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Associação Jornada Principal faz balanço positivo do buzinão e marcha lenta contra aterro de Sobrado

Fotografia: Associação Jornada Principal

A associação ambientalista Jornada Principal fez um balanço positivo do protesto que  decorreu este sábado no concelho de Valongo, que teve início com início no Largo do Passal em Campelo, Sobrado e teve como percurso Sobrado-Campo-Valongo-Alfena-Sobrado.

Ao Novum  Canal, a porta-voz da associação ambientalista Jornada Principal, Marisol Marques esclareceu que o protesto contou com a presença de 1000 pessoas e cerca de 500 viaturas.

Marisol Marques realçou que a presença dos habitantes de Sobrado e de outras freguesias do concelho prova que os habitantes estão solidários com esta causa e têm como meta continuar a pressionar as autoridades para que encerrem o aterro de Sobrado.

A porta-voz da associação ambientalista Jornada Principal confirmou que os habitantes de Sobrado, mas também de outras freguesias do concelho,  estão irmanados nesta luta e na defesa da sua qualidade de vida e em colocar cobro ao que consideram ser um atentado ambiental.

Marisol Marques reiterou, também, que a associação registou com agrado as declarações do Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, que se pronunciou sobre as conclusões da inspeção feita ao aterro, confirmando que estas “só pecam por tardias”.

Fotografia: Associação Jornada Principal

“Foi, também, com agrado que verificamos um retrocesso positivo em relação à resposta do senhor Ministro do Ambiente que, aquando a sua intervenção na Comissão de Ambiente, demonstrou uma clara desvalorização pelas nossas reivindicações”, disse, salientando que a associação  teve conhecimento, entretanto, do esclarecimento dado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) sobre a intenção de suspender temporariamente algumas licenças do aterro de Sobrado, no concelho de Valongo.

Ao Novum  Canal, a porta-voz da associação ambientalista esclareceu que apesar do esclarecimento  da CCDR-Norte, as medidas anunciadas  são insuficientes e a associação vai continuar a lutar pelo encerramento  total do aterro.

Marisol Marques confirmou mesmo que a curto prazo será anunciada mais uma ação de protesto no sentido de continuar a pressionar as autoridades a encerrar esta infraestrutura.

A porta-voz da associação ambientalista recordou, também, que o movimento avançou já com uma ação administrativa popular para que sejam retiradas as licenças ao aterro de Sobrado, justificando que o equipamento “está mal licenciado do ponto de vista urbanístico”.  

Segundo Marisol Marques, com esta ação, é objetivo declarar a nulidade das licenças.

Fotografia: Associação Jornada Principal

A porta-voz anunciou, ainda, que a associação está disponível a eventualmente avançar com outras ações e até recorrer às instâncias internacionais no sentido de garantir e zelar pelo bem-estar dos habitantes de Sobrado assim como preservar o meio ambiente.

Marisol Marques recordou que é possível encontrar uma solução para este problema assim as entidades competentes e responsáveis o pretendam.

“Estamos perante um atentado à saúde pública e ao ambiente, o povo de Sobrado não pode continuar a sofrer com este flagelo. Lembramos que é do conhecimento do senhor Ministro do Ambiente que a CCDR-n já notificou a Recivalongo para que enviasse um plano para resolver o atual incumprimento legal, nomeadamente a mistura de resíduos com o Cod. 17 06 05* (Materiais de construção contendo amianto) misturado com resíduos biodegradáveis na mesma célula (o que viola o previsto na alínea c do n.º 2 do artigo 34.º do Decreto Lei nº 183/2009 de 10 de agosto). Esta entidade tem  atuado, até então, em total incumprimento, com o conhecimento e consonância das entidades competentes e fiscalizadoras”, disse, salientando que o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, embora não sendo a entidade que “pode tirar licenças”, “pode e deve atuar sobre as entidades que dependem e são da responsabilidade da sua tutela, deixando para trás a prática do “jogo do empurra” com a nítida finalidade de protelar a decisão que o povo de Sobrado há tanto espera, o encerramento do aterro que foi ilegalmente construído. Dele e dos serviços do Ministério do Ambiente, depende a salvaguarda da causa ambiental e da saúde pública”.

Fotografia: Associação Jornada Principal

Marisol Marques manifestou, por outro lado, aguardar “uma atuação firme, exemplar e célere por parte da CCDR-n, que puna os infratores, defenda a saúde pública dos habitantes do concelho de Valongo, e especial os sobralenses, e que não seja subserviente a interesses de empresas privadas, em detrimento dos interesses da população”, expressou, acrescentando: “Esperamos, ainda, que daqui para a frente o Sr. Ministro Matos Fernandes seja realmente Ministro do Ambiente, atuando em prol da defesa da saúde pública e do ambiente. Assim é o dever do Estado e de quem nos governa!”.