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Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA) aponta para a necessidade de se investir esforços para a redução da violência contra a mulher

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Os dados preliminares do Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA) divulgados recentemente apontam para a necessidade de se continuar a investir esforços para a redução da violência contra a mulher.

Segundo a OMA, entre janeiro e agosto registaram-se 10 femicídios por parceiro íntimo e outros 10 assassinatos de mulheres em contextos como assaltos, ou por motivos financeiros.

Ao Novum Canal, Camila Iglésias, da equipa do OMA, confirmou que a violência contra a mulher é, sem dúvida, uma realidade preocupante na nossa sociedade.

“ Os dados do OMA – Observatório de Mulheres Assassinadas, que são recolhidos através das notícias veiculadas pelos média em âmbito nacional chamam-nos à atenção para a importância de se continuar a investir esforços para a redução destes números. De facto, entre janeiro 2020 e 15 de agosto de 2020, o OMA registou 10 femicídios por parceiro íntimo e outros 10 assassinatos de mulheres em contextos como assaltos, ou por motivos financeiros. Muito embora consideremos que ainda seja cedo para eventuais conclusões, há inúmeros fatores que, conjuntamente, podem ajudar a explicar estes dados. A violência nas relações de intimidade e, mais concretamente a violência contra a mulher, são fenómenos complexos que envolvem dinâmicas de poder que condicionam tanto o comportamento de suas vítimas quanto de agressores/as”, disse, salientando que a situação de pandemia provocada pelo COVID-19 pode ter contribuído negativamente para a perpetração de violência doméstica.

“Seja em razão do isolamento social, e consequente necessidade de se permanecer em casa com agressores/as, seja em razão de eventuais estratégias de sobrevivência adotadas por estas vítimas para se protegerem tanto da violência sofrida quanto dos efeitos da pandemia. No entanto, foram várias as medidas que procuraram oferecer um apoio e suporte às vítimas, mesmo durante o confinamento obrigatório, medidas estas que em muitos dos casos poderão ter mitigado o risco das vítimas sofrerem abusos mais graves”, referiu.

Fotografia: UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta

“Não obstante, embora sejam inegáveis os avanços já alcançados, sabemos que ainda há um caminho a percorrer. Neste sentido, o OMA salienta a importância de se continuar a investir em estratégias dirigidas à prevenção da violência de género e promoção dos Direitos Humanos”

Camila Iglésias defendeu que o ano de 2020 veio a reforçar e tornar ainda mais evidente a necessidade de se continuar a investir na prevenção.

“Portugal tem feito um caminho de inegáveis conquistas neste âmbito, nomeadamente durante o período da pandemia, em que o país se destaca ao nível europeu entre os Estados que mais promoveram medidas específicas de suporte às vítimas de violência doméstica. Não obstante, embora sejam inegáveis os avanços já alcançados, sabemos que ainda há um caminho a percorrer. Neste sentido, o OMA salienta a importância de se continuar a investir em estratégias dirigidas à prevenção da violência de género e promoção dos Direitos Humanos. Destacamos ainda a necessidade de investir num olhar especializado sobre os femicídios e tentativas de femicídio de forma a que melhor se compreendam as dinâmicas e os fatores de risco, explorando áreas em que a intervenção possa ser melhorada”, avançou.

Questionada se a OMA dispõe ao nível da Região do Tâmega e Sousa de dados que permitam quantificar esta realidade, Camila Iglésias esclareceu que os dados divulgados nesta semana pelo OMA referem-se a uma análise preliminar e sem a desagregação dos dados por regiões/distritos.

“Portanto, ainda não nos é possível fazer uma leitura regional dos resultados. O lançamento formal dos dados está previsto para finais de novembro deste ano e nesta altura iremos divulgar os dados tanto ao nível nacional, como distrital”, manifestou.


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