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Associação a Rebord’Arte promove tributo à memória de Amália Rodrigues

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Fotografia: Associação Rebord’arte

A Associação a Rebord’Arte, situada na cidade de Rebordosa, Paredes, promove dia 29 de agosto, no auditório exterior da Casa da Cultura de Paredes, o espetáculo a “Tasca do Chico” peça que pretende viajar ao universo do fado, contando a história de fadista Amália Rodrigues.

Segundo a presidente da Associação a Rebord’Arte, Fátima Neto, o espetáculo retrata o ambiente de tasca com as toalhas ao xadrez, vinho e a broa, e interpretará temas icónicos da fadista como a Casa da Mariquinhas, Fado Português ou o Barco Negro.

Ao Novum Canal, Fátima Neto realçou que o evento pretende homenagear Amália Rodrigues contribuindo para as comemorações do seu centenário, fazendo uma viagem pelo universo do fado, contando a história de vida da artista.

Fátima Neto recordou que a associação já antes da fase de confinamento pretendia homenagear duas figuras de vulto da área musical.  

“Já antes do confinamento a Rebord’Arte tinha em mente homenagear duas grandes figuras do panorama musical sendo a Amália Rodrigues quase obrigatória. Quando surge a oportunidade e reabrem os eventos (controlados) a Associação faz a proposta ao município e avança com a ideia”, disse, salientando que a peça integra momentos muitos populares e outros que são mais introspetivos.

“Foi muito difícil escolher os temas/dados/quadros a representar pois são todos importantes e de relevo. Tentamos ser o mais abrangente possível com temas mais populares e outros mais introspetivos”, expressou, sustentando que o espectáculo vai ter público a assistir, controlado e com bilhete obrigatório.

“O espectáculo vai ter público (esperamos nós) controlado e com bilhete obrigatório. Chegar ao dia e ao local sem bilhete pré-reservado ou pré-pago é certo que vai ser impedido de entrar. Os bilhetes custam 5€ e ajudam a Associação a minimizar as despesas do evento e dos meses que estão sem atividade”, frisou, sustentando  estar confiante que as pessoas vão apreciar este trabalho e recordar alguns dos temas e momentos icónicos que marcaram as vivências daquela que é uma das maiores divas do fado nacional.

“Estamos expectantes pois é o primeiro evento pós-confinamento, vamos ver como corre”, acrescentou.

Fátima Neto reconheceu este evento é a prova que a associação atribui muita importância a Amália Rodrigues, figura incontornável do panorama musical português.

Fotografia: Associação Rebord’arte

“O fado faz parte da consciência colectiva sendo a Amália a figura que surge na nossa mente”, avançou, confirmando estar confiante que o espetáculo possa ser replicado noutras freguesias do concelho de Paredes.

“Queremos muito replicar este evento pelo máximo de espaços possível mas tudo depende da evolução da pandemia e das regras impostas pela DGS. Neste auditório temos a garantia que vão ser cumpridas as regras, nos outros vamos avaliar”, afiançou.

“Educação através de arte é o nosso lema e temos consciência da importância das artes na formação do indivíduo e a sua contribuição para uma sociedade equilibrada”

Questionada sobre os objetivos da associação Redord´arte, Fátima Neto declarou que esta tem como objectivo a promoção de cultura na cidade de Rebordosa e “um pouco por todo o país”.

“Realizamos espectáculos, concertos didáticos, peças de teatro infantil, ocupação de tempos livres, oficinas de música, dança e teatro musical”, atalhou, assumindo  que a associação gostaria de implementar a curto/médio prazo uma  orquestra com crianças e jovens com aulas de violino.

“O principal é a criação de uma orquestra com crianças e jovens com aulas de violino, viola d’Arco e violoncelo e manter as oficinas de música, dança e teatro musical que já existiam antes do confinamento. Educação através de arte é o nosso lema e temos consciência da importância das artes na formação do indivíduo e a sua contribuição para uma sociedade equilibrada”, precisou.

“Fazer cultura está a ser uma missão para bravos, mas é possível se nos forem dadas as oportunidades”

Interpelada de que forma é que a crise sanitária acabou por interferir na programação e espectáculos da associação, Fátima Neto confessou que a Rebord’Arte cancelou todos os eventos, aulas, espectáculos que tinha previstos para este ano.

“Além das oficinas tínhamos um evento que deixou pena cancelar pela fase avançada em que se encontrava. “As portas que Abril abriu” era um evento dedicado a José Mário Branco outra figura incontornável do panorama musical português. Os ensaios já estavam em marcha e muita logística tratada, foi uma pena cancelar, já que a revolução foi em Abril, comemorar em Novembro não faz muito sentido. As restantes oficinas são com crianças sendo aulas de conjunto na sua maioria. Os espectáculos de teatro infantil e concertos didáticos foram adiados para data incerta mas nunca antes de 2021”, recordou, sublinhando que a cultura atravessa a sua maior crise tanto financeira como de identidade.

“Fazer cultura está a ser uma missão para bravos, mas é possível se nos forem dadas as oportunidades. Acredito nos artistas, os verdadeiros artistas, que se reinventam e tornam possível a divulgação da sua arte”, adiantou, reconhecendo que “apoiar os artistas e a cultura é fazer crescer a sociedade e os seus indivíduos”.

“Uma sociedade sem cultura não é sociedade são um aglomerado de indivíduos que coabitam a mesma cidade, vila ou país. Esta é a oportunidade de se fazer diferente e começar por apoiar os que nos estão mais próximos.  Importante referir que este evento só é possível porque o município se envolveu na sua organização. O seu apoio é fundamental e sem ele a Associação não teria capacidade para o realizar”, explicitou.

A associação tem a sua atividade nas instalações da Escola da Quintã em Rebordosa.


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