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S.O.S. Rio Paiva preocupada com descargas feitas do Rio Paiva faz apelo urgente ao Ministro do Ambiente

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Fotografia: S.O.S Rio Paiva captadas em agosto de 2020 a jusante da localidade de Reriz (Castro Daire)

A associação  S.O.S. Rio Paiva, organização não governamental de âmbito regional que tem como objetivos promover a preservação, defesa e regeneração do Vale do Paiva, fez um apelo ao ministro do Ambiente e a outras entidades (presidente do ICNF, presidente da APA e câmaras municipais de Arouca e Castro Daire) assumindo  estar preocupada com a ocorrência de descargas no Rio Paiva.

Em causa está, segundo a associação,  as “grandes descargas poluentes continuam a ocorrer em Castro Daire” e que segundo a associação  acabam, também, por afetar os concelhos de Castelo de Paiva e Arouca.

Em comunicado, a associação afirmou que além dos impactos no turismo está em causa o ecossistema e a saúde pública.

“Turismo no Rio Paiva pode estar comprometido com a degradação crescente da qualidade da água; S.O.S. Rio Paiva defende que o investimento no turismo tem que ser acompanhado com investimento na preservação daquele que já foi o “rio mais limpo da Europa”. A associação S. O. S. Rio Paiva fez um apelo urgente ao Ministro do Ambiente para que seja investigada a origem de grandes descargas poluentes no Rio Paiva no concelho de Castro Daire. Nos últimos anos estas descargas são visíveis a jusante da localidade de Reriz, sendo efetuadas de manhã cedo sem que se consiga apurar a sua origem”, referiu a associação que esclareceu que além da destruição da biodiversidade, milhares de pessoas, nesta altura do ano, frequentam as águas do Rio Paiva.

“Neste mês de Agosto de 2020 a situação voltou a repetir-se tendo alguns cidadãos indignados captado imagens  do rio coberto de espuma, situação que ocorre praticamente todos os dias pela manhã colocando em risco não só a biodiversidade deste sítio da Rede Natura 2000, mas também a saúde pública de milhares de pessoas que nesta altura do ano frequentam as águas do Rio Paiva. Tendo em conta que as descargas ocorrem praticamente todos os dias de manhã, sendo a poluição visível no troço do rio a jusante da ETAR de Castro Daire, e que no mês de agosto a população do concelho de Castro Daire aumenta de forma muito significativa com o regresso de milhares de emigrantes, a S.O.S. Rio Paiva suspeita que estas descargas podem estar relacionadas com o subdimensionamento das ETAR de Castro Daire que não conseguem comportar todo o caudal de esgotos nesta altura do ano”, salientou a S.O.S. Rio Paiva.

“Há mais de 10 anos que esta organização denuncia descargas poluentes no Rio Paiva sem que sejam colocado um fim a estes crimes ambientais”

Fotografia: S.O.S Rio Paiva captadas em agosto de 2020 a jusante da localidade de Reriz (Castro Daire)

Na mesma nota de imprensa, a associação lançou um apelo para que as autoridades atuem de forma rápida no sentido de salvaguardarem o ecossistema e evitarem o que consideram ser “crimes desta natureza”

“ S.O.S. Rio Paiva espera que as autoridades atuem de forma rápida e eficiente para apurar os responsáveis por estas descargas e acionem os mecanismos legais para impedir futuros crimes desta natureza. A associação desafia ainda o Ministério do Ambiente a verificar os locais onde são efetuadas as descargas das estações de tratamento de águas residuais para constatar que as mesmas não fazem um tratamento adequado dos esgotos, como pode ser facilmente verificado no terreno”, avançou a S.O.S Rio Paiva que recordou que a associação há mais de 10 anos que denuncia descargas poluentes no Rio Paiva.

“Há mais de 10 anos que esta organização denuncia descargas poluentes no Rio Paiva sem que sejam colocado um fim a estes crimes ambientais. Nos últimos anos o Rio Paiva tornou-se um importante destino turístico graças aos milhões de euros gastos no desenvolvimento do turismo na região de Arouca (a jusante de Castro Daire), com a construção dos famosos “passadiços do Paiva”, pelo que este investimento pode estar comprometido com o aumento da poluição no rio. A S.O.S. Rio Paiva defende há vários anos que o investimento no turismo seja acompanhado de um forte investimento na identificação e eliminação dos focos de poluição bem como num sistema de fiscalização verdadeiramente eficaz que impeça este tipo de crimes. Infelizmente os dados oficiais, relatórios e análises efetuadas ao efluente das ETAR não são fiáveis nem correspondem às observações efetuadas no terreno que mostram uma realidade muito diferente. A maioria das ETAR não faz um tratamento adequado dos esgotos, como tem sido demonstrado pelas denúncias constantes da S.O.S. Rio Paiva, contrariando os dados que chegam aos gabinetes da Agência Portuguesa do Ambiente e Ministério”, lê-se no comunicado que foi enviado ao Novum Canal.

Fotografia: S.O.S Rio Paiva captadas em agosto de 2020 a jusante da localidade de Reriz (Castro Daire)

Na carta dirigida ao Ministro do Ambiente, ao presidente do ICNF, ao presidente da APA e às  Câmaras Municipais de Arouca e Castro Daire, que data de 25 de agosto, a S.O.S Rio Paiva referiu ainda que tem recebido novas denúncias de poluição no Rio Paiva, no concelho de Castro Daire, ocorridas neste mês de agosto de 2020 num rio que já foi classificado como um dos mais limpos da Europa documentando a situação com imagens deste troço do rio, identificando o local onde foram captadas as fotografias.

“Infelizmente, e apesar de dezenas de denúncias efetuadas, dos esforços e constantes apelos à intervenção das autoridades para colocar um fim a este flagelo, a verdade é que o Rio Paiva continua a ser alvo de grandes descargas poluentes sem que ninguém ponha cobro a estes crimes e sem que as autoridades respondam às denúncias efetuadas. Mais uma vez apelamos ao Ministério do Ambiente que investigue a origem das descargas poluentes no Rio Paiva e garanta o bom funcionamento das ETAR, não com base nos relatórios e nas análises oficiais, mas com base em deslocações ao terreno observando a poluição que é debitada no rio por estas estações deficientes ou sem qualquer manutenção e controle rigoroso. Não é por acaso que os locais de descarga das ETAR ficam em zonas escondidas de muito difícil acesso. Um simples visita a esses locais é esclarecedor em relação à forma como os esgotos são descarregados no rio e afluentes praticamente sem qualquer tratamento”, destacou a associação na missiva  enviada ao ministro do Ambiente, advertindo para a necessidade de apurar se existem outro tipo de “descargas criminosas”.

Fotografia: S.O.S Rio Paiva captadas em agosto de 2020 a jusante da localidade de Reriz (Castro Daire)

“Além disso, é urgente apurar se existem outro tipo de descargas criminosas. Além da biodiversidade deste sítio da Rede Natura é a saúde pública que está em risco numa altura em que o rio é procurado por milhares de pessoas para a prática balnear. Que se apurem responsabilidades de uma vez por todas. Pelo Rio Paiva e pela salvaguarda do património natural deste país. Estamos ao inteiro dispor para esclarecimentos adicionais e colaboração na identificação dos responsáveis por estes crimes”, refere a carta enviada ao governante.


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