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Ilha dos Amores, em Castelo de Paiva, recebeu recentemente ação de limpeza

O Município de Castelo de Paiva concretizou, recentemente, uma ação de limpeza na Ilha dos Amores, também conhecida como Ilha do Castelo, localizada no Rio Douro, num local idílico junto à foz do Rio Paiva, procurando garantir melhores condições a quem, neste tempo de Verão, visita este fantástico e atrativo lugar.

Fotografia: Município de Castelo de Paiva

     Na confluência do Rio Paiva com o Douro, onde se avista três concelhos e três distritos, localiza-se esta encantadora ilhota, em frente à zona ribeirinha do Castelo, freguesia de Fornos, onde tempos atras foi descoberta a estrutura de uma antiga Ermida do Séc. XV. Este é espaço fantástico, que desperta os jovens para a prática de desportos náuticos ou mesmo para um animado acampamento em período estival.     

     A ilha tem um enorme potencial turístico que importa ser constantemente valorizado, conforme evidencia a vereadora Paula Melo, responsável pelo Pelouro do Turismo da autarquia paivense, mostrando-se orgulhosa pela atratividade deste local único, complementado por infraestruturas que tornam mais agradável a frequência do local, estando equipada com ancoradouro para pequenas embarcações de recreio e mesas para apetecíveis piqueniques, tendo a autarquia paivense procedido ao enrocamento da ilha para proteger este pequeno território da erosão, provocada pela frequência de ondas formadas pela passagem de grandes embarcações turísticas e pelo movimento de subida e descida no nível da água.

     Quando este local ainda era acessível a partir da margem direita do Rio Paiva, realizava-se aqui, desde o século XVIII, a Feira de S. Miguel, mas atualmente só se consegue chegar à ilha de barco, o que a torna ainda mais atrativa. Existem também vestígios de uma torre defensiva do Século XII, podendo observar esses vestígios no penedo que se encontra a maior altitude da ilha, atrás de buracos de poste que serviriam para assentar a estrutura da torre de vigia.

     Formada por blocos de granito e por sedimentos, como areias e seixos que aqui se foram acumulando, a sua flora é rica e diversificada, com espécies como o pinheiro, o carvalho, a oliveira, o sobreiro, o loureiro, o marmeleiro, o amieiro, a murta, o lódão e o trovisco. Diversos achados arqueológicos do período neolítico/calcolítico comprovam a ocupação deste local desde tempos pré-históricos, e nos tempos do Império Romano a sua situação geográfica foi estrategicamente aproveitada para a instalação de um porto. No século XII foi aqui construída uma torre defensiva e, no século XV, uma Ermida dedicada a S. Pedro, da qual restam ainda alguns vestígios. Um local a visitar, e que merece que se continue a preservar.