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Afluente do Rio Ferreira poluído duas vezes no espaço de uma semana

Fotografia: Junta de Freguesia de Raimonda

O afluente do Rio Ferreira, em Raimonda, no concelho de Paços de Ferreira, voltou a ser poluído, sendo já duas as vezes, no espaço de uma semana, que tal sucede.

Ao Novum Canal, o presidente da Junta de Freguesia de Raimonda, Jocelino Moreira,  lamentou o sucedido e mostrou-se sem palavras para descrever o cenário que encontrou.

“ Depois da Junta de Freguesia de Raimonda ter requalificado toda a área evolvente ao tanque de Parada e colocado vários peixes no leito do afluente, fomos confrontados, um dia depois, com uma coloração esbranquiçada no leite do afluente. Já esta semana, fui alertado, para uma outra situação lamentável e inenarrável que acredito esteja relacionada com descarga de uma fossa”, disse, considerando este ato inadmissível.

“No Dia Mundial da Conservação da Natureza, relato mais um atentado contra a natureza, contra Raimonda. Isto não se faz. Começa a ser preocupante a insensibilidade com que algumas pessoas tratam o bem comum, tratam a natureza… Na semana passada, dia 20 de Julho, noticiámos a colocação de peixes no rio em Parada, menos de 24h00 depois uma descarga poluente. A rápida intervenção, com a ajuda de populares, resolveu o problema e os peixes sobreviveram”, disse num curto comentário que deixou na página oficial da Junta de Freguesia.

Fotografia: Junta de Freguesia de Raimonda

Ao Novum Canal, o autarca declarou já ter participado o caso à GNR e à Câmara Municipal de Paços de Ferreira.

Jocelino Moreira realçou, ainda, que novamente a rápida intervenção e ajuda de populares conseguiu minimizar esta situação.

O responsável pela Junta de Raimonda afirmou que para já tem sído possível minimizar  os impactos que este tipo de situações provocam, advertindo, no entanto, para a possibilidade dos mesmos poderem suceder à noite, com resultados bem mais nefastos para todo o ecossistema e o próprio afluente do rio.

“Para já temos sido advertidos para este tipo de situações, mas é evidente que se acontecerem à noite, só no dia seguinte poderemos atuar e aí os estragos serão bem mais significativos”, afirmou, lamentando que as juntas de freguesia não tenham competência nem meios para agir nestas circunstâncias.

“Alguém que tenha mão firme e puna os prevaricadores. O bem público tem de ser salvaguardado, a natureza não merece este tratamento!!!”, escreveu na página da Junta de Freguesia.