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Jovem do Conservatório do Vale do Sousa venceu concurso online para trompistas

Fotografia: Diogo Pinto

Diogo Pinto, jovem residente em Lousada e aluno do Conservatório do Vale do Sousa, venceu o ‘’Concurso Jovens Trompistas’’, competição online que decorreu em junho e contou com vários executantes de diferentes pontos do país.

O concurso foi organizado pelo Cor Leonis HornClub em colaboração com o agrupamento Trompas Lusas, subdividindo-se em três modalidades: Jovem Trompista Juvenil (até 15 anos de idade),  Jovem Trompista Júnior (até 18 anos de idade) e Jovem Trompista Superior (até 23 anos de idade).

“O ‘’Concurso Jovens Trompistas’’ realizou-se online, durante os meses de abril, maio e junho, através do envio de gravações feitas em casa para a plataforma Youtube. Foi organizado pelo trompista Bernardo Silva, professor da Escola Profissional de Música de Espinho, Universidade de Aveiro, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, membro do Quarteto Trompas Lusas e da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. O concurso estava dividido em três categorias: juvenil, júnior e sénior. Eu fiz parte da categoria juvenil e fui avaliado por um júri composto por três professores de trompa de renome nacional”, disse Diogo Pinto, salientando  que na sua categoria participaram 26 músicos dos quais apenas 11 passaram à final.

Falando do sentimento  de ter ganho este concurso, o jovem lousadense não escondeu o regozijo por ter vencido esta competição.

“Foi uma ótima sensação de reconhecimento do meu trabalho, do profissionalismo do meu professor e da instituição onde estudo” expressou, salientando que frequenta o Conservatório do Vale do Sousa há 6 anos letivos.

“ Entrei com 9 anos e nunca mais pensei em sair”, avançou, sustentando que a paixão pela musica é algo que começou a crescer consigo e que o faz sentir-se bem.

“A paixão pela música surgiu com a tomada de consciência de que conseguia corresponder ao que me era pedido pelos professores e que isso me dava muita satisfação pessoal”, referiu.

O jovem lousadense participou já em vários concertos, sendo presença assídua nos concertos a solo de final de período do Conservatório do Vale de Sousa e nos concertos da Orquestra de Sopros do CVS, tanto nos auditórios do Vale do Sousa como na Casa da Música.

“Sou membro da Banda Musical de Lousada e no verão damos muito concertos pelo país. Também já fiz parte de um Quinteto de Metais, com o qual tive muitos concertos pela zona do Vale do Sousa, noutras escolas e na Casa da Música”, sublinhou.

Questionado sobre a sua carreira e se a música fará parte do seu percurso profissional, Diogo Pinto esclareceu que está a fazer o curso especializado de música no Conservatório do Vale do Sousa, na classe de trompa, admitindo ter também interesse por outras áreas da música.

“Estou a seguir o curso especializado de música no CVS, na classe de trompa do professor Nuno Costa. Terminei agora o 10º ano e pretendo seguir para a universidade. A longo prazo gostaria de explorar outras áreas da música, como direção e composição.”, atalhou, reconhecendo que em Portugal as possibilidades de se singrar  profissionalmente na área da música são bastantes limitadas.

“Se o governo investisse mais na cultura, havia condições para fazer carreira em Portugal. Como isso não acontece, já estou mentalizado que terei de ir lá para fora…”

Fotografia: Diogo Pinto

“Se o governo investisse mais na cultura, havia condições para fazer carreira em Portugal. Como isso não acontece, já estou mentalizado que terei de ir lá para fora… Talvez Alemanha, Áustria ou Holanda”, afirmou.

Questionado sobre a importância e a notoriedade que o Conservatório do Vale do Sousa tem atualmente, Diogo Pinto não hesitou em confirmar que a instituição dispõe de um excelente corpo de docentes, sendo uma referência na região.

“O Conservatório do Vale do Sousa tem excelentes professores, alunos empenhados em aprender, está muito bem organizado e tem boas instalações. A Diretora Pedagógica, professora Fernanda Alves, é uma ótima pessoa e está sempre disponível para nos ajudar no que for preciso”, confessou, reiterando que esta área deveria ser encarada da mesma forma que os ditos cursos tradicionais, como a medicina e as engenharias.

“Sim, considero que se deve olhar para os cursos de música da mesma maneira que se olha para os cursos de medicina, engenharia ou arquitetura. Não entendo por que razão a maioria das pessoas acha que música não é curso nem um modo de vida com futuro. Felizmente, os meus pais sempre me apoiaram nesta decisão de seguir música”, atalhou.

Como chefe de naipe que é, Diogo Pinto admitiu que tem de estar sempre à altura  e corresponder ao que lhe é solicitado enquanto responsável de secção, motivando os demais elementos.

“O chefe de naipe tem de dar o exemplo, tem de estar sempre à altura do desafio e ajudar/incentivar os outros membros do naipe a superarem-se a si próprios. Não é fácil, mas vou dando o meu melhor e sei que posso contar sempre com a ajuda do meu maestro, o professor Filipe Fernandes”, confirmou,  reconhecendo que no Conservatório do Vale do Sousa o seu trabalho é respeitado pelos colegas e amigos.

“Penso que ganhar o concurso também foi uma prova de que o meu trabalho também é valorizado fora das minhas raízes”, asseverou, referindo que nem sempre é fácil conciliar o ensino da música com os demais estudos.

“Nem sempre é fácil, principalmente na fase dos testes e das provas, mas com empenho e determinação tudo se consegue”, lembrou.

O ’Concurso Jovens Trompistas’’ tem como propósitos estimular e incentivar os jovens para o estudo da trompa e foi instituído com o objetivo de possibilitar que os executantes deste instrumento, durante a fase de pandemia, pudessem continuar a exercitar a paixão pela música.

O júri foi constituído professores de trompa e trompistas de referência nacional, com vasta experiência no panorama musical português.