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Paços de Ferreira: Vereador do Ambiente disse compreender revolta da população de Lordelo, mas garantiu que autarquia irá resolver problema com mais de 20 anos

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O vereador do ambiente da Câmara de Paços de Ferreira, Paulo Ferreira, disse, esta quinta-feira, no programa Jornal Diário, do Novum Canal, compreender a revolta da comunidade de Lordelo relativamente à entrada em funcionamento da Etar de Arreigada, mas garantiu que a autarquia sempre acompanhou este processo, com conhecimento de todas as partes, e irá resolver um problema que tem mais de 20 anos.

“Relativamente à questão da Etar, na câmara municipal sempre tivemos essa preocupação quanto à forma como a população, sobretudo, de Lordelo, encara a situação atual do Rio Ferreira. Agora, nisto é preciso fazer um pouco de história. O executivo municipal quando assumiu a liderança da Câmara de Paços de Ferreira, em 2013, a primeira preocupação que tivemos foi exatamente a questão da Etar de Arreigada. A etar já não funcionava há muitos anos, a poluição era sistemática e aquele equipamento era absolutamente obsoleto. Para conseguirmos fazer o que, entretanto, fizemos, a construção de uma nova etar, era imprescindível que houvesse apoio financeiro, tendo em conta a situação financeira difícil da câmara municipal. Sem apoios financeiros comunitários, nunca conseguiríamos fazer aquilo. E a primeira grande batalha do presidente Humberto Brito foi junto do Governo conseguir que fosse aberta uma exceção para Paços de Ferreira no sentido de ser possível um financiamento comunitário para a construção de uma nova etar. Depois de muito trabalho isso foi conseguido pelo presidente e depois seguiu-se os trâmites normais que demoram sempre tempo, o concurso público internacional, tendo em conta o valor da obra, superior a cinco milhões de euros.  O concurso foi aberto, os procedimentos são sempre algum morosos e a obra iniciou-se. Estava previsto estar em pleno funcionamento no final de 2019. Entretanto, surgiram dois problemas que acontecem muitas vezes em obras destas dimensão: um que foi rapidamente resolvido que tinha a ver com o fornecimento de energia  elétrica para este novo equipamento e depois tivemos um outro problema que foi o encerramento das fronteiras, com o aparecimento do coronavirus e tendo em conta que a empresa que ganhou o fornecimento dos equipamentos foi uma empresa austríaca, também, o facto de Portugal continuar na lista negra, impediu cidadãos da Áustria de virem a Portugal. Isso fez com que a fase final da obra, não a obra física, mas o que estava no contrato com essa empresa austríaca que tinha a ver com a ligação do tanque de tratamento biológico, que é o maior investimento, só aí estão cerca de três milhões de euros investidos, obrigava do  ponto de vista contratual à presença da empresa austríaca que faria isso”, explicou.

O autarca recordou que como a situação do coronavirus não se alterou, foi necessário entrar em negociações com essa empresa no sentido de se alterar aquilo que estava previsto contratualmente.

“Que era a não vinda deles fisicamente a Arreigada, mas  fazerem a monitorização do arranque desse tanque de tratamento biológico de forma remota. É isso que está a ser feito, ficará concluído ainda durante este mês de agosto. Este novo tanque de tratamento biológico que é único no país irá entrar em funcionamento no final deste mês de forma progressiva, começando a receber as águas que estão a ser tratadas nos dois primeiros tanques para serem tratadas do ponto de vista biológico e para serem lançadas completamente limpas e sem poluição nenhuma para o Rio Ferreira”, acrescentou.

Falando no atraso verificado na obra, Paulo Ferreira recordou que este atraso não pode ser imputado quer ao executivo municipal, quer à empresa austríaca.

“É verdade que esta obra atrasou pelas razões que, entretanto, disse, mas estamos a falar de um atraso que todas as pessoas compreenderão que não é imputável à câmara municipal, nem sequer à empresa austríaca, mas que tem a ver com as contingências que atravessamos.  Concordo perfeitamente com a revolta da população de Lordelo com quem temos tido sempre uma relação muito  próxima, quer com a junta de freguesia, quer com a câmara municipal. Nunca escondemos a verdade, nunca deixamos de reunir, até no local, com essas duas entidades. Este é o maior investimento que alguma vez foi feito na Câmara Municipal de Paços de Ferreira para resolver um problema que tinha mais de 20 anos e que ficará totalmente resolvido no final deste verão.  O atraso é significativo, mas vamos conseguir cumprir aquilo que era um dos nossos principais compromissos que era acabar com o flagelo do Rio Ferreira e ficarmos com uma etar das mais modernas do país, lamentando os transtornos causados no rio, mas tudo isto ficará definitivamente resolvido”, atalhou.

O vice-presidente da Câmara de Paços de Ferreira recordou que se não fosse a decisão assumida pelo atual executivo de avançar com uma nova etar, o problema persistiria ano após ano.

“Estamos a falar de uma situação que era absolutamente inaceitável, mas o que era inaceitável da nossa parte era não tentarmos fazer nada para resolver o problema, mas felizmente conseguimos fazê-lo. Repito é o maior investimento de sempre no concelho de Paços de Ferreira. Nunca fizemos um investimento tão grande numa obra como a que estamos a fazer na Etar de Arreigada e isso revela a nossa preocupação. Poderíamos fazer o que fizeram os nossos antecessores que era dizer que a Etar estava a funcionar normalmente. Agora, sabíamos que isso não era verdade e que precisávamos urgentemente de uma nova etar e ela está aí. Atrasada alguns meses é verdade, mas estamos a fazer aquilo que era a nossa obrigação e isso deixa-nos de consciência tranquila porque fizemos aquilo a que estávamos obrigados. Sei que nesta fase enquanto a etar não ficar em pleno funcionamento é difícil explicar a nossa boa fé neste processo todo”, acrescentou.

Questionado sobre o papel do autarca de Lordelo, Nuno Serra, o vereador do ambiente de Paços de Ferreira reconheceu que o autarca paredense assim como a Câmara de Parades sempre tiveram um papel interventivo neste processo, no sentido de tentar resolver o problema.

“ O presidente da Junta de Lordelo, assim como a câmara municipal de Paredes, desde o início  das suas funções teve uma grande batalha na luta pela construção da etar e nós também. Já na oposição batemo-nos para que a câmara municipal de então fosse resolvendo esse problema. Vamos resolvê-lo agora. Felizmente estamos a poucos dias do tanque de tratamento biológico funcionar e as pessoas notarão, não de forma imediata, a diferença abismal do antes e depois desta obra e o grande problema ambiental do concelho ficará resolvido”, atalhou.


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