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Bênção de viatura adaptada de transporte de utentes marcou 30.º aniversário da Associação para o Desenvolvimento Integral de Lordelo

Fotografia: Câmara de Paredes

A Associação para o Desenvolvimento Integral de Lordelo assinou, este domingo, o 30.º aniversário, data que ficou marcada pela bênção de uma viatura de transporte adaptado de nove lugares oferecida pela Câmara de Paredes e pela Fundação a Lord.

A cerimónia de bênção da viatura foi presidida pelo Padre Rui Manuel Pinheiro na presença do presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida, do vice-presidente da Câmara, Francisco Leal, do presidente da ADIL, Helder Oliveira, do presidente dos Bombeiros Voluntários de Lordelo, Miguel Ferreira e do presidente da Cooperativa A Lord, Francisco Ramos.

A celebração dos 30 anos da ADIL, contou, também, com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Lordelo, Nuno Serra, entre outros convidados.

Fotografia: Câmara de Paredes

Ao Novum Canal, a diretora técnica da ADIL, Mónica Santos, realçou que além da bênção da viatura, os idosos assistiram de dentro da instituição a uma eucaristia  que decorreu no exterior, num momento único para os utentes, tendo a mesma decorrido em completa segurança.

O diretora técnica realçou que, este ano, apesar de não ter sido possível partilhar este momento com a comunidade, a instituição não quis deixar de assinalar a data, numa cerimónia, que considerou, singela, mas de grande relevância para os utentes, os funcionários  e demais atores e agentes da comunidade que interagem e conhecem o trabalho da ADIL.

Mónica Santos relevou, também, o facto da instituição, uma coletividade particular de solidariedade social e cultural, desportiva, humanitária, sem fins lucrativos, fundada em 12 de julho de 1990, ter conseguido, durante a fase mais aguda da Covid-19,  manter  incólume os seus utentes, num esforço que  partilhou pelos funcionários e demais colaboradores da instituição.

Fotografia: Câmara de Paredes

A diretora técnica, a este propósito, enalteceu o esforço ímpar dos funcionários que durante o Estado de Emergência e a fase de confinamento zelarem pelo bem-estar e segurança dos utentes da ADIL, desdobraram-se em turnos e trabalharam afincadamente, cumprindo com todas as regras e orientações da autoridade nacional de saúde de forma a salvaguardar a saúde dos idosos.

“Foram tempos difíceis, com um desgaste emocional elevado, mas felizmente conseguimos garantir o bem-estar e segurança de todos. Os funcionários foram incansáveis, inexcedíveis e zelosos da sua missão”, sustentou, manifestando que os idosos já frequentam o jardim da ADIL, as atividades irão  regressar a meio deste mês, sendo que as visitas já estão a decorrer através de uma janela, mas com o cumprimento de todas as medidas e orientações da autoridade nacional de saúde.

Questionada sobre a possibilidade de acontecer uma segunda vaga, Mónica Santos manifestou que essa é uma possibilidade real, sendo necessário não baixar a guarda e continuar a cumprir com as medidas decretadas pelas autoridades de saúde quer local quer nacional e que são do conhecimento de todos.

Neste processo de combate à pandemia, na fase mais aguda, a responsável técnica assumiu, também,  que ADIL viu o seu trabalho relevado  quer pelos atores e agentes da comunidade e mesmo por outras pessoas que nem sempre valorizam o trabalho das instituições particulares de solidariedade social.

“O mais importante, como referi, foi termos conseguido salvaguardar os nosso idosos e funcionários. Julgo que saímos todos mais fortalecidos”, acrescentou.

A ADIL além da creche,  integra as valências de centro de dia, apoio domiciliário, dispõe de uma estrutura residencial para pessoas idosas e tem protocolos com  a Segurança Social em domínios como o Rendimento Social de Inserção e Serviços de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS), além de Contratos Locais de Desenvolvimento Social–4G, num total de 125 utentes.

Interrogada sobre as debilidades com que a instituição se depara, Mónica Santos apontou a dificuldade em adquirir equipamentos de proteção individual, dado haver rutura de stocks e, por isso mesmo,  dificuldade  em adquirir este tipo de material.