mais gente passasse a andar de bicicleta.  

“Um número concreto não consigo adiantar, mas julgo que é visível no nosso dia-a-dia, na rua, a quantidade de gente que pratica a modalidade e esta situação do Covid19 veio contribuir também para um aumento desse número. Nos últimos meses as lojas chegaram a estar com dificuldades ao nível dos stocks de bicicletas e acessórios para vender, tal foi a procura. Quanto à competição, acho que também há muito potencial e valor na nossa região nas diferentes modalidades e escalões”, adiantou.


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