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Lousada: Moradores do Bairro Dr. Abílio Moreira queixam-se de barulho até altas horas, festas e ajuntamentos. Situação prolonga-se há vários meses.

Os moradores do Bairro Dr. Abílio Moreira, localizado em Lousada, queixam-se de barulho recorrente até altas horas, festas e ajuntamentos nomeadamente em tempo de confinamento face à pandemia e outro tipo de situações que tiveram repercussão no início do mês com a GNR a ser chamada ao local, para impedir uma festa de aniversário.

Segundo o vereador da Ação Social ao longo dos últimos meses, tem sido reportados às autoridades policiais, ao IHRU e à Câmara Municipal de Lousada, “um conjunto de queixas por comportamentos menos próprios por parte de pessoas residentes e outras externas ao bairro que se juntam na zona verde em frente ao Pingo Doce e, alegadamente e tanto quanto apuramos face às queixas que recebemos, envolve pessoas de etnia cigana. Por diversas vezes tive oportunidade de falar com os residentes em causa, numa perspetiva pedagógica para que tenham em atenção a esta situação, mas não tem sido correspondido”, referiu.

De acordo com o autarca, “os moradores queixam-se de barulho recorrente até altas horas, festas e ajuntamentos nomeadamente em tempo de confinamento face à pandemia e outro tipo de situações que tiveram elevada repercussão no início do mês com uma festa de aniversário que se transformou num conjunto de desavenças entre elementos de etnia cigana, segundo GNR, e que esta autoridade teve que ser chamada ao local. Posto isto, recebi moradores que se queixaram da família em causa, nomeadamente com o arremesso de um sofá do 2.º andar para o R/C, desavenças e insultos entre vizinhos e outras situações que, a serem verdade, não podem ser permitidas numa sociedade em que todos temos que saber viver e conviver dentro de certos limites”, referiu o autarca que adiantou que “face a esta desmobilização das pessoas, recebemos queixas que alguns destes elementos que se encontravam no local, ao fugir, bateram em vários casos estacionados e que pertenciam aos moradores”.

“Doa a quem doer, nós iremos estar sempre do lado da solução e não do problema. Iremos estar do lado de quem leva uma vida tranquila e não de quem promove recorrentemente conflitos”

Ao Novum Canal, o responsável pela pasta da Ação Social esclareceu que o município “tem tentado desde início manter um papel de bom senso e alerta junto dos envolvidos mas não temos sido bem sucedidos porque os problemas continuam. Por essa via, já falamos com a direção regional do IHRU para que estes possam intervir face às queixas que tem”.

“Ainda assim, eu próprio promovi duas reuniões em que ouvi todas as versões e pontos de vista – os moradores e a família em questão. Às queixas dos moradores, tivemos a negação de todos os factos por parte da família, apesar de nos terem sido facultados vídeos e outras imagens. Se o Bairro Dr. Abílio Moreira fosse do município e à luz do regulamento em vigor, já tínhamos atuado de acordo com o que a legislação prevê. Como não somos proprietários do empreendimento social, resta-nos esperar por uma atuação do IHRU, mas tudo iremos fazer para que, com total justiça e independência, se promova uma solução para a situação. Parece-me que não é sensato continuarmos num clima de contínua conflituosidade, em que há pessoas que não cumprem as regras normais de convivência em comunidade. Queremos um clima de total apaziguamento e respeito uns pelos outros. Queremos ajudar, mas as pessoas em causa também tem que cumprir e quererem ser ajudadas de acordo com as regras”, expressou, reconhecendo que a solução passaria sempre pela sadia convivência entre as pessoas.

“Sabemos que existem problemas em todos os lados e ninguém pode ser excluído ou marginalizado por questões intrínsecas às suas crenças, cultura, raça ou opiniões, mas também é verdade que existem leis e regras para cumprir para qualquer cidadão. Apesar da gestão deste Bairro não ser da CM Lousada, é muitas vezes a nós que nos vêm bater à porta. Estamos mais próximos das pessoas e muitas vezes somos o apoio social que elas precisam para ultrapassar momentos difíceis, mas também temos que ter regras e exigir das pessoas. Não podemos pactuar com desavenças repetidas e, mais do que a opinião ou queixas de moradores, são factos apresentados pelas autoridades, neste caso a GNR. Por isso, doa a quem doer, nós iremos estar sempre do lado da solução e não do problema. Iremos estar do lado de quem leva uma vida tranquila e não de quem promove recorrentemente conflitos. Por essa via, do que temos conhecimento e face à situação, cabe-nos reportar o assunto ao IHRU que é quem tem competência para decidir a situação dos residentes no Bairro Dr. Abílio Moreira”, acrescentou.

Questionado se existe um clima de medo por parte dos moradores que residem no bairro, o vereador declarou não achar que exista medo, mas a existir defendeu que este sentimento tem que ser alterado.

“Não acho que exista medo e, a existir, esse sentimento tem que ser alterado. As pessoas tem que viver em suas casas de forma positiva e sem receios por parte de quem quer que seja. Mas os comportamentos problemáticos tem que ser evitados, sob pena de gerarem escaladas insuportáveis para o que se pretende que seja uma habitação social, nomeadamente o Bairro Dr. Abílio Moreira que, apesar de existir um caso ou outro menos positivo, tem sido ao longo dos anos uma zona habitacional com pessoas de muito valor, trabalhadores e que construíram uma comunidade forte, unida e sem problemas”, afiançou