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Vice-presidente da Câmara de Paços de Ferreira assumiu que fecho do município não impediu câmara de resolver problemas dos munícipes

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O vice-presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Paulo Ferreira, manifestou, esta quinta-feira, no programa Jornal Diário, conduzido por Paulo Lopes, que apesar dos casos detetados em julho no edifício dos Paços do Concelho, do fecho de portas  que foi imposto pelas autoridades de saúde, a autarquia esteve praticamente a funcionar e não deixou de responder às solicitações dos munícipes.

“Na altura em que tivemos esta má notícia, em que fomos obrigados a encerrar o edifício da câmara municipal a primeira ideia que tivemos foi evitar que as ficassem sem a possibilidade de tratar dos seus assuntos durante duas semanas. Nesse mesmo dia iniciamos um conjunto de diligências internas junto dos nossos serviços informáticos e conseguimos num prazo recorde instalar um sistema que permitia que os nossos funcionários que estavam em casa e com a preciosa colaboração dos agentes da Polícia Municipal, que estavam presentes no edifício, pudessem servir de cicerones às pessoas que passaram a ir à câmara municipal tratar dos seus assuntos e através de um pequeno ecrã falar com os funcionários, colocando as suas questões. Conseguimos tratar de todos os assuntos que tínhamos pendentes. Foi uma situação que não estávamos preparados para ela, mas os nossos serviços conseguiram dar conta do recado e de forma rápida pusemos a câmara a funcionar. Estivemos fechados apenas três dias e os restantes dias de quarentena foram feitos a trabalhar. Os nossos funcionários foram inexcedíveis e por isso os danos e prejuízos causados à população foram praticamente residuais”, disse, salientando que presentemente o concelho está a funcionar normalmente.

“Relativamente à situação pandémica do concelho continuamos com casos pontuais. Tal qual no país, o coronavirus continua presente, felizmente as pessoas têm tido os cuidados necessários, o distanciamento físico, o uso da máscara e isso tem impedido que tenhamos um número exponencial de casos. A situação no concelho é muito similar à que se passa no país. Vamos entrar numa fase mais complexa que é a fase do outono e do inverno e na câmara municipal estaremos muitos atentos à evolução da situação e se for necessário como fizemos no início da pandemia e em situações pontuais estaremos disponíveis a ajudar a população a ultrapassar este que é sem dúvida alguma o maior desafio das  nossas vidas e que queremos seja ultrapassado  rapidamente”, referiu..

O autarca reconheceu que a situação não foi fácil  para ninguém, nesta fase, e deu como exemplo o  seu caso, tendo ficado por opção, apesar de ter testado negativo 14 dias em casa, em completo isolamento.

“O facto de todo os dias acordarmos a ouvir falar do coronavirus  causa natural pânico às pessoas que têm a triste notícia de estarem infetados bem como às pessoas que poderão ficar infetados por terem estado próximo dessas pessoas. Obviamente que a primeira preocupação foi o estado de saúde das pessoas. Felizmente as coisas correram bastante bem, não houve problema nenhum, mas os primeiros tempos foram difíceis. Uns com a indicação de teste positivo, outros com teste negativo, mas obrigados a ficar em quarentena como foi meu caso e os meus colegas de vereação. Apesar do meu teste ter dado negativo cumpri escrupulosamente as indicações e fiquei durante 14 dias encerrado no meu quarto a falar com as minhas filhas,  muitas vezes, pelo whatsapp e pelo telefone porque são essas as regras. Obviamente que os riscos de contágio são muito grandes, apesar da possibilidade ser diminuta, tendo em conta o número de testes que firam  feitos, mas foram momentos naturalmente difíceis. No meu caso particular a única coisa que me impediu de ficar ainda pior foi o facto de estar a trabalhar ininterruptamente durante todo o momento em que estava acordado. O trabalho manteve-se exatamente igual”, afirmou.

Apesar das medidas restritivas e do permanente cumprimento das orientações emanadas pelas autoridades de saúde, Paulo Ferreira reconheceu que a autarquia optou, logo nos primeiros instantes, por definir estratégias e implementar medidas no sentido de apoiar setores vitais para a economia local.

“O comércio atravessou algumas dificuldades, mas felizmente as coisas estão menos más. Já a restauração continua com algumas dificuldades, daí termos implementado algumas iniciativas no sentido de tentar ajudar a revitalizar esta área de atividade. Naturalmente que temos de fazer esta recuperação de forma concertada e impedir a disseminação desta doença, mas pretendemos impedir também que o setor económico seja afetado com danos irreversíveis”, expressou.

