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Caminhada “À Descoberta do Trilho Zé do Telhado” em Caíde de Rei dá a conhecer trilho e recursos naturais existentes na freguesia

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A freguesia de Caíde de Rei, no concelho de Lousada, acolhe a partir deste domingo e até 5 de setembro, a caminhada “À Descoberta do Trilho Zé do Telhado”, uma iniciativa do Cais Cultural de Caíde de Rei realizada no âmbito no Programa Municipal de Caminhadas do município de Lousada.

Ao Novum Canal, o presidente da direção do Cais Cultural de Caíde de Rei, Luís Daniel Peixoto, destacou que o “Trilho Zé do Telhado” percorre alguns recantos naturais e históricos da freguesia de Caíde de Rei e é um projeto que está a ser desenvolvido no âmbito da iniciativa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas” do Instituto Português do Desporto e Juventude.

Luís Peixoto realçou que a caminhada pretende promover o exercício físico, o contacto com a natureza, mas também para dar a conhecer o imenso potencial paisagístico, os recursos naturais e patrimoniais que caracterizam este percurso.

“No seguimento do programa municipal de caminhadas do Município de Lousada, decidimos associar-nos à iniciativa, por forma a valorizar o contacto com a natureza, o conhecimento do património histórico de Caíde de Rei, bem como aliar a prática desportiva. As pessoas podem inscrever-se e percorrer o trilho de forma autónoma entre 30 de agosto e 5 de setembro. Além disso, atendendo que temos o Cais Cultural sem dinâmica no seu interior, queremos virar-nos para atividades ao ar livre. Portanto, esta iniciativa acaba por ajudar na divulgação do Trilho Zé do Telhado, que ficará completamente concluído no final de setembro e, a partir daí, ficará acessível a qualquer altura do ano”, disse, salientando que a organização espera conseguir alcançar os 100 participantes, que percorrerão o trilho ao longo dos sete dias associados ao programa municipal de caminhadas.

“Ora, o nosso projeto tem como principais objetivos: a sensibilização para a preservação do meio ambiente; a proteção ambiental; a limpeza dos caminhos atravessados pelo trilho; a limpeza das margens e cursos de água”

Luís Peixoto declarou que antes mesmo do programa municipal de caminhadas, a organização já tinha prevista a criação do trilho Zé do Telhado, ao abrigo do programa de voluntariado jovem para a natureza e florestas do IPDJ, através de uma candidatura previamente aprovada.

“Decidimos avançar com uma candidatura, pois sabíamos do potencial deste futuro trilho e que encaixava naqueles que eram os objetivos do programa do IPDJ: a “exploração” e conservação da nossa natureza. Ora, o nosso projeto tem como principais objetivos: a sensibilização para a preservação do meio ambiente; a proteção ambiental; a limpeza dos caminhos atravessados pelo trilho; a limpeza das margens e cursos de água; a reflorestação e plantação nos locais apropriados; a valorização e conhecimento dos locais históricos e personalidades da freguesia e conjugar a beleza natural com a história de uma terra”, frisou, sustentando que o “trilho passa por diferentes locais naturais e históricos da freguesia, com destaque para as diferentes quintas, a igreja, as vinhas, os campos e a própria casa onde viveu o Zé do Telhado e uma rua com o seu nome, que ajudou, precisamente, a atribuir o nome de Zé do Telhado ao nosso trilho”.

“Trata-se de uma personagem que faz parte da história de Caíde de Rei. Quem percorrer este trilho terá oportunidade de ficar a conhecer melhor algum locais mais escondidos da freguesia. À medida que foram decorrendo as ações de limpeza, percebemos que ainda há muito para fazer, por isso a equipa do Cais Cultural vai continuar focada em melhorar cada vez mais o referido trilho, dando mais valor e destaque aos locais envolvidos”, acrescentou.

O presidente do Cais Cultural de Caíde de rei reconheceu que as questões ambientais são hoje determinantes para a qualidade de vida dos cidadãos e das próprias comunidades.

“Cada vez mais devemos preservar e cuidar da natureza, pois sabemos que os recursos naturais se estão a esgotar. Além disso, a natureza é tão bela que deve merecer o nosso respeito. É preciso que as pessoas, principalmente os mais jovens, saibam dar mais valor ao meio ambiente e deixar de parte as tecnologias. É preciso criar cada vez mais uma envolvência entre o ser humano e a natureza, porque ainda há muito por fazer e tanto por descobrir”, destacou.

