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Fotografia: Agrupamento de Escolas Felgueiras

Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas defende que o regime presencial deverá ser a regra, embora as escolas preparam os regimes misto e não presencial

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A pouco menos de um mês no arranque de mais um ano letivo, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, afirmou, em declarações ao Novum Canal, estar confiante que as escolas tudo farão para que o regime presencial seja uma realidade efetiva no próximo ano letivo, implementando regras e procedimentos definidos pela Direção-Geral de Saúde (DGS), a serem cumpridos por todos os elementos das comunidades educativas.

“Os diretores tudo farão para que o regime presencial seja uma realidade efetiva no próximo ano letivo, implementando regras e procedimentos a serem cumpridos por todos os elementos das comunidades educativas. Acreditemos na capacidade de liderança dos dirigentes escolares, devidamente apoiados pela tutela, por forma a que se continue a perspetivar a Escola como um lugar seguro!”, disse, salientando que as datas fixadas pelo Governo, em especial, no que toca ao Secundário, poderiam ter sido agendadas para 21, devido aos exames nacionais.

“Sobretudo ao nível do secundário – em virtude da 2.ª fase de exames nacionais se realizarem de 1 a 7 de setembro, o arranque poderia ter sido adiado para 21 (mais um dia útil); contudo, as escolas já estão a trabalhar na preparação de um ano letivo atípico há algum tempo, ocupando as duas primeiras semanas de setembro para o concluir”, expressou.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas destacou que os estabelecimentos de ensino estão preocupadas em garantir que tudo corra pelo melhor e que os vários intervenientes escolares possam iniciar o ano letivo com segurança.

“As escolas estão preocupadas com a questão da segurança, estas adaptam as suas instalações às regras da Direção-Geral de Saúde, executando e fazendo cumprir as respetivas diretrizes, criando normas de circulação no interior, diminuindo a lotação de espaços comuns (bar, biblioteca, salas de informática…), atribuindo uma sala de aula a cada turma, alargando o horário de funcionamento, fornecendo almoços em regime de takeaway, etc.. Invulgar o novo adereço: a máscara. Cada escola entregará gratuitamente este material a cada elemento da comunidade (alunos, professores e funcionários), de uso obrigatório no interior do espaço escolar, tendo ganho maior importância que o próprio manual, dado que a ausência deste tem como consequência uma falta de material (podendo o aluno assistir à aula), contudo o esquecimento da máscara impossibilita a entrada no recinto”, recordou.

Questionado sobre os transportes escolares e quais as dificuldades que podem surgir com o início do ano letivo, Filinto Lima reconheceu que esta é uma área bastante sensível, mas os autarcas têm evidenciado total disponibilidade para minimizar eventuais problemas que possam surgir.

“Os autarcas têm demonstrado ao nível da Educação sensibilidade apurada no sentido de ultrapassar os constrangimentos numa área muito sensível: os transportes escolares. O diálogo tripartido (Ministério da Educação – Escolas – Autarquias) tentará conciliar os diferentes interesses tendo em conta o mesmo objetivo: os alunos”, avançou.

“A distância não se coaduna com as práticas do ensino não superior, quer pela ausência de tradição (e ainda bem!), quer também pelas características próprias da faixa etária que abrange”

Sobre o facto de alguns estabelecimentos de ensino estarem a definir planos de funcionamento que contemplam intervalos mais curtos e cantinas com serviço de take-away, entre outros, o responsável pela Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considerou que deverá ser facultada autonomia às escolas, também ao nível organizativo.

“Os seus responsáveis, profundos conhecedores das respetivas especificidades, promoverão medidas, executando e fazendo cumprir as diretrizes da DGS”, referiu, defendendo que o ensino presencial deve abrir em setembro para todos os ciclos.  

“Sim, o regime presencial deverá ser a regra. Contudo, as escolas preparam os regimes misto e não presencial, na perspetiva de transição. A distância não se coaduna com as práticas do ensino não superior, quer pela ausência de tradição (e ainda bem!), quer também pelas características próprias da faixa etária que abrange. Não se pode renegar ou restringir a necessidade dos relacionamentos e das interações na forma do contacto presencial e que, promovendo o currículo oculto, é indispensável para a construção do Eu em relação ao outro e na relação que estabelece com os outros, num processo preparatório e fundamental para a vida em sociedade, valorizando-se a cooperação e o coletivo”, asseverou, acrescentando:

“A previsibilidade de um ano híbrido, no que respeita ao local onde decorrerão as aprendizagens, conduz-nos a nova e inevitável adaptação de rotinas e contextos, pese embora não se deseje que o processo ensino-aprendizagem ocorra nos lares dos nossos alunos e professores”.

Quanto ao anúncio feito pelo Governo da colocação de mais 28 mil professores, Filinto Lima admitiu que a “contratação de mais docentes é essencial, não só tendo em conta a recuperação e a consolidação das aprendizagens do ano anterior, mas também no apoio (individualizado e coletivo) efetivo que os nossos alunos merecem, sobretudo ao nível do 1.º Ciclo”.

Referindo-se à necessidade do Estado contratar mais assistentes operacionais, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas esclareceu que é necessário proceder à revisão da portaria dos rácio e fazer chegar às escolas mais algumas centenas de assistentes operacionais.

“Reconheço que o atual ME já dotou as escolas de alguns funcionários, promovendo também a sua substituição por doença, o que se revela positivo. Contudo, é necessário, para além da revisão da portaria dos rácio, fazer chegar às escolas mais algumas centenas de assistentes operacionais, sobretudo tendo em conta que o horário de funcionamento das escolas será alargado e às funções dos funcionários acrescerão a constante higienização dos espaços, vigilância/orientação mais assídua dos alunos, etc..”, atalhou.


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