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“Investimento na ferrovia é fundamental e crucial para a coesão territorial da região”, presidente da Câmara do Marco de Canaveses.

A presidente da Câmara de Marco de Canaveses, Cristina Vieira, realçou que as autarquias têm de estar disponíveis para em articulação com o Governo contribuírem para o esforço e o investimento que está a ser feito na ferrovia e no estúdio prévio para a construção da Linha Ferroviária do Vale do Sousa.

As declarações da autarca marcuense foram proferidas à margem da conferência de imprensa sobre as isenções das taxas de ligação e ramal às redes de água e saneamento e tiveram, também, como ponto de referência o protocolo que foi recentemente assinado  entre as  Infraestruturas de Portugal (IP), a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, as quatro autarquias do Vale do Sousa (Paços de Ferreira, Paredes, Lousada e Felgueiras) e a Câmara de Valongo para a realização do estudo prévio sobre a construção da futura linha ferroviária do Vale do Sousa.

“Estamos a Falar de um investimento crucial e estrutural para a região. Estou a falar em causa própria porque o Governo concretizou um objetivo há muito ambicionado por estas populações que foi a eletrificação da linha até ao Marco de Canaveses e implementou o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), um programa igualmente importante para esta região. Estamos a lançar  a concurso um novo parque de estacionamento junto à estação do Marco de Canaveses porque mais do que quadruplicaram as viaturas que estacionam todos os dias junto à estação, verificando-se que existe efetivamente um número de clientes significativos junto estação que apanham o comboio que agora é elétrico e é mais confortável, em movimentos pendurais entre o Marco e o Porto eque são mais rápidos e cómodos. Este investimento permite que os jovens do concelho e não só desloquem-se com toda a segurança e comodidade até à cidade do Porto.  Há esta oportunidade de beneficiarem de um passe que custa cerca de 40 euros e que antes custava 189 euros. Há estudantes que antes arrendavam casa na Área Metropolitana do Porto e que hoje devido à possibilidade de beneficiarem do programa PART, um programa financiado pelo Governo e pelos autarcas, têm a possibilidade de usufruírem destas benesses”, revelou, sustentando que estes investimentos contribuem para consolidar a coesão territorial.

“ Estamos a fazer um investimento na coesão territorial porque o Porto está cada vez mais próximo do Marco de Canaveses. Por outro lado, a autarquia dá condições aos estudantes de se deslocarem todos os dias do Porto ao Marco, sem terem de arrendar casa no Porto, onde a especulação imobiliária tornou estas casas quase proibitivas e insuportáveis para o orçamento familiar de muitas famílias”, avançou.

Cristina Vieira declarou, ainda, que além dos 40 euros, valor do passe, com mais 10 euros, um estudante consegue circular em toda a Área Metropolitana do Porto.

“Acho que esta foi a medida mais significativa e a que teve mais impacto na coesão territorial e por isso tudo o que forem investimentos na ferrovia e na rodovia são bem-vindos e fulcrais para a coesão territorial e por isso os autarcas têm de estar satisfeitos e disponíveis  para colaborar naquilo que for necessário com o Governo para que esse investimento possa ser feito”, afiançou.