Luís Peixoto manifestou, também, que esta iniciativa tem como propósitos proceder à angariação de fundos para o Cais Cultural, que se encontra encerrado desde março.

“Desde o início de março que nunca mais realizamos qualquer atividade no interior de Cais e, consequentemente, foram cancelados dezenas de eventos. Estamos ansiosos para abrir novamente as portas e retomar a atividade, mas ainda não temos qualquer previsão para tal. Em primeiro lugar está a saúde de todos e manteremos o Cais encerrado o tempo que for necessário, embora isso nos esteja a trazer problemas económicos”, referiu, sublinhando que os sócios e os seguidores do Cais Cultural estão ansiosos e expectantes que a associação volte a abrir portas.

“Temos um núcleo de sócios e amigos que frequentam com assiduidade o Cais e que já partilharam que estão com saudades dos bons momentos que lá passavam. O que pedimos a todos é paciência e compreensão e que, logo que possível, queremos contar com todos ainda com mais força, pois vamos precisar de muita ajuda”, precisou.

“É claro que se esta situação se mantiver por muito tempo, teremos problemas económicos pela frente”

Falando dos impactos  que a crise sanitária está a ter na associação e naquilo que é a sua atividade cultural,  o dirigente do Cais Cultural de Caíde de Rei reiterou que o grupo teve de cancelar dezenas de atividades, admitindo que as receitas diminuíram e as despesas fixas mantiveram-se.

“A nossa dinâmica era imensa e com a pandemia tivemos que cancelar dezenas de atividades que estavam previstas. Obviamente que ao não realizarmos atividades, as nossas receitas diminuíram substancialmente e um conjunto de despesas fixas foram-se mantendo, logo temos gasto do “pé-de-meia” de anos que tínhamos previsto para pequenas obras e aquisição de material de som. É claro que se esta situação se mantiver por muito tempo, teremos problemas económicos pela frente”, atalhou, declarando que as autarquias podem funcionar como um motor e um veículo facilitador das associações locas na promoção de eventos culturais, envolvendo-as naquilo que é a agenda cultural do município.

“Os municípios devem ajudar as diferentes associações, não só com apoios financeiros, mas também através da criação e colaboração em diferentes eventos culturais. Ainda para mais sendo este um ano muito difícil para todos, as autarquias, quando possível, devem envolver as associações nas suas dinâmicas culturais para incentivar o regresso ao trabalho. Tenho receio que depois desta paragem forçada muitas associações percam a vontade de retomar a sua atividade. Aí os municípios devem ser o motor e a “âncora de salvamento” dessas associações que se justifique”, avançou.

Segundo a Câmara de Lousada. o Programa Municipal de Caminhadas teve início em Lousada em 2015, no Ano Municipal do Desporto, e, desde então, têm sido muitas as atividades realizadas em todo o concelho.

“Este ano, o Programa Municipal de Caminhadas, a par de outras atividades desportivas, volta a surgir com algumas alterações na organização. De forma a evitar concentrações de pessoas, a Caminhada organizada pelas associações locais pode ser realizada no espaço temporal de uma semana, de domingo a sábado. Os participantes, individualmente ou em pequenos grupos (máximo de cinco pessoas), podem realizar a caminhada em qualquer dia da semana, de manhã, à tarde ou à noite”,  referiu a autarquia em comunicado enviado ao órgãos de comunicação que esclareceu que de modo a que os participantes saibam qual o percurso da caminhada, as associações vão definir o percurso através da aplicação Google Earth, permitindo saber qual o percurso a cumprir.

As associações continuam a ser as responsáveis pela gestão das inscrições e o município disponibiliza as t-shirts para que os participantes possam utilizar durante a caminhada.

“O Programa Municipal de Caminhadas 2020 conta, à semelhança do ano anterior, com o cofinanciamento do programa Erasmus +, da União Europeia, que faz com que esta ideia nascida em Lousada continue a ser adotada na Croácia (Medimurje), Finlândia (Joensuu) e Eslovénia (Murska Sobota). O projeto inclui ainda planos alimentares saudáveis e tutoriais de atividade física, que podem ser vistos através do endereço europeanwalkingtour.eu”, refere ainda a nota da autarquia lousadense.


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