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OS PALHAÇOS DE BRUXELAS

Não sou um cristão / católico dos mais ortodoxos e crentes, mas sou um defensor radical da civilização ocidental e da sua, hoje, realidade tolerante.

A islamização hoje concretizada em Istambul, da Basílica de Santa Sofia, é uma “escarradela purulenta” na cara de toda a história do mundo cristão (basílica, desde há anos, dolosamente abandonada).

Recordo com saudades a Turquia laica que visitei pela primeira vez há trinta anos com o meu amigo José Manuel Saraiva, e que tão bem conheci e admirei.

A poucas dezenas de metros de Santa Sofia, está a magnífica Mesquita Azul e uma centena de metros abaixo, a caminho do museu Topkapi, a sinagoga central do Cairo. Assisti então a actos religiosos nos três locais ( embora com limitações – mínimas – na mesquita).

Era a Turquia e Attaturk, que honrava o cruzamento de civilizações nascido em Constantinopla.

O  ditador desiquilibrado e sanguinário que hoje lidera a Turquia acabou por desonrar sem remédio milhares de páginas de história.

Desonrou os heróis turcos que caíram com valentia em Gallipoli, denegriu os aspectos positivos da grandeza do Império Otomano, emporcalhou a tolerância de Attaturk, marcante em todo o século XX (só mimetizada por homens com Luther King, Gandhi ou Mandela).

Entretanto em Bruxelas 27 líderes europeus discutem dinheiro e não entendem que o mundo que lhes foi legado já quase não existe.

São uns imbecis apalhaçados a dar com os cotovelos uns nos outros. Estão “borradinhos” de medo do Covid-19 e não entendem a dimensão da bomba biológica que Erdogan lhes despejou em casa. Humilhantemente, no dia em que estão todos juntos. Sem se houver uma protesto enérgico, uma retaliação violenta.

Os outros, Sua Santidade o Papa, Putin, os Latino Americanos, Balsonari e Trump, estão mergulhados no calculismo que comanda o mundo dos primeiros ou na inércia ignorante e estupidez dos segundos.

Que mundo de eunucos…

Nem nas cortes dos sultões otomanos houve tantos e tão assexuados. A maioria já está em Bruxelas e Estrasburgo. E para ficar, pelo menos até cair a sua “Constantinopla”.

Luís Filipe Menezes