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Associação Zero preocupada com consumo excessivo de recursos

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A Associação Zero  revelou, em declarações ao Novum Canal, que Humanidade já esgotou, este ano, os recursos que tinha para consumir, estando a consumir os recursos de 2021.

Susana Fonseca, da direção da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, admitiu que é urgente adotar novas políticas e soluções que permitam pôr cobro a esta situação a minimizar os efeitos galopantes desta realidade.

“Neste momento, a Humanidade está a produzir e consumir como se existisse mais do que um planeta Terra, o que não corresponde à realidade. Estamos a ultrapassar os limites do planeta e com isso colocamos em causa a nossa existência. A mobilidade, a alimentação, o consumo em geral são das áreas com maior peso neste desequilíbrio”, disse.

Questionada se a Covid-19 veio contribuir para acelerar esta realidade, Susana Fonseca declarou existirem duas tendências sobre a mesma questão.

“ O confinamento levou a uma redução conjuntural do nosso impacto ambiental, visto que ao travarmos a larga maioria da atividade económica e da mobilidade de pessoas e bens, o impacto foi menor, levando a que este ano o cartão de crédito ambiental tenha sido acionado 3 semanas mais tarde. A outra tendência é contrária e prende-se com o aumento dos resíduos descartáveis, muitos deles perfeitamente desnecessários, quer na área da alimentação, quer na da proteção individual, visto que podemos usar com segurança as máscaras reutilizáveis, sendo que na maioria das situações não o sequer desejável a utilização de luvas”, frisou.

Fotografia: ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

Susana Fonseca realçou que a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável defende como medidas  para inverter esta realidade, a redução da pegada de carbono em 50%, medida que permitirá acionar o cartão de crédito ambiental 93 dias mais tarde (final de novembro).

A associação ambiental apontou, também, para a necessidade de reduzir a pegada ligada à mobilidade em 50%.

“Se reduzirmos a nossa pegada ligada à mobilidade em 50% e se assumirmos que um terço dos km são substituídos por transporte público e os restantes pela bicicleta e andar a pé, acionaremos o cartão de crédito ambiental 13 dias depois (início de setembro); se reduzirmos o consumo de carne em 50% e substituirmos essas calorias por uma alimentação vegetariana, o cartão de crédito seria acionado 17 dias depois (início de setembro), com 10 desses dias a resultarem das emissões de metano evitadas”, referiu Susana Fonseca que defendeu, também, que a redução do desperdício alimentar para metade permitirá atrasar o acionamento do cartão de crédito ambiental em 13 dias (início de setembro).

Interpelada se existe uma estratégia concertada no país para preservar os recursos e garantir a sustentabilidade dos meses, Susana Fonseca declarou que existem documentos estratégicos importantes como o Plano de Ação para a Economia Circular ou o Roteiro para a Neutralidade Carbónica, mas o mais importante é mesmo a sua implementação.

“Como a medida de que temos estado a falar demonstra, temos falhas graves em termos da visão estratégica e consciente dos desafios que temos à nossa frente”, precisou, sustentando que “se continuarmos a usar as soluções de sempre para resolver os novos e velhos problemas que nos vão surgindo, o agudizar da situação tornar-se-á inevitável”.


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