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Jovens do programa do Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas assumem necessidade de todos contribuírem para um ambiente mais sustentável

Fotografia: Câmara de Paredes

Os jovens que participaram ou iniciaram, esta segunda-feira, o programa do Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas, uma iniciativa IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P,  a que a Câmara de Paredes se associou pelo terceiro ano, admitiram que o projeto além de promover as boas práticas ambientais, contribui para a preservação dos recursos e dos ecossistemas que existem no território.

Ao Novum Canal, Miguel Valério, de Cete, um dos jovens que integrou, esta segunda-feira, o segundo grupo de jovens  que se inscreveram no programa, num total de 20, e que têm como área de intervenção o Parque do Rio Ferreira, em Lordelo, assumiu estar satisfeito por fazer parte deste grupo, apesar de ser ainda precoce fazer um balanço desta experiência.

O jovem, a frequentar o curso de Biologia Marinha, na Universidade do Porto, admitiu que foi a paixão que tem pela floresta e pela valorização dos recursos e dos ecossistemas que o levaram a abraçar pela primeira vez este projeto.

Além da afinidade com a natureza e pela valorização dos seus recursos, o jovem admitiu que o facto de estar a fazer o curso de Biologia Marinha e estar integrado num grupo de escuteiros, neste caso, no grupo 203 de Paços de Sousa, no concelho de Penafiel, foram decisivos para que se inscrevesse no programa.

Falando do programa do Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas, Miguel Valério destacou que o primeiro dia foi mais para conhecimento do programa, o seu enquadramento, objetivos a missão, tendo o arranque dos trabalhos sido precedido de uma apresentação prévia que contou com a presença do vice-presidente do município, Francisco Leal, acompanho do vereador da Juventude, Paulo Silva, e do presidente da Junta de Freguesia de Lordelo, Nuno Serra, e do presidente da Junta da Sobreira, João Gonçalves.

Já na junta de freguesia da Sobreira, os jovens ficaram a conhecer um pouco melhor a história da vila da Sobreira, assim como os locais onde vão realizar, durante esta fase, as várias ações e atividades previstas no âmbito do programa, seja de identificação, monitorização ou até mesmo de vigilância dos recursos e ecossistemas.

Miguel Valério referiu que o projeto além de fomentar uma maior consciencialização ambiental. tem como foco a necessidade de salvaguardar o património, permite interiorizar e assimilar práticas no âmbito da proteção da natureza, florestas e respetivos ecossistemas, assim como sensibilizar a comunidade para a importância das florestas e dos seus recursos.

O jovem universitário confirmou que durante o programa, o grupo irá fazer a inventariação e monitorização de espécies; vigilância nas áreas definidas pelas entidades locais de coordenação, inventariação de áreas necessitadas de limpeza, inventariação e monitorização de áreas florestais, atividades de controlo de espécies invasoras e outras atividades integradas nas áreas de intervenção do programa.

Fotografia: Câmara de Paredes

Referindo-se à missão e objetivos do programa, o jovem manifestou que o programa além de fomentar uma maior consciencialização sobre a importância dos recursos  e a necessidade de os salvaguardar, permite sensibilizar as comunidades locais e a população em geral para a necessidade de preservar os ecossistemas e, neste período, manter-se vigilante e cooperante com as autoridades na prevenção dos incêndios florestais e outras catástrofes com impacto ambiental.

“As comunidades têm de perceber que os seus atos têm consequências. Todos somos agentes e chamados a preservar o meio ambiente e a contribuir para a sustentabilidade ambiental. Nesse sentido, acredito que este programa e a participação dos jovens nestas atividades pode constituir  também para que outros jovens tenham a oportunidade de com o seu contributo envolver a própria comunidade para a necessidade de cultivar boas práticas e zelar por um património que é de todos”, acrescentou.

Gabriela Coelho, residente em Rebordosa, que participou no primeiro grupo, enalteceu, também, a importância do programa na proteção da natureza, florestas e respetivos ecossistemas, reconhecendo que esta foi a segunda vez que participou no projeto.

“Gostei bastante da experiência, das atividades que fomos desenvolvendo em Baltar, uma vez que fazia parte do grupo de Baltar. Por outro lado, este programa permite aos jovens conhecer melhor o território, aquilo que são as suas potencialidades, os seus recursos naturais, na medida em que fomenta a deslocação para freguesias diferentes”, expressou, salientando que durante a fase em que esteve na vila de Baltar  foram várias as atividades em que participou.

“Realizamos um cartaz para sensibilizar a comunidade para a necessidade de nesta fase evitarem as queimadas, fizemos vigilância, Inventariação e monitorização de espécies invasoras, limpezas das florestas, identificação de depósitos ilegais, transporte dos mesmos para o ecocentro de Cristelo, entre outras atividades, etc…”, confirmou.

Fotografia: Câmara de Paredes

A jovem de Rebordosa, de 22 anos, no primeiro ano de mestrado em psicologia clínica, enfatizou, também, o facto do programa sensibilizar as populações para a importância de proteger os recursos ambientais, garantirem a sua sustentabilidade e evitarem determinados comportamentos de risco que podem colocar em causa aquilo que são as boas práticas ambientais e a necessidade de prevenir incêndios florestais e outras catástrofes com impacto ambiental.

Gabriela Coelho concordou que o programa deveria ser replicado por mais freguesias do concelho, mas para isso é necessário que mais juntas de freguesia aderiram ao mesmo.

Refira-se que o programa do Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas envolve 40 jovens voluntários de Paredes com intervenções nas freguesias de Aguiar de Sousa, Sobreira, Parada de Todeia, Baltar e Lordelo.