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Presidente da CIM Tâmega e Sousa defende que fundos comunitários devem ser canalizados para onde são efetivamente necessários

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e da Câmara de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, que participou, esta sexta-feira, no encontro “Os Caminhos da Recuperação Económica em Portugal: Hipóteses a Norte”, no Porto, defendeu que os cerca de 45 mil milhões de euros que o país vai receber em subsídios devem ser devidamente  investidos e direcionados para revitalizar o setor empresarial e ajudar as famílias a superar esta fase, na sequência da Covid-19.

Ao Novum Canal, o responsável pela CIM Tâmega e Sousa defendeu que urge envolver os autarcas e demais parceiros numa estratégia concertada, que permita  definir áreas de intervenção e medidas específicas que vão de encontro àquilo que são as necessidades do território e aos desafios com que este está confrontado, mas, também, com o objetivo de preparar o novo Quadro Comunitário de Financiamento que estará em vigor durante a próxima década, o Portugal 2030.

Falando dos fundos comunitários aprovados  pelo Conselho Europeu para Portugal, o presidente da CIM Tâmega e Sousa  manifestou esperar que o  tais 45 mil milhões atribuídos ao país sejam aplicados de forma célere e eficaz, permitindo revitalizar  as empresas, estimular a economia e o investimento e criar emprego qualificado.

Na questão dos fundos comunitários, Gonçalo Rocha enfatizou o trabalho do Governo e de António Costa, assumindo mesmo que este teve um papel e um protagonismo fundamental neste processo, numa fase difícil para a economia nacional que  viu o seu setor empresarial ser fortemente afetado.

O autarca paivense declarou, também, que algumas das áreas que carecem de maior apoio e investimento já estavam inclusive definidas no âmbito das prioridades do Programa Portugal 2030 e vão desde a questão demográfica, a valorização dos produtos endógenos, o investimento na ferrovia, que considerou uma área fundamental para o futuro da região e a mobilidade no território, mas também as acessibilidades, a transição digital, a eficiência energética, entre outras.

Gonçalo Rocha declarou, por outro lado, que a medida do lay-off que foi atribuída pelo Governo às empresas e que se revestiu de uma importância significativa para muitas unidades empresariais, numa primeira fase, não pode perdurar no tempo, porque não há país que aguente esta situação, sendo vital ter o mercado a funcionar, assim como o turismo que sofreu uma queda entre os 14 e os 15%. do produto interno bruto.  

O autarca reconheceu que num momento de grande incerteza e dificuldade para o país, o apoio comunitário é determinante para consolidar o trabalho que vinha sendo realizado na região e permita ao território voltar ao caminho do progresso.