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Câmara de Lousada quer fomentar rota de árvores de elevado valor ecológico

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Fotografia: Câmara de Lousada

A Câmara de Lousada está apostada em criar uma rota das árvores de elevado valor ecológico.  

O projeto vencedor do Fundo Ambiental e de Investigação Lousada Sustentável 2017,  tem como intenção mapear as árvores de elevado valor ecológico existente no concelho, assume-se como um projeto inovador no país,  que envolve a comunidade e rege-se por critérios cientificamente comprovados.

O vereador do Ambiente da Câmara de Lousada, Manuel Nunes,  realçou que a Rota dos Gigantes Verdes “surgiu da necessidade de valorizar as árvores de grande porte inventariadas pelo Projeto Gigantes Verdes em Lousada, dando a conhecer alguns dos maiores e mais interessantes exemplares que ainda existem no concelho, a sua história e ainda o seu valor para a conservação da biodiversidade e sustentabilidade do território”.

Ao Novum Canal, o autarca destacou que o projeto tem como propósitos preservar o património arbóreo do município.

“O objetivo do Projeto Gigantes Verdes é, acima de tudo, preservar o património arbóreo do concelho de Lousada. Para tal, temos vindo a identificar e inventariar as árvores de grande dimensão do concelho. A informação coletada durante este processo tem permitido ainda identificar aquelas com um valor social (ligado à sua história natural) ou ecológico (pela capacidade de suportar biodiversidade) excecional, merecendo assim, uma valorização extra. Esta é feita, por exemplo, através do incentivo à visitação e partilha de histórias sobre as árvores (através da Rota dos Gigantes Verdes)”, avançou, sustentando que o município tem promovido ações junto dos proprietários e pequenas inseridas no programa de educação e sensibilização ambiental do concelho.

“Sendo um processo ainda em fase inicial, as ações têm-se focado principalmente junto dos proprietários, onde se tem tratado de coletar histórias associadas às árvores que constarão na rota. Além disso, pequenas atividades inseridas no programa de educação e sensibilização ambiental do concelho – BioLousada – têm sido dinamizadas, quer em formato presencial como online”, expressou.

Falando do mapeamento e do trabalho de inventariação que está a ser realizado, Manuel  Nunes tem como metas conhecer a dimensão destes gigantes verdes, os habitats que suportam, entre outros aspetos.

“O trabalho de inventariação, a base do Projeto Gigantes Verdes, começou em 2017. Tem como objetivo a coleta de informação sobre o local onde as árvores de grande porte se encontram, as suas dimensões, os habitats que suportam, quem são os seus proprietários e ainda que histórias existem associadas às árvores. Não tendo data definida para terminar, tem como área de trabalho todo o concelho de Lousada, envolvendo centenas de proprietários do concelho”, confirmou, sublinhando que é expectável que a Rota dos Gigantes Verdes esteja a funcionar em pleno no inicio de 2021.

“As árvores de grande porte são das principais estruturas naturais que temos no concelho, suportando inúmeros seres vivos e providenciando também os chamados serviços de ecossistema essenciais à nossa sobrevivência tal como o oxigénio que respiramos”

O vereador e vice-presidente da Câmara de Lousada declarou que além do elevado valor ecológico, estes gigantes verdes representam um ativo para o território.

Fotografia: Câmara de Lousada

“As árvores de grande porte são das principais estruturas naturais que temos no concelho, suportando inúmeros seres vivos e providenciando também os chamados serviços de ecossistema essenciais à nossa sobrevivência tal como o oxigénio que respiramos, a fixação de carbono atmosférico, a despoluição do ar, a fixação das margens dos rios e ainda o suporte dos solos. Tudo isto é passível de ser valorado, atribuindo um valor monetário a cada árvore do concelho. Sem estas árvores, certamente a nossa vida seria bastante mais complicada e as problemáticas ambientais que já ocorrem esporadicamente seriam mais frequentes e mais intensas, causando danos estruturais de elevada magnitude”, explicou, confirmando que a Rota poderá potenciar ainda mais o concelho e os seus recursos naturais.

“Claramente, sendo um projeto complementar a tudo o que já temos em curso. Aliado à implementação da Paisagem Protegida Local do Sousa Superior e à abertura da Mata de Vilar a visitantes, será em 2021, um dos ativos de valorização do património natural do concelho que ajudará a potenciar o património natural concelhio e tudo o que lhe está associado. A rota focará em 70 árvores de grande porte, distribuídas por todo o concelho, com exemplares em todas as freguesias, dentro e fora das grandes propriedades, perto e longe dos rios, em bosquetes e isoladas. Ao visitar estas árvores teremos a oportunidade de conhecer muito mais do que os exemplares identificados, aproveitando a oportunidade para conhecer todo o património natural e edificado adjacente às mesmas. Será certamente algo diferenciador e que nos trará muitas felicidades”, acrescentou.

Questionado sobre quantas árvores foram inventariadas, Manuel Nunes esclareceu que o projeto conta com mais de 7400 árvores identificadas, das quais 3600 se encontram completamente inventariadas, de mais de 50 espécies.

“A ideia será inventariar todas as 7400 árvores de grande porte do concelho e criar mecanismos de apoio à sua gestão e valorização, a seu tempo”, atalhou.


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