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Gonçalo Rocha anunciou que as empresas danificadas pelo incêndio poderão vir a ter espaço alternativo

O presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, anunciou que, as empresas do concelho danificadas pelo incêndio da passada Segunda- Feira, no espaço do CACE do Tâmega e Sousa, poderão vir a ter espaço alternativo, provavelmente já nos meses de Setembro ou Outubro.

Fotografia: CM Castelo de Paiva

       Em declarações à imprensa, no final da visita que a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, realizou ao complexo do CACE, na Zona Industrial de Felgueiras, em Sobrado, o autarca paivense revelou que, há um espaço alternativo que pode vir a ser utilizado, nas antigas instalações da CERNE, na Zona Industrial de Lavagueiras, em Pedorido, mas a decisão passará sempre pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional.

     Recorde-se que, o incêndio nas antigas instalações da CJ Clark’s, provocou danos avultados em oito empresas, afectando cerca de 500 postos de trabalho, deixando 25% da mão de obra ativa do concelho em situação “muito complicada”, lembrou o edil de Castelo de Paiva, que sublinhou que, o Instituto de Emprego e Formação Profissional já garantiu que o edifício destrído, propriedade daquele organismo, “será recuperado”, referindo contudo que, “ é preciso encontrar alternativas e tem de haver um plano de apoio especial para garantir a agilização de todo o processo ”.

     “Temos de continuar a trabalhar e todos os dias são importantes para resolver problemas, porque as pessoas não podem esperar muito mais”, reforçou Gonçalo Rocha, que já se reuniu com os empresários, IEFP e Segurança Social, para avaliar a situação dos trabalhadores que agora perderam o seu local de trabalho.

     O autarca já na Terça-Feira, no âmbito da visita concretizada pelos Secretários de Estado do Trabalho/Segurança Social e Economia, havia defendido que, a exemplo do Incêndio de 2017, deveria ser implementado em Castelo de Paiva um “Plano Especial” visando apoiar as empresas e o emprego local, mas também dinamizar o desenvolvimento do concelho em outras áreas e sectores, já que esta tem sido uma terra muito martirizada nas ultimas décadas.

     “Nos últimos anos, Castelo de Paiva vinha fortalecendo a economia local e empregabilidade. Era, aliás, dos poucos concelhos no país, que tinha uma taxa de empregabilidade positiva, mesmo neste contexto da pandemia do Codiv-19, e ainda não estamos totalmente recuperados do triste acontecimento do brutal incêndio de 2017, que atingiu uma área enorme do concelho, e já nos está a acontecer nova tragédia, de novo a empurrar nos para baixo“, lamentou o presidente da edilidade, referindo que concelho tem sido fustigado com muitas desgraças e não merecia isto.