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Projeto de construção da nova igreja de Freamunde entre os 10 finalistas ao prémio internacional de arquitetura sacra

Fotografia: Alexander Bogorodskiy

O projeto da construção da nova Igreja de Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, da autoria do arquiteto Vítor Leal Barros, é um dos 10 finalistas ao prémio internacional de arquitetura sacra, o ‘Pritzker’ da arquitetura sacra.

Das 114 propostas inicias, apenas 10 estão na fase final.

Ao Novum Canal,  o arquiteto Vítor Leal Barros optou por não avançar com nenhuma conjetura, nesta fase, quando ao resultado  final, mas admitiu que o facto da sua proposta estar entre as finalistas o deixa satisfeito e comprova que o caminho que tem trilhado é reconhecido e avaliado.

Falando da igreja do Divino Salvador de Freamunde, Vítor Leal Barros destacou que a sua conceção teve em conta a questão do contexto em que o templo se insere e enquadra, ao lado da antiga Igreja Matriz.

Não queríamos tirar o prestígio da antiga Igreja Matriz. Julgo até que com a construção da nova  Igreja, a antiga Matriz ganhou maior destaque. Parece que uma precisa de enquadrar a outra e ambas vivem juntas”, expressou.

Vítor Leal Barros confirmou, também, que houve uma segundo aspeto que pesou na conceção do tempo, o do recolhimento e das igrejas contemporâneas serem, hoje, encaradas como ilhas de silêncio, num convite à meditação e ao recolhimento.


Fotografia: Alexander Bogorodskiy

A este propósito, o arquiteto realçou que foi criado um adro que funciona como um filtro entre a rua e o interior da igreja do Divino Salvador, que funciona com um espaço de transição para fazer esse percurso do silêncio.

Vítor Leal Barros esclareceu, também, que o projeto acústico e os próprios materiais foram trabalhados no sentido de convidar ao silêncio e potenciar esse mesmo recolhimento.

O arquiteto confirmou, ainda, que o novo templo não tem campanário, mas a questão da luz tem aqui um peso preponderante, uma vez que funciona como uma espécie de chamamento, exercendo assim as funções dos sinos e do campanário que eram presença assíduas nas igrejas antigas.

Neste espaço, a função do sino é cumprida pela luz”, acrescentou, acrescentando que a própria porta é transparente, podendo ser encarada com uma porta democrática, numa alusão a uma igreja mais aberta e em constante missão.

Questionado sobre o resultado final da obra, o arquiteto avançou não estar descontente com a mesma, que este foi um processo longo iniciado em 2009 e concluído no final de 2019.

A nova igreja tem uma capacidade para 600 pessoas e integra uma sacristia, casa mortuária e uma sala polivalente.

O vencedor será anunciado no final do mês de Julho e escolhido pelo júri composto pelo Arq.º Tadao Ando, Arq.º Cristian Undurraga e pelo presidente da Fundação Frate Sole, Luigi Leoni.