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Conquista do Europeu 2016 retratada em obra de escritor penafidelense

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Fotografia: Nuno Nogueira Silva

A conquista do último Campeonato da Europa por Portugal, numa final disputada em Paris, frente à toda poderosa França,  foi o mote inspirador para Nuno Nogueira Silva, escritor de Paço de Sousa, concelho de Penafiel, apresentar online, no dia 10, o seu mais recente trabalho “O Último Adepto”.

Ao Novum Canal, Nuno Nogueira Silva destacou que esta era uma obra que já estava há algum tempo na gaveta e que apesar de todos os constrangimentos suscitados pela crise sanitária que o país está a viver, tinha que ser lançado neste “timing”.

“Quando decido escrever um livro, não tenho que ter exatamente uma razão para o fazer, contudo o tema e o timing faziam sentido para escrever sobre os adeptos de futebol e a seleção Portuguesa”, disse, salientado ser um apaixonado pelo futebol, um pouco à semelhança da maioria dos portugueses.

“Acho que somos todos um pouco apaixonados pelo futebol, faz parte da nossa cultura, mas sem fanatismos. Os jogos de futebol tem noventa minutos e para mim são o suficiente. Assim que o árbitro apita para o final do jogo, já não há nada a acrescentar que possa alterar o resultado final”, frisou, salientando que os livros têm uma particularidade muito interessante e é o autor quem decide o final.

“E para mim estava decidido a seleção portuguesa iria erguer a taça em terras de Napoleão. Estava tão convicto que o personagem principal, Albuquerque, envia uma carta registada ao presidente da república e ao presidente da seleção portuguesa, e eu tenho o comprovativo do registo comigo”, frisou, sustentando que o livro faz justiça a todos os adeptos espalhados pelo mundo.

“Albuquerque explica as emoções que sentem antes , durante e depois dos jogos e os esforços para se sentarem nas bancadas” concretizou, salientado que esta obra demorou 30 dias a ser escrito.

“Depois foi o tempo necessário para deixar repousar para voltar a ser apurado e depurado”, afirmou, adiantando que o livro tem 300 páginas.

Fotografia: Nuno Nogueira Silva

“A dada altura dei por mim a encurtar alguns capítulos”, acrescentou, sublinhando que “O Último Adepto” tem a chancela da Chiado Editora.

“Estou muito grato pelo apoio e oportunidade que me tem dado para poder publicar os meus livros. Neste momento este é o quarto livro publicado com a chancela da Chiado Editora”, asseverou.

“Os tempos que vivemos são de mudança, e nada aparenta que possa ser uma mudança positiva. Esta pandemia vai afastar ainda mais as pessoas umas das outras. O futebol vai ter que se adaptar rapidamente a estas mudanças”

Sobre o feedback que espera obter com esta obra, Nuno Nogueira Silva manifestou esperar que os leitores percebem os temas que o personagem principal da obra transmite.

“Espero que os leitores percebam alguns temas que a personagem, Albuquerque transmite. Ele não fala só de futebol mas de tudo o que o rodeia e das viagens que realizou”, avançou, confirmando que os tempos que vivemos são de esperança e esta crise sanitária irá afastar as pessoas umas das outras.

“Os tempos que vivemos são de mudança, e nada aparenta que possa ser uma mudança positiva. Esta pandemia vai afastar ainda mais as pessoas umas das outras. O futebol vai ter que se adaptar rapidamente a estas mudanças”, anuiu, concordando que nos próximos tempos vai ser praticamente impossível voltarmos a ver os estádios cheios.

“Nos próximos tempos os estádios vão continuar privados dos seus adeptos, podendo existir uma elevada redução de espetadores nos estádios, ainda que se possa implementar várias medidas de segurança”, concretizou, reforçando que os adeptos são uma peça fundamental para o espetáculo.

“Eles passam uma energia muito importante para o interior do recinto e em troca recebem várias emoções e alegrias”, afiançou, lembrando, por outro lado, que  “a seu tempo, tudo voltará à normalidade, e o futebol não será exceção”.

“Enquanto não existir uma garantia para a saúde pública, viveremos com medo”

Confrontado com que alterações terão obrigatoriamente que acontecer no sentido de acautelar eventuais contágios à falta de uma vacina ou medicamento eficaz que ainda não surgiu, Nuno Nogueira Silva foi perentório:  “Todas as medidas terão que ser impostas e respeitadas para o melhor de todos. Enquanto não existir uma garantia para a saúde pública, viveremos com medo”, manifestou, confessado que “o  futebol continua a ser o desporto-rei  e assim irá continuar nos próximos tempos”.

Já quanto à relação que os portugueses, de uma forma geral, manifestam pela seleção, o autor disse: “Acredito que as pessoas estejam mais divididas quando se fala num clube em particular, mas quando joga a seleção é um pais que se move na mesma direção e a pátria é algo que ninguém gosta de ver ferida”, explicou, salientando ser difícil de explicar esta relação com a seleção nacional.

“No futebol usa-se muito a velha máxima, da estrelinha da sorte, e de facto tivemos por diversas vezes a estrelinha do nosso lado”, atestou, confessando não ser fácil, num futuro próximo, a seleção repetir o feito de 2016.

“Estou em crer que será muito difícil para a seleção portuguesa voltar a ser campeão da Europa ou do mundo, contudo estão a aparecer novos talentos, que podem trazer algo de novo à nossa equipa”, confessou.

Questionado sobre como se define como escritor, Nuno Nogueira Silva recordou que não é por escrever um livro que alguém se pode considerar um escritor.

“Debato-me algumas vezes comigo e com outras pessoas sobre essa questão de, ser autor ou escritor. Não é por escrever um livro que se possa ou deva considerar um escritor. Sou autor dos meus livros e sinto-me feliz por os ter espalhado pelo mundo em várias estantes, contudo sei que tenho muito trabalho pela frente para que possa receber o reconhecimento dos leitores”, sustentou., admitindo a possibilidade de voltar a escrever um outro livro, sobre uma outra modalidade.  

“Não posso dizer que possa voltar a escrever um novo livro sobre algum desporto em particular, mas, ao mesmo tempo, quem sabe um novo livro sobre um outro desporto”.

Nuno Nogueira Silva é autor de várias obras, tendo escrito em 2010,  “Amor Perfeito”, em 2012, “Criações e pessoa”,  em 2016 “O Mistério MH”, em “ 2018,  “A Bailarina e Robot” e em 2019 “Cartas para Flor.

“O Último Adepto”, é o seu mais recente trabalho.


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