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”É um duro golpe no crescimento da empregabilidade que temos vindo a assistir no concelho”, disse autarca de Castelo de Paiva numa alusão ao incêndio na Zona Industrial.

O presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha considerou que o incêndio que deflagrou na Zona Industrial de Castelo de Paiva e destruiu várias unidades empresariais, representou um duro golpe para o concelho.

“O ano em curso, marcado pela pandemia da COVID-19, regista na história do nosso concelho, mais um rude golpe, com o brutal incêndio que, no inicio da semana, destruiu quase por completo o Centro de Apoio à Criação de Empresas (CACE). Sem que nada o fizesse prever, várias empresas, centenas de trabalhadores e muitas famílias viram desaparecer o seu local de trabalho. Os Paivenses não mereciam isto! É terrível esta sina triste que tem afetado a nossa terra ao longo destes anos, recordando-se que, neste caso, as empresas afetadas representam mais de 25% da população ativa do concelho, porque estão em causa 400 empregos diretos e mais cerca de uma centena indiretos. É um duro golpe no crescimento da empregabilidade que temos vindo a assistir no concelho, e será certamente, um momento de grande exigência para todos, na medida em que somos postos à prova, em mais um momento difícil da nossa vivência comum”, revelou numa mensagem deixada aos munícipes, realçando que esta situação surgiu, numa altura, em que o território estava a conseguir contrariar o aumento da taxa de desemprego nacional.

“Esta nova contrariedade, que nos volta a atingir em força, mesmo quando estávamos a conseguir contrariar as estatísticas do aumento da taxa de desemprego nacional, com a nossa atividade empresarial que vinha a tornar-se gradualmente mais forte, com uma elevada capacidade de produção e exportação. Sensibilizamos os representantes do Governo para ajudar estas empresas a recuperar, a manter-se pró-ativas, mesmo em soluções provisórias, até ser possível a reabilitação do edifício do CACE, como também apelamos ao Governo de Portugal para ser implementado um tratamento especial para o concelho, um plano exclusivo que possa potenciar e agilizar os processos de recuperação e motivar os empresários a retomar a sua atividade o mais depressa possível, garantindo assim a manutenção dos postos de trabalho e a estabilidade de centenas de famílias, mas também que, outros processos e antigos anseios, sejam concretizados com celeridade, contemplando as áreas das acessibilidades, da prestação dos cuidados de saúde, do apoio social e da administração pública. Mas, na linha de preocupação já anunciada pelo Presidente da República, que manifestou solidariedade a toda a população, empresários e trabalhadores, sem dúvida que, são as empresas e os seus colaboradores que merecem agora toda a atenção, daí a união de esforços junto do Governo e de diversas entidades que já estiveram em Castelo de Paiva, para com os empresários lesados, encontrar soluções que minimizem o impacto deste infortúnio na sua atividade laboral”, expressou.

Referindo-se ao CACE – Centro de Apoio à Criação de Empresas, na Zona Industrial de Felgueiras, em Sobrado, o chefe do executivo concordou que este é uma mais-valia para o território.

“Os prejuízos avultados que se registaram, atingindo empresas que tinham uma dinâmica empresarial notável, não pode ser argumento impeditivo para voltarmos a ter em Castelo de Paiva esta estrutura de desenvolvimento regional, daí o nosso apelo de sensibilização a quem nos governa para a recuperação e reabilitação do edifício deste centro de acolhimento empresarial. Destaco também, a preocupação social e numa primeira instância importa assegurar apoio para manter os postos de trabalho e, simultaneamente, dotar as empresas de instrumentos financeiros que permitam retomar rapidamente a sua capacidade produtiva. Sabemos que é um momento difícil, mas como povo resiliente que somos, iremos ultrapassar esta adversidade, apelando às entidades governamentais o apoio para alavancar Castelo de Paiva e ajudar esta terra que tem sofrido tanta a amargura da interioridade, marcada pelo infortúnio que, desde o fecho das Minas do Pejão em 1994, tem registado momentos de dor e tristeza”, acrescentou

O autarca reforçou que o executivo municipal irá continuar a sensibilizar o Governo para, “sem demora, desenvolver ações e encontrar soluções alternativas para minimizar problemas e ajudar as empresas a retomar a laboração, ainda que de forma provisória, dando sempre prioridade à empregabilidade dos trabalhadores afetados. Esse é o propósito, e já arregaçamos as mangas. Porque temos uma tarefa árdua pela frente e não baixaremos os braços. No dia de ontem, recebemos a visita de dois Secretários de Estado, governantes da área da do Trabalho/Segurança Social e Economia, ambos tiveram a oportunidade de ver o índice de destruição que aconteceu, afetando várias empresas ligadas aos setores do calçado, marroquinaria, relojoaria, medicina e panificação. Mostraram-se muito sensibilizados face á gravidade da situação, preocupados com o fatalidade que nos tem atingido, e comprometeram-se, num quadro de apoio imediato, a desenvolver esforços, em colaboração direta com a Câmara Municipal e os diferentes organismos do Estado, para que estas empresas possam ser rapidamente auxiliadas a reerguer-se e a retomar a atividade laboral”, atestou, tendo deixado uma palavra de confiança aos trabalhadores que perderam o seu emprego e aos empresários que perderam os seus investimentos, assim como aos agentes da Proteção Civil, incluindo os Bombeiros Voluntários, a GNR e os funcionários municipais.