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Equipa Lousavidas BCR quer consolidar projeto para subir à 1.ª divisão na próxima época

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Fotografia: Óscar Silva

A equipa do Lousavidas Basquetebol Cadeira de Rodas (BCR) iniciou Já o treinos a pensar no arranque do campeonato nacional de Basquetebol em Cadeiras de Rodas, segunda divisão.

Ao Novum Canal, Óscar Silva, diretor desportivo do Lousavidas BCR, realçou que os objetivos da  equipa, nesta fase, passam por consolidar o projeto e subir de divisão na próxima época.

“Os nossos objetivos passam por realizar uma época tranquila, que nos permita consolidar o nosso projeto junto dos nossos parceiros e criar condições financeiras para subir de divisão na próxima época”, disse, salientando que o Lousavidas BCR já realizou alguns treinos no início de agosto assim que houve autorização por parte da Direção-Geral de Saúde para realizar competições em recintos fechados.

“Mas como ainda temos alguns atletas de férias, vamos iniciar a pré-época oficialmente no dia 1 de Setembro”, referiu, sustentando que as competições oficiais arrancam no dia 17 outubro de 2020.

Fotografia: Óscar Silva

Questionado sobre o atual momento do basquetebol de cadeiras de rodas, Óscar Silva realçou que a modalidade passou por uma fase difícil, mas graças à intervenção da Federação Portuguesa de Basquetebol  e outras entidades ganhou um novo fôlego.

“O BCR passou por um período difícil há anos atrás onde correu o risco de a modalidade ser extinta, mas desde que a Federação Portuguesa de Basquetebol e o Comité Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas uniram esforços a modalidade recebeu um novo impulso e hoje em dia está sólida”, expressou, sublinhando que existem duas equipas no Vale do Sousa, a APD Paredes BCR na cidade de Paredes e a Lousavidas BCR na vila de Lousada e duas na região Norte,  a APD Braga BCR da cidade de Braga e a Basket Clube de Gaia BCR da cidade de Vila Nova de Gaia.

Interpelado acerca do crescimento da modalidade, Óscar Silva reconheceu que o Basquetebol em Cadeiras de Rodas vinha de uma fase de crescimento e com o surgimento da Covid-19, a modalidade foi também afetada.

Fotografia: Óscar Silva

“O BCR em Portugal tem feito o seu caminho de crescimento, mas a Covid-19 veio estagnar o mundo e ficamos sem a possibilidade de realizar as sessões de divulgação da modalidade nas escolas e em eventos desportivos, mas assim que o mundo voltar a normalidade iremos voltar em força para junto das pessoas. O BCR é uma modalidade olímpica e muito apoiada em alguns países na Europa e na América latina, mas em Portugal muita gente desconhece a modalidade e os seus benefícios para os atletas e para a comunidade”, frisou, reconhecendo que a Federação Portuguesa de Basquetebol veio dar um contributo decisivo à modalidade, embora sejam os clubes a arcar com toda a logística para os jogos.

“A Federação Portuguesa de Basquetebol veio dar um suporte fundamental na estrutura competitiva da modalidade, no entanto a fatia de leão parte das receitas dos jogos da Santa Casa são sempre canalizadas para o basquetebol a pé e o BCR é o parente pobre da federação. O Comité Nacional de BCR ajuda com o empréstimos de cadeiras para competir, mas a logística para os jogos é sempre da responsabilidade dos clubes. Os nossos atletas são especiais e o seu transporte tem de ser feito em veículos adaptados e além de não haver muitas empresas a fazer esse serviço as vezes sentimos que os preços são extrapolados porque sabem que não temos muitas alternativas no mercado. É um desafio constante e muito desgastante para os dirigentes, porque aqui na Lousavidas somos todos voluntários e temos de abdicar do nosso tempo pessoal para dar suporte à modalidade, mas não desistimos, os atletas merecem o nosso esforço e o nosso exemplo”, acrescentou.

Quanto à existência de condições materiais para a prática da modalidade, o diretor desportivo do BCR reconheceu  que Lousada, neste particular, supera as condições das restantes equipas.

Fotografia: Óscar Silva

“No concelho de Lousada estamos muito bem servidos, mas quando vamos jogar a casa das outras equipas isso nem sempre acontece”, avançou, manifestando que as principais dificuldades que o clube apresenta têm a ver com a captação de atletas para a prática da modalidade e as despesas com o treinador e o transporte para os jogos.

Sobre o apoio que a modalidade tem da comunidade local, o diretor desportivo do Lousavidas BCR assumiu que a equipa goza não apenas do apoio das pessoas do concelho, como de vários parceiros comerciais e da própria Câmara de Lousada.

“Desde o primeiro momento que sentimos que somos apoiados e acarinhados pelos nossos parceiros e são quase todos do concelho de Lousada, são eles: D`Trivela artigos de desporto, Pizzaria Ricardo Lousada, PrintStore Publicidade, Lousacorpus Clinica de Manutenção e Recuperação Física, Marco-Artes Serralharia, My Bike Biciletas Personalizadas, temos tido um apoio muito importante da CMLousada e da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Cristelos, Boim e Ordem. Inclusive já tivemos a presença em alguns treinos e jogos do vereador do Desporto, Professor António Augusto e do vereador da Ação Social, Dr. Nelson Oliveira. Sentimos também uma grande ajuda por parte dos funcionários do município nos pavilhões, são sempre muito prestáveis e muito competentes. Estamos neste momento a negociar uma nova parceria que será anunciada muito em breve. Sem a preciosa ajuda dos nossos parceiros não seria possível colocar de pé um projeto desta natureza”, confessou,  salientando que Lousavidas BCR tem seis atletas mais um emprestado pela APD Paredes ao abrigo de um protocolo de cooperação que só foi possível porque as equipas competem em divisões diferentes.

Fotografia: Óscar Silva

“A Lousavidas BCR compete na 2ª divisão e a APD Paredes na 1ª divisão, no entanto até ao início das competições contamos inscrever mais alguns atletas”, atalhou, acrescentando que o Campeonato Nacional de BCR tem sete equipas na 1.ª divisão e sete equipas na 2.ª divisão.

Óscar Silva é também Sapador Bombeiro no Batalhão Sapadores Bombeiros do Porto e Técnico de Proteção Civil e Técnico Europeu de Segurança Contra Incêndios em Edifícios.


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