“Não depende de nós prever como é que as coisas vão decorrer no próximo outono e inverno, mas com o surgimento da vacina acredito que vamos recuperar o crescimento que estávamos a ter no início deste ano”

Relativamente ao setor industrial, o vereador manifestou que quer o setor têxtil, quer o mobiliário estão a atravessar um momento positivo.

“As fábricas continuam a produzir bastante, continuamos a ter muitas encomendas e nesta fase e nesta área de atividade a situação é animadora. Temos problemas porque o desemprego no país, na região e no concelho, apesar de não ser ainda muito significativo, está a aumentar e isso traz também consequências à vida económica das empresas sobretudo ao comércio. É este o setor que poderá ser mais afetado e é sobre este setor que continuamos a ter maiores atenções. Não depende de nós prever como é que as coisas vão decorrer no próximo outono e inverno, mas com o surgimento da vacina acredito que vamos recuperar o crescimento que estávamos a ter no início deste ano, no concelho e no país e voltarmos à normalidade. Isto é um desafio novo, estamos sempre a aprender e aquilo que todos temos de fazer em todas as nossas atividades é darmos o nosso melhor e impedirmos que esta situação traga mais danos às pessoas. Teremos de trabalhar conjuntamente as duas áreas, a economia e a saúde, e é esse trabalho que temos de continuar a fazer”, avançou.

Questionado sobre a abertura do ano letivo já em setembro, Paulo Ferreira assumiu que continuam a existir algumas dúvidas, nomeadamente em matéria de transportes.

“O trabalho das nossas escolas tem sido exponencial, assim como da parte dos serviços municipais. Estamos a falar de uma reabertura do ano letivo e de uma situação absolutamente única e todos os cuidados estão a ser ponderados para que as escolas possam abrir com total segurança e ainda há questões pendentes e uma delas tem a ver com o transporte escolar. Esta é uma situação que preocupa o executivo municipal não só o impacto financeiro que essa medida pode ter, nomeadamente a redução da capacidade dos autocarros como a própria resposta das empresas, ou seja, se não se tiver em conta a capacidade das empresas disponibilizarem mais autocarros e mais horários poderemos sofrer problemas graves no concelho. Muitos pais e muitos filhos necessitam de se deslocar de autocarro. Esta é uma situação que nos preocupa, a nós e a todas as câmaras do país, e estamos a aguardar que uma solução definitiva seja tomada”, afirmou, sustentando, no entanto, que o município tem uma área relativamente pequena, cerca de 70 quilómetros quadrados.

Nesta matéria,  o vereador declarou que o município tem trabalhado com as escolas de forma a que o ano letivo arranque com total segurança.

“Tudo está pronto e definido, as estratégias estão montadas. Temos esta questão do transporte escolar e estamos a cerca de um mês da abertura do próximo ano letivo e é urgente que sejam tomadas decisões por parte do poder central para podermos  também nós garantir aos nossos alunos o transporte que sempre garantimos ao longo do ano”, atalhou.

“Não houve nenhuma família no concelho que ficasse sem a ajuda necessária, de forma naturalmente reservada porque isto já é um momento difícil”

No domínio Social, o vice-presidente da autarquia pacense, relevou a articulação com as instituições e associações do concelho, as empresas, mas também de vários cidadãos que em concertação com o município ajudariam os agregados mais vulneráveis.

“No pico da pandemia, nos meses de abril e maio foram meses difíceis. Além dos apoios que demos através dos serviços de ação social e foram  muitos, tivemos também empresas e cidadãos que nos ajudaram a ajudar e felizmente as coisas correram bastante bem. Todas as famílias que passaram por dificuldades e algumas ainda mantém essas dificuldades tiveram da parte da câmara municipal a porta aberta e esse problema foi sendo ultrapassado. Não houve nenhuma família no concelho que ficasse sem a ajuda necessária, de forma naturalmente reservada porque isto já é um momento difícil. Muitos dos pedidos de apoio foram feitos por parte de pessoas da classe média que de um momento para o outro ficaram sem qualquer tipo de rendimento. O cuidado que tivemos no passado mantivemo-lo agora, ou seja, todos os apoios são feitos de forma muito discreta e as famílias podem continuar a contar connosco. Se as coisas se agravarem estaremos novamente preparados para voltar a ajudar essas famílias”, sustentou.


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