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“Resistimos e resistiremos até ao limite das nossas forças”, presidente do FC Paços de Ferreira

O presidente do FC Paços de Ferreira, Paulo Meneses, destacou, numa mensagem  que publicou na sua página pessoal que o clube resistiu até ao limite das suas forças, depois de uma fase menos positiva em que foi despromovido à II Liga, mas conseguiu garantir na época seguinte novamente a subida à Liga NOS.

O dirigente admitiu que ninguém está imune à critica, mas deixou  alguns reparos àqueles que não tiveram a frontalidade de o fazerem olhos nos olhos, nos locais próprios.

“São momentos de reflexão, aqueles que vivo, momentos de avaliação de erros, de riscos, acima de tudo de responsabilidades. Admito a crítica, aceito-a como algo inerente à responsabilidade de quem dirige, de quem coordena, de quem decide. Tenho a imodéstia de reconhecer que sempre tentei ser claro na informação de todos os temas que pudessem preocupar os sócios, esclarecendo quem quis ser esclarecido, e em local próprio. Tantas vezes criticado, sem que as pessoas tivessem tido a frontalidade de o fazerem olhos nos olhos nos locais próprios. Sim, doeu, admito. Mas sei que não estamos imunes à critica, tal como não estão os treinadores, jogadores, directores e demais agentes desportivos. Por isso, aceitando a justeza de algumas sinto a mágoa de outras. Ninguém se terá esquecido de uma despromoção logo de seguida de um título de campeão, porventura duas realidades tão antagónicas quanto merecidas”, disse.

Fotografia: FC Paços de Ferreira

Recordando o feito obtido pelos castores, Paulo Meneses realçou  que urge manter a união, deixando palavras de apreço aos associados que nas saídas, nas chegadas, nas vitórias e nas derrotas sempre apoiaram o emblema.

“Hoje é dia de olhar o futuro sem esquecer os ensinamentos do passado. É momento de percebermos que estamos, quase, orgulhosamente sós, sem investidores que tantas vezes significam destruidores. Resistimos e resistiremos até ao limite das nossas forças, assim o prometi e assumi em cada ato eleitoral. Mas o orgulhosamente só tem um preço, exige que sejamos e estejamos cada vez mais unidos. E a união não significa que não tenhamos opinião, mas devemos tê-la sem contribuir para a destruição do clube que amamos, e devemos manifestá-la com sentido de responsabilidade em sede própria. Mas hoje quero agradecer e reconhecer. E costumo dizer que nada se agradece e tudo se retribui. Espero ter retribuído a cada um daqueles que a seguir enumerarei. Assim: – aos sócios, que de uma forma responsável apoiaram a nossa equipa e o nosso clube nos momentos de maior dificuldade, e foram vários os momentos em que isso sucedeu. Não posso esquecer o apoio nestes últimos tempos a cada saída e entrada da equipa do nosso complexo desportivo, tanto nas vitórias como nas derrotas, quando se encontravam impedidos de apoiar dentro do nosso estádio”, expressou, relevando, também, o trabalho da equipa técnica e dos atletas.

“A toda a equipa técnica e departamento de futebol, e permitam-me, na pessoa do seu líder. Obrigado Mister, obrigado Amigo Pepa, já fazem parte da família pacense, este clube também é vosso e para o ano o desafio não será menor! Aos jogadores, no acreditar, na garra, no espírito, na união, na família que fizeram nascer, e num orgulho que se sentia em cada grito “ganhar, ganhar, ganhar”. É muito vossa esta conquista! A todos elementos dos órgãos sociais deste nosso clube, nas pessoas dos seus Presidentes, seja da AG seja do CF, com quem sempre partilhei preocupações, alegarias e abraços que nos permitiram ultrapassar dificuldades a cada dia”, referiu na  mesma mensagem. A toda a direção. Cada um assumiu a sua responsabilidade, e a cada um deles o meu reconhecimento pessoal e institucional. Um reconhecimento particular ao amigo Jaime Sousa, que pela sua paixão e ligação ao futebol profissional tanto ajudou neste espírito de família e união, mas sem esquecer cada um dos restantes elementos da direção. Trabalharam tanto e tão desinteressadamente que não poderiam ser esquecidos. Obrigado sentido!”, afirmou, englobando neste agradecimento a família “pelo apoio, pela falta de cobrança na ausência, pelo equilíbrio, porque me inspiraram a sonhar que o Paços é e será sempre uma família”, os funcionários do clube, os parceiros e aos que foram já dirigentes do FC Paços de Ferreira.

“Nenhuma derrota nos pode destruir e nenhuma vitória nos deverá iludir. De forma humilde e reconhecida a cada um de vocês, um obrigado”, confessou.