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Câmara de Paredes integra projeto “Não Brinques com o Fogo”

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A Câmara de Paredes e Direção Regional de Cultura do Norte firmaram, esta quinta-feira, um acordo de colaboração tendo em vista a implementação do projeto-piloto “Não Brinques com o Fogo”, no âmbito da campanha “Portugal Chama. Por si. Por todos”.

O projeto tem como objetivos  contribuir para a mudança de comportamentos, redução de ignições e do número de incêndios rurais graves em Portugal.

O presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, admitiu,  numa alusão ao projeto, que dispensava que o município tivesse que vir a integrar esta medida pelas razões conhecidas e admitiu que é urgente apostar na prevenção.

“Tomara que o município não tivesse sido  escolhido para integrar este projeto. Já no passado o concelho foi atingido por um elevado número de ignições e este ano entre janeiro e junho voltou a acontecer o mesmo. Quase 20% das ignições a nível nacional eram do distrito do Porto e dentro deste distrito estavam concentradas em Paredes, Gondomar e Valongo”, disse, recordando que uma parte, que não chega a 10% terá na sua origem mão criminosa, sendo que a maior das ignições está relacionada com a falta prevenção e os comportamentos de risco.

Falando ainda do elevado número de ignições em Paredes, o autarca destacou que ao contrário do que acontece com os fogos urbanos, os fogos florestais tem a dificuldade acrescida dos reacendimentos.

“Uma vez apagados, havendo reacendimentos, voltar a mobilizar todos os meios, o tempo que se demora, faz com que as chamas se propaguem tornando mais difícil o seu combate”, acrescentou, avançando, contudo, que é com satisfação que o município e em especial as freguesias do sul do concelho vão integrar o projeto.

Alexandre Almeida reconheceu, também, que o projeto “Não Brinques com o Fogo” mistura a vertente cultural com a da prevenção dos incêndios, enaltecendo o facto daquele potenciar uma maior aproximação entre a administração regional do Estado e as autarquias.

“Faço votos que a mensagem que se quer transmitir chegue à comunidade e contribua para reduzir o número de incêndios em especial na zona sul do concelho, onde existe uma considerável mancha florestal”, acrescentou, reconhecendo que todos temos o dever de acautelar e preservar os recursos naturais.

O Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, destacou que este projeto pretende através das artes alertar e sensibilizar as pessoas para a necessidade de evitarem comportamentos de risco que possam provocar incêndios e desta forma colocar em causa os recursos naturais e destruir os ecossistemas.

“Quando a A AGIF – Agência para a Gestão dos Incêndios Florestais e o Ministério da Cultura começaram a preparar este projeto a ideia era que se destina-se aos espaços ou localidades onde se verificavam um maior número de ignições. Quando o processo foi operado por via das direções regionais recebemos a indicação por via da AGIF – Agência para a Gestão dos Incêndios Florestais dos sítios e das localidades onde devíamos desenvolver o projeto e de facto tanto Recarei como Aguiar de Sousa são duas freguesias onde há um número significativo de ignições e importa efetivamente sensibilizar as populações para os procedimentos de risco e para a eliminação desses procedimentos de risco, tendo em vista reduzir o  número de ignições”, expressou.

O diretor regional de Cultura do Norte reconheceu que a inovação deste projeto passa por permitir ensaiar um novo mecanismo de interação com as comunidades no sentido de  as elucidar para quais são  os procedimentos de risco e para a necessidade de reduzir esses procedimentos de risco.  

“Foi nessa perspetiva que a direção regional de Cultura do Norte abriu uma candidatura para que os agentes regionais da região fizessem uma proposta artística, tendo em conta um conjunto de condicionantes que estavam previamente estabelecidas para de facto comunicar às populações estas mensagens que não sendo novas, têm uma nova forma de serem difundidas”, referiu.

António Ponte enfatizou, também, a articulação que deve existir entre a administração regional e as autarquias.

“Esta articulação é muito importante. Compete-nos fazer o contacto com os agentes artísticos, tratamos  do procedimento concursal, mas o trazer para o território, o escolher dos sítios depende desta articulação entre a administração desconcentrada do Estado e as autarquias, sejam as câmara municipais, sejam as juntas de freguesia, é muito importante”, expressou.

As ações no âmbito deste projeto serão apresentadas e irão abranger as freguesias de Aguiar de Sousa e Recarei.


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