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Apesar das médias poderem subir, alunos confessam estar otimistas que vão entrar no curso que escolheram

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Apesar  das médias terem subido, são vários os alunos da região que declarara ao Novum Cana acreditar que vão conseguir entrar no ensino superior no curso que escolheram.

Inês Fontes, aluno do ensino secundário de castelo de Paiva, assumiu estar confiante que a suas escolhas venham a ser premiadas com uma entrada na universidade.

“Não tenho as expectativas muito altas porque acho que todos nós vamos com medo de ir para a universidade. É um sítio novo, com pessoas novas e , portanto, o único desejo é que nos integremos. No entanto, espero gostar tanto do curso quanto imaginei e que possa ter uma vida académica divertida. Penso que vou conseguir entrar no curso pretendido ainda que acredite que este ano  as médias vão subir ”, disse, salientando que as suas primeiras opções recaíram em medicina, na Faculdade de Medicina do Porto e no ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.

Questionada sobre as razões que poderão contribuir para o aumento de candidatos, Inês Fontes justificou tal situação com o facto dos alunos do ensino  profissional estarem a concorrer, em maior número, ao ensino superior.

“Acredito que o principal motivo pelo qual houve tanta gente a concorrer foi pelo facto do ensino profissional estar cada vez mais a concorrer para a faculdade. Quer seja pelo facto de considerarem que é mais vantajoso ter um grau académico ou pelo facto de, neste momento, não ser necessário que os mesmos realizem exames. Outro motivo pode ser o facto dos exames, este ano, terem sido feitos segundo moldes diferentes o que permitiu, em conjunto com toda a situação que vivemos atualmente, uma melhoria significativa nas notas dos exames. Estes fatores podem ter levado a que mais pessoas quisessem ingressar no ensino superior”, expressou.

“O cultivo desta ideia de que quanto mais formação tiveres maior serão as tuas oportunidades de emprego, é um grande impulsionador para que mais alunos se candidatem às universidades”

Interpelada se considera que o aumento de candidatos representa um sinal de confiança dos jovens e das suas famílias na formação superior e nas suas instituições, a aluna recordou que atualmente, a maioria dos alunos, têm a perceção que para praticamente todos os empregos é necessário um grau académico.

“Acho que não tem tanto que ver com a confiança que se tem nas instituições mas sim pelo facto de hoje em dia vermos, cada vez mais, que para praticamente todos os empregos é necessário um grau académico. Ou então, para subir de categoria numa mesma empresa, por exemplo, os privilegiados são sempre os que possuem um grau académico. O cultivo desta ideia de que quanto mais formação tiveres maior serão as tuas oportunidades de emprego, é um grande impulsionador para que mais alunos se candidatem às universidades”, referiu.

Duarte Moreira, natural e residente no concelho de Penafiel, alinhou igualmente pelo mesmo diapasão da colega salientando que o facto dos exames nacionais terem uma nova estrutura de avaliação contribuiu pra que mais alunos optassem por concorrer este ano, nesta fase.

“Este ano é expectável um aumento bastante considerável nas médias de acesso ao ensino superior dado os exames nacionais terem tido uma nova estrutura de avaliação que previa perguntas obrigatórias e outras não obrigatórias. Ainda assim, espero conseguir entrar no curso ou, pelo menos, na área em que pretendo, a área socioeconômica que envolve nomeadamente dois cursos: Economia e Gestão. As minhas opções basearam-se nestes dois cursos, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho e na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, respectivamente”, disse.

Sobre o aumento de alunos a concorrer nesta primeira fase, o aluno apresentou como razões o facto dos alunos do ensino profissional poderem também concorrer, mas, também, a maior consciencialização de serem portadores de um curso superior.

“Encontro três possíveis razões para este ano haver um maior número de alunos a candidatarem-se ao Ensino Superior. A primeira razão prende-se com o facto de agora ser possível a entrada (com a qual eu não concordo) de alunos de cursos profissionais no ensino superior. Uma outra possível razão baseia-se numa maior consciencialização dos alunos e das suas famílias da importância de serem portadores de um curso superior. Por fim, a última e terceira razão é resultante das notas mais elevadas nos exames nacionais. Por norma, os alunos têm tendência a baixar as suas médias nos exames nacionais. Como este ano isso não aconteceu, aliás, em muitos casos os exames até ajudaram a subir médias. Assim, creio que isso poderá funcionar como um fator motivacional para os alunos concorrerem ao ensino superior, nem que seja para tentar a sua “sorte”, avançou, reconhecendo, por outro lado, que os alunos e a comunidade, de uma forma geral, têm uma maior consciência da importância de uma qualificação superior.

“Penso que cada vez mais, as pessoas têm uma maior consciência da importância de uma qualificação superior, dado que essa é capaz de proporcionar mais oportunidades não só profissionais, bem como de cariz pessoal”, declarou.

Também Miguel Ramalho, aluno da Secundária de Castelo de Paiva, confirmou estar otimista que vai conseguir atingir os seus intentos.

“Penso que irei ter um pouco de dificuldade de início, mas com estudo e esforço, acho que as conseguirei ultrapassar. O curso que escolhi é uma área que me interessa muito  e como tal acredito que não se tornará cansativo”, aludiu, afirmando estar convicto que apesar de ser difícil entrar na primeira opção, engenheira informática e computação, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, irá entrar em engenharia informática, segunda opção, no ISEP.

Miguel Ramalho reconheceu que o aumento do número de candidatos poderá estar relacionado com o facto das notas dos exames nacionais terem subido e ao novo métodos de correção das provas.

O aluno da Secundária de Castelo de Paiva atribuiu, também, este aumento de discentes a concorrerem à universidade à maior consciencialização dos alunos e a valorização que as famílias ainda têm no ensino superior e na importância dos educandos disporem de uma formação qualificada.

“A qualificação superior é uma enorme vantagem porque cada vez mais as empresas procuram jovens licenciados e apesar da falta de experiência dos mesmos, verifica-se que estes jovens apresentam uma maneira diferenciada de pensar, têm uma pensamento mais criativa e uma visão mais moderna do mundo. Atualmente há uma diversidade enorme de cursos e qualquer jovem consegue seguir os seus sonhos e trabalhar numa área do seu interesse ”, anuiu

Refira-se que a Direção-Geral do Ensino Superior avançou, esta segunda-feira, em comunicado, que candidatos ao ensino superior público atingem maior número dos últimos 25 anos, com  62 675 alunos  a inscreverem-se no ensino superior.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior nesta primeira fase,registou-se um aumento de 11384 candidatos face a 2019 (quando se tinham candidatado 51291 estudantes até igual momento, tendo sido consideradas 51036 candidaturas como válidas).

O número de candidatos ao presente concurso é também o mais elevado desde 1996.

Ainda de acordo com o Ministério da Educação, as vagas no ensino superior cresceram 1% em 2020/21 para um total de 52129.

“No âmbito do regime geral de acesso 2020 foram disponibilizadas um número total de 52129 vagas, incluindo 51408 vagas destinadas ao concurso nacional e 721 vagas destinadas aos concursos locais, o que representa um aumento de 1% face ao número de vagas disponibilizadas no ano anterior”, lê-se no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.